Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

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sexta-feira, julho 31, 2009

Paradoxo

Otto Dix, Retrato da Jornalista Sylvia von Harden, 1926



Dominamos os conhecimentos, através da ciência. Sabemos quais as causas, mas ignoramos as consequências. Temos o conhecimento, mas falta-nos a sabedoria que só é adquirida pela experiência!
Afinal, qual é a medida, de facto, do nosso conhecimento?

alfa





terça-feira, julho 28, 2009

Implicito...

Luís Fazenda admitiu sair da Assembleia da República se for eleito vereador e tiver pelouros. O mesmo é dizer: Se me acontecer o mesmo que aconteceu ao Zé Sá Fernandes eu fico na Câmara, têm é que me pagar ordenado! Não se percebe qualquer interesse por detrás desta afirmação!!

Robert Doisneau – fotógrafo da evolução histórica

Robert Doisneau, Down to the Factory, 1946




Robert Doisneau, fotógrafo francês do quotidiano e da sociedade trabalhadora parisiense, revela no seu trabalho uma extraordinária capacidade de definir o conflito entre o “presente” e o “futuro” histórico, isto é, a previsão da evolução histórica.
Assim, a sua obra tem a capacidade de sintetizar e transmitir de uma forma realista e interventiva o instante que se esvai, de tão breve, ao mesmo tempo que nos leva a reflectir sobre as dinâmicas sociais e económicas e a imaginar a sociedade do futuro.





alfa

domingo, julho 26, 2009

Reflexão sobre o exercício do poder a propósito do retrato do rei Luís XV

Luís XV, Rei de França e Príncipe de Andorra,
Conde da Provença, Conde de Diois, Conde de Valentinois,
Conde de Barcelona, Conde da Sardenha, Conde do Rossilhão,
Conde de Forcalquier e das ilhas adjacentes e Delfim de Viena







Por vezes, o exercício prolongado do poder faz o seu “ocupante” perder a sua própria identidade pessoal e assumir outra determinada pela "forma" e pelo “modelo” que assume o seu próprio poder.
Então, esse político protege-se da crítica reforçando pactos de auto-engano com seus colegas de partido. Reforçam a crença de que representam o Bem contra o Mal, recusam escutar os outros que lhe fazem a crítica e que poderiam norteá-lo para corrigir os seus erros e ajudá-lo a superar as suas contradições.



alfa

segunda-feira, julho 20, 2009

Coligação em Lisboa.

Nunca como agora se falou de convergências à esquerda para as eleições autárquicas em Lisboa. Este apelo, desesperado, serve apenas para elevar o ego de Santana Lopes, que vê toda a esquerda a pedir uma união em volta da candidatura do PS. Por causa deste assunto, muita tinta correu ao redor da aceitação do cargo de mandatário da candidatura do PS, por parte de Carlos do Carmo. Chama-se a atenção para o facto de o fadista, que sempre apoiara o PCP, estar desta vez a apoiar a candidatura de António Costa. Só assim pensa quem olha para a intelectualidade de uma pessoa como propriedade de um partido e não pertença pessoal! Carlos do Carmo está no direito de apoiar o candidato que entender, podendo-se apenas discutir a oportunidade e as razões da sua mudança de opinião.
Mais recentemente, Helena Roseta, avalizada por Manuel Alegre, resolveu dar uma ajuda à vitória do PS nas eleições autárquicas. Foi assim que A. Costa o afirmou! Reconheça-se que esta frase de A. Costa não ajuda aos apelos a coligações, ainda que elas fossem possíveis. Isto porque nas Coligações não se ajuda à vitória de apenas um Partido, ainda que ele mais contribua para essa conquista, mas sim à vitória de um projecto comum com cedências de parte a parte.
Depois de toda esta conversa, muitos já acreditam num final óbvio, no entanto, na minha opinião a CDU devia ter encetado negociações para uma coligação eleitoral em Lisboa. Sei que o argumento da maioria dos camaradas de Partido prende-se com o facto de se estar a fazer uma campanha para as legislativas contra as políticas do PS e uma outra, muito próxima da anterior, a favor de uma coligação com o PS. Não vejo nisso um impedimento e se não se queria uma conotação com Sócrates, a solução passaria pela proposta de afastamento dos líderes partidários da campanha autárquica em Lisboa. Não vejo grande diferença entre A. Costa e Jorge Sampaio ou João Soares, com os quais a CDU já se candidatara coligada, nem tão pouco vejo grande diferença nas políticas do PS de agora com as do passado. Estas coligações trouxeram mais-valias à cidade e foram experiências de sucesso, deixando também a CDU, através delas, uma marca na história da cidade. Seria sempre uma candidatura por um projecto comum e não por um projecto do PS.

sexta-feira, julho 17, 2009

Sócrates e a “história do lobo”


Perante a anunciada transformação do primeiro-ministro Sócrates em virtude do resultado das últimas eleições para o Parlamento Europeu e das preocupações com as próximas eleições legislativas e autárquicas, consultámos o filósofo humanista Erasmo de Roterdão, "Elogio da Loucura", que resume essa decisão da seguinte maneira:

"O lobo talvez mude a pele, mas nunca a alma."

quinta-feira, julho 16, 2009

Destinado ao Sr. Jardim

Vozes de Burro não chegam ao Céu.

