
Baptista-Bastos
Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

Voltar a acreditar?! E voltar a ter mais do mesmo?!
O romance “Seara de Vento” inspira-se num acontecimento verídico que ocorreu na aldeia da Trindade (Beja), facto marcante que ainda hoje integra o imaginário da população da freguesia. Manuel da Fonseca descreve um episódio ocorrido em 1932, nessa aldeia, o assassinato de António Dias Matos, operário agrícola, pela GNR.
Manuel da Fonseca, Seara de Vento, 1ª edição (1958)
Faz renascer meu gosto
de luta e de combate
contra o abutre e a cobra
o porco e o milhafre
Pois a gente que tem
o rosto desenhado
por paciência e fome
um país ocupado
escreve o seu nome
E em frente desta gente
ignorada e pisada
como a pedra do chão
e mais do que a pedra
humilhada e calcada
Meu canto se renova
e recomeço a busca
dum país liberto
duma vida limpa
e dum tempo justo.
Foto alfa – Para os lados da Nossa Senhora da Represa (Vila Ruiva-Cuba)
Muitos teimam em ver no Alentejo uma terra árida de religião, sem a capacidade da fé o chamamento do misticismo. É falso. O alentejano tem a fé dentro de uma carteira de plástico. O alentejano é o único ser do mundo que, sem conflitos existenciais e ideológicos, é capaz de trazer na carteira, ao lado do Bilhete de Identidade e da licença do rafeiro, o cartão do Partido Comunista e uma gravura de Nossa Senhora das Relíquias.
Abrir a carteira do alentejano é descobrir-lhe a própria alma. E desvendar-lhe as entranhas. Na carteira do homem das planícies está, como rã dissecada no mármore de bioquímico, a revelação de uma fé maior. O alentejano acredita "haver alguém a mandar nisto tudo" - e alarga o gesto a abraçar o mundo. Mas Deus não é para ele figura de altar. Deus é o que o alentejano sabe estar no crescimento do trigo e na fartura do azeite. Sóbrio em tudo, também na relação com o metafísico, o alentejano é avaro de exteriorização. Deus: questão que o alentejano tem consigo mesmo. O alentejano privatiza Deus, carrega, sem espectacularidades, uma religiosidade cósmica e, sobretudo, instintiva. Qualquer coisa que vem dos abismos do tempo.
Ironizava Manuel da Fonseca, nos anos 40, que os homens do Alentejo não entravam na igreja "só por serem obrigados a tirar o chapéu". O alentejano não sabe rezar, nem aprendeu a benzer-se. Em vez disso canta. A única missa a que os homens fazem questão de não faltar é a do Galo, na noite de Natal, mas só "para ouvir os cantores". Ainda pelo Natal, os alentejanos cantam "ao menino". Depois dele, vão de porta em porta cantar "os reis".
Manuel Ribeiro plantou no romance A Planície Heróica um padre a quem os paroquianos só pedem que "trate da sua courelazinha de trigo". Há alguns anos, em Serpa, a procissão fez-se sem padre. Em Beja, o bispo queixava-se ao Diário do Alentejo de ter "a mais pobre diocese do país". O seminário local está às moscas. Para a Igreja o Alentejo é ainda "terra de missão".
Mas os casais casam catolicamente e gostam de baptizar os filhos. Respeitam os santos, a Igreja e as suas manifestações. No entanto, recusam-se a "embarcar na conversa de padres". Ir à Igreja é "coisa de mulheres". E, mesmo estas, indo à missa mais do que meia dúzia de vezes por ano, passam a integrar o rol da "beatagem". O rebanho das "mal governadas", que, "em vez de tratarem da casa, não se tiram de baixo das saias dos santos". O maior azar de um marido, depois de mulher adúltera ou de "mau governo", é casar com uma beata.
Contudo, durante a guerra colonial, o Santuário da Senhora d'Aires, em Viana do Alentejo, encheu-se de ex-votos. A Nossa Senhora da Conceição recebe anualmente milhares de peregrinos
Há procissões em todas as aldeias. As mulheres integram o cortejo, com vestidos estreados, e os filhos, pela mão, trajados de anjinhos: os homens ficam aos cantos. Tiram o chapéu à passagem da padroeira e seguem depois o desfile atrás da música.
Por instintos que a história lavrou, o Alentejo desconfia da Igreja. Afinal, na lonjura dos séculos XII e XIII, o corcel cristão da chamada Reconquista deu à cruz a forma de uma espada. E, na centúria de seiscentos, a Inquisição de Évora foi, de todas, a que mais lenha juntou para os autos-de-fé. E ainda recentemente, durante o Estado Novo, a Igreja pouco terá feito para se demarcar dos velhos senhores das herdades e das vilas.


Assim mesmo, com estes zeros todos. Convido-o a fazer as contas. Como entender. De cabeça. Ou com a máquina de calcular. Mas faça.
Foi o que alguns roubaram aos accionistas, depositantes e credores do Banco Português de Negócios (BPN).
E foi o que o Governo PS/Sócrates roubou aos contribuintes portugueses para cobrir aquele roubo. Pensando que uma mão lava a outra mão!
E, perante tamanha vigarice, permito-me perguntar: ainda assim vai haver quem vote neles?!
Ainda haverá quem goste de ser burlado, enganado, tramado, ludibriado, zombado, assim desta maneira, sem um pingo de vergonha na cara, por um primeiro-ministro que utiliza o dinheiro de todos os portugueses como se fosse seu?
alfa

Na mesma notícia, informava a Agência Lusa que o dirigente do Sindicato Mineiro Jacinto Anacleto, declarava desconhecer tal homenagem e que a Câmara Municipal também nada sabia sobre a mesma.
No dia 16 de Fevereiro, no decorrer do jogo de futebol entre o Sport Clube Mineiro Aljustrelense e o Sport Clube UniãoTorreense, foi anunciado que se encontravam no estádio não o Senhor Ministro da Economia e Inovação para ser homenageado e o Senhor Governador Civil como coordenador da iniciativa mas os senhores Dr. Manuel Pinho e General Manuel Monge na qualidade de simples cidadãos.
No decurso do jogo foi entregue ao cidadão Manuel Pinho, pela Direcção do Sport Mineiro, uma camisola do Clube que havia sido prometida ao Ministro da Economia e Inovação o qual, por sua vez, não se sabe se na qualidade de Ministro da Economia e Inovação, se na qualidade de representante da EDP, anunciou a oferta da EDP de cinco mil euros destinados à aquisição de novos equipamentos para o Sport Clube Mineiro Aljustrelense.
Ou não fizesse aquele senhor parte de uma direcção do Clube, cujo vice-presidente é o recandidato pelo PS à Câmara Municipal de Aljustrel!!! Há informações que devem ser dadas nas noticias para melhor as compreendermos.