"No passado ano, entraram 106 novos camaradas..." "A cobrança de quotas..." "Vendemos mais Avante!..." Estas frases, e outras do mesmo tipo, foram ouvidas à exaustão, durante dois dias e meio, no Campo Pequeno, em Lisboa. Eram os delegados ao XVIII Congresso do PCP, dando conhecimento ao colectivo do balanço das respectivas organizações que os elegeram como representantes. Além de relatarem a dimensão e actividade das organizações, quase todos trataram de afirmar os problemas do respectivo sector, as reivindicações, as críticas à governação.O tipo de discurso mudava apenas quando eram dirigentes de topo que subiam à tribuna para apontar o caminho doutrinário.E foram todos ouvidos e aplaudidos. Isto porque, nos congressos do PCP, os delegados assistem ao próprio congresso e não passeiam pelo recinto ou pela terra onde estão reunidos. Aguentam horas a fio as cascatas de intervenções, feitas exactamente no tempo previsto. Mais: os congressos do PCP começam às nove e meia da manhã e não se reúnem à noite.Os Congressos do PCP são, assim, congressos diferentes dos dos outros partidos. Mas este foi talvez o mais diferente dos congressos partidários dos últimos vinte anos da vida política portuguesa. É que, desta vez, já não há divergências internas suficientemente fortes e com expressão interna significativa para se fazerem ouvir no congresso. Desta vez não houve momentos de expectativa como os que se viveram nos congressos do PCP, desde que, no final dos anos 80, José Luís Judas pediu em pleno congresso o voto secreto - que hoje é obrigatório por lei geral dos partidos políticos -, até ao discurso crítico que Joaquim Miranda proferiu, há quatro anos.É por isso que muitos jornalistas andavam mais ou menos perdidos. Não havia notícia. Ou seja, não havia diferença, imprevisto ou improviso. Apesar de investirem no cenário, no efeito cénico e até na coreografia, os congressos do PCP não são feitos a pensar no sound byte para a rádio, nem no directo da televisão. No PCP, o objectivo é mais revolução.
02.12.2008, São José Almeida in Público
Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.
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quarta-feira, dezembro 03, 2008
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Existem "lapsos" assim...
Sessenta delegados votaram contra o actual comité central
O novo comité central do PCP acabou de ser eleito com 1377 votos a favor, 17 abstenções e 70 votos contra. Sabe-se já que José Casanova, apesar de integrar o comité central, não fará parte da comissão política.
Humberto Costa
21:57 Domingo, 30 de Nov de 2008
Alberto Frias
Este é o décimo oitavo congresso do PCP. O segundo dia do XVIII Congresso do PCP ficou marcado pela eleição do comité central, que regista a maior redução de sempre. Sem 41 membros, entram apenas 25 e este órgão passa ter apenas 158 elementos em vez dos 174 eleitos no congresso anterior.
A eleição decorreu durante esta noite e dos 1402 delegados, 1377 votaram a favor, 17 abstiveram-se e 06 votaram contra. A redução do número de membros do comité central prende-se com o facto de no processo de reorganização do ficheiro de número de militantes se ter verificado uma diminuição substancial de filiados. Dos cerca de 80 mil militantes, restam 50 mil.
Outra das novidades, que só será confirmada durante a madrugada, depois do comité central reunir e eleger os outros órgãos dirigentes, será a saída de José Casanova da comissão politica.
No que respeita à composição do comité central, verifica-se uma percentagem de funcionários que se situa muito perto dos 70 por cento, uma média etária de 47 anos e a presença de 39 mulheres, o que dá uma percentagem de 24,7 por cento.
Pela segunda vez esta eleição foi feita por voto secreto, não sem que no próprio regulamento do congresso ficasse lavrado o protesto: "a eleição do comité central por disposição antidemocrática da lei dos partidos, contrária ao direito e à possibilidade que os delegados ao congresso sempre tiveram de decidir democraticamente sobre o método de votação que entendem mais adequado, é feito por voto secreto".
É que não acertaram uma única vez!!
sexta-feira, outubro 17, 2008
http://www.alentejopopular.pt/
Como anteriormente pedimos, aqui está o sítio na internet do «Alentejo Popular», com um novo visual, bem mais atraente e com o contéudo interessante de sempre. Este jornal é um dos melhores na região e já merecia uma página online, de forma a divulgar ainda mais este meio de comunicação. A todos os que elaboram e trabalham para o jornal, os meus mais sinceros parabéns e que o «Alentejo Popular» permaneça nas bancas por muitos anos. Ah! é verdade, a página tem uma óptima qualidade e está muito bem conseguida, assim como a imagem do próprio jornal, será sem dúvida um sítio de referência no que diz respeito a notícias da Região Alentejo.
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