A nova Lei das Finanças Locais imposta pelo Governo PS/Sócrates




Segundo Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, “a nova lei agrava as limitações da autonomia do poder local, traz prejuízos à coesão territorial e agrava as assimetrias e, como tal, é lesiva dos pequenos municípios”.
E os nossos autarcas do PS não poderiam dizer qualquer coisinha sobre as consequências dessa lei para o Município de Cuba? E, já agora, sobre o nosso país e os portugueses? E você, ainda tem dúvidas a quem não deve oferecer o seu voto e a sua confiança nas eleições legislativas?

Voltar a acreditar?! E voltar a ter mais do mesmo?!


quarta-feira, julho 15, 2009

Manuel da Fonseca e o romance “Seara de Vento

O romance “Seara de Vento” inspira-se num acontecimento verídico que ocorreu na aldeia da Trindade (Beja), facto marcante que ainda hoje integra o imaginário da população da freguesia. Manuel da Fonseca descreve um episódio ocorrido em 1932, nessa aldeia, o assassinato de António Dias Matos, operário agrícola, pela GNR.
Este crime constituiu um aspecto da aliança entre o Estado fascista e os grandes latifundiários, contra a dignidade do operariado agrícola alentejano.
Há uma geração de escritores portugueses que integraram o “Novo Cancioneiro” (Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Fernando Namora, Mário Dionísio, João José Cochofel, Joaquim Namorado, Armindo Rodrigues, Alves Redol e Soeiro Pereira Gomes, entre outros) sobre os quais se abateu um tenebroso “manto de silêncio”. É como se fossem escritores menores. E, no entanto, na companhia de José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Manuel Alegre, Ramos Rosa, entre tantos, iluminaram a nossa literatura nos “anos de chumbo” do salazarismo!
Manuel da Fonseca, um dos maiores nomes literários do Alentejo, publicou o romance “Seara de Vento” em 1958. Inicialmente pensado para se chamar “Tempo de Lobos”, o autor decidiu modificar o título após conversa com o escritor Aquilino Ribeiro – precisamente quando este ia publicar “Quando os lobos uivam”.
“Seara de Vento” é, sem dúvida, uma das obras literárias portuguesas mais bem importantes do século XX.
O seu valor está longe de ser estritamente documental ou de mera erudição para todos aqueles que estudam as correntes literárias mais importantes da escrita ficcional portuguesa do século passado, constituindo um extraordinário testemunho do “tempo” de repressão, fome, humilhação e privação de direitos nos campos do Sul de Portugal, que foi exemplarmente “retratado” e denunciado por Manuel da Fonseca.

alfa


Manuel da Fonseca, Seara de Vento, 1ª edição (1958)


terça-feira, julho 07, 2009

2.550.000.000,00 €

Assim mesmo, com estes zeros todos. Convido-o a fazer as contas. Como entender. De cabeça. Ou com a máquina de calcular. Mas faça.

Foi o que alguns roubaram aos accionistas, depositantes e credores do Banco Português de Negócios (BPN).

E foi o que o Governo PS/Sócrates roubou aos contribuintes portugueses para cobrir aquele roubo. Pensando que uma mão lava a outra mão!
E, perante tamanha vigarice, permito-me perguntar: ainda assim vai haver quem vote neles?!

Ainda haverá quem goste de ser burlado, enganado, tramado, ludibriado, zombado, assim desta maneira, sem um pingo de vergonha na cara, por um primeiro-ministro que utiliza o dinheiro de todos os portugueses como se fosse seu?



alfa

segunda-feira, julho 06, 2009

Esclarecimento




Polémica: Presidente do Mineiro Aljustrelense (Hélder Vairinhos) desmente PCP

"Pinho não entregou cheque ao Clube"

in Correio da Manhã



No passado dia 14 de Fevereiro noticiou a Agência Lusa
que “Manuel Pinho vai assistir domingo ao jogo da 2ª Divisão B entre o Sporting Clube Mineiro de Aljustrel e o Torreense, onde será homenageado “pelo seu papel no encontro de uma solução para as minas”. Afirmava a Lusa que “Segundo fonte do Ministério da Economia, o ministro Manuel Pinho foi convidado para assistir ao jogo do Clube Local “como forma de agradecimento pelo seu papel no encontro de uma solução para as minas” de Aljustrel” e que “O ministro irá por sua vez, oferecer equipamentos desportivos à equipa de Aljustrel, acrescentou a mesma fonte, sublinhando que a iniciativa está a ser coordenada pelo governador civil de Beja”.


