Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

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terça-feira, abril 28, 2009

Motes de poesias populares (Moura)






Eu não se me dava morrer


Que eu pouca falta fazia


Mas levo o tempo a pensar


Que a terra deve estar fria.


Manuel Joaquim “Canivete” (trabalhador rural, frequentou a Escola durante 1 mês)




Morrem as aves voando


Morre o cantor a cantar


Morrem os ricos gozando


Morre o pobre a trabalhar.


Agostinho Mendes Frade (trabalhador rural, não frequentou a Escola)

domingo, abril 13, 2008

É LINDO NA PRIMAVERA


Foto de Rosário Soares
Toda a noite canta, canta


Lá na fonte o rouxinol


Nós cantamos todo o dia


Nós cantamos todo o dia


Do nascer ao pôr-do-sol

É lindo na Primavera



Ver searas ondular


Subir ao alto do monte


Beber água em qualquer fonte


Ouvir os grilos cantar


Ver os rebanhos de gado


Nos verdes campos pastar


Rapazes e raparigas


Cantando lindas cantigas


Nos campos a trabalhar

Cantavam dois passarinhos



Cantigas ao desafio


Um no tronco empoleirado


Um no tronco empoleirado


Outro na margem do rio

É lindo na Primavera



Ver searas ondular

sábado, abril 05, 2008

ESTÁ UMA NOITE TÃO SERENA


Os corações também choram


Eu ainda não sabia


Esta noite, esta noite acordei eu


Ao pranto que o meu fazia


Está uma noite tão serena


Vêem-se estrelas brilhar


Vai amor, não tenhas pena


De deitar a barca ao mar


De deitar a barca ao mar


Não tenhas pena


Vêem-se as estrelas brilhar


Está uma noite tão serena


O meu amor de brioso


Não assenta o pé no chão


Assenta, assenta amorzinho


Não dês passadas em vão

Está uma noite tão serena


Vêem-se estrelas brilhar


Vai amor, vai amor

segunda-feira, março 31, 2008

EU HEI-DE-ME IR ASSENTAR (No círculo que leva a lua)


Ó luar da meia-noite

Não digas à minha amada

Que eu passei à rua dela

Às quatro da madrugada


Eu hei-de-me ir assentar

No “circo” que leva a lua

Para ver as voltas todas, tirana

Que o meu amor dá na rua
Que o meu amor dá na rua


Que o meu amor há-de dar

No “circo” que leva a lua, tirana

Eu hei-de-me ir assentar

Veja lá não se adiante

Em falar demasiado


Eu hei-de-me ir assentar

No “circo” que leva a lua