Na mesma notícia, informava a Agência Lusa que o dirigente do Sindicato Mineiro Jacinto Anacleto, declarava desconhecer tal homenagem e que a Câmara Municipal também nada sabia sobre a mesma.


No dia 16 de Fevereiro, no decorrer do jogo de futebol entre o Sport Clube Mineiro Aljustrelense e o Sport Clube UniãoTorreense, foi anunciado que se encontravam no estádio não o Senhor Ministro da Economia e Inovação para ser homenageado e o Senhor Governador Civil como coordenador da iniciativa mas os senhores Dr. Manuel Pinho e General Manuel Monge na qualidade de simples cidadãos.


No decurso do jogo foi entregue ao cidadão Manuel Pinho, pela Direcção do Sport Mineiro, uma camisola do Clube que havia sido prometida ao Ministro da Economia e Inovação o qual, por sua vez, não se sabe se na qualidade de Ministro da Economia e Inovação, se na qualidade de representante da EDP, anunciou a oferta da EDP de cinco mil euros destinados à aquisição de novos equipamentos para o Sport Clube Mineiro Aljustrelense.


Ou não fizesse aquele senhor parte de uma direcção do Clube, cujo vice-presidente é o recandidato pelo PS à Câmara Municipal de Aljustrel!!! Há informações que devem ser dadas nas noticias para melhor as compreendermos.




quarta-feira, junho 24, 2009

26,6 % é o que tu vales neste momento!

Tu, Sócrates, tu juras que não mudas, ou juras que, afinal, sempre mudas, talvez um bocadinho, depois se verá, ainda falta algum tempo, que afinal não és uma fera, vais falar com não sei quem, só pode ser pessoa importante, é claro, que ouves os portugueses, que vais ali e já voltas, que a governação é “coisa” muita complicada, que a crise financeira está pela hora da morte, o que seria disto se não fosse a tua governação, mas, enfim, prometes que agora vais ser cordial, simpático, bonzinho, humilde, nada de arrogâncias que isso é chão que deu uvas e que até vais ajudar as velhinhas a atravessar a rua.
Pois é, Sócrates, eu dou voltas, mais voltas, e a conclusão é sempre a mesma:
26,6 % é o que tu vales neste momento!
E eu tenho uma esperança, cada vez mais forte: por estes dias tu vais dar uma volta, uma volta muita grande, e ficas por lá!





alfa


terça-feira, junho 23, 2009

Foi você que pediu um governo assim?!

O governo PS/Sócrates elegeu a reforma da Administração Central e Local do Estado como uma orientação estratégica para a modernização do nosso país e condição essencial para o seu desenvolvimento.
Logo, um conjunto de comentadores e publicistas que impuseram nas redacções dos órgãos de comunicação social uma mentalidade anti-solidária, aplaudiram e defenderam a destruição do actual modelo social que demorou décadas a erguer.
Mas o que indigna não é apenas a forma como tudo isto é abordado e o tipo de soluções que se propõem!
Há uma indignação que resulta das alarvidades que são ditas. Desde o disparate de se achar um espanto que 60 por cento dos impostos sirvam para pagar salários no Estado. Então qual deveria ser o destino dos impostos senão suportar os serviços públicos? Seria o de subsidiarem as empresas?
Depois, com trombetas de fim de mundo, uns quantos começam a gritar que tudo isto leva à desgraça das finanças públicas, que o dinheiro é pouco e não pode ser gasto com as pessoas, que todo o modelo social construído na Europa do pós-guerra tem de ser revisto de alto a baixo sob pena de uma catástrofe absoluta se abater sobre todos nós!
E assim decorria esta contra-revolução levada a cabo pelo governo PS/Sócrates, perante os aplausos da direita neoliberal, quando a Crise Financeira se instalou e os alicerces do Sistema começaram a ruir.
Então, o dinheiro que alguns juravam faltar para o Sistema Social, da Saúde ou da Educação, apareceu não se sabe vindo de onde. E por milagre, logo milhões de euros a perder de vista para serem enterrados no Banco Português de Negócios e no Banco Privado Português.
Então, as cassandras neoliberais que choravam o dinheiro “gasto” com o povo, explicaram-nos a nova lógica: males ainda maiores viriam a seguir!
Ele há coisas do arco da velha!...






alfa

domingo, junho 07, 2009

Política vs Personalidade

A política é uma forma de mudarmos o mundo, porém, ela também nos muda. Passamos a olhar para as pessoas de maneira diferente. A política revela-nos o melhor e o pior das pessoas. Começamos a perceber que algumas pessoas têm duas caras, que se relacionam apenas com base em interesses próprios. A política não é, nem devia ser uma batalha mas a verdade é que não há quem perceba que se pode ter opiniões contrárias e apesar disso manter relações de amizade. A política, independentemente da nossa vontade modela-nos a personalidade. Fica-se mais apreensivo nas relações sociais que estabelecemos, passa-se a duvidar muito mais das pessoas. Leva-se mais tempo a abrir às pessoas e muitas vezes fazem-se análises de personalidade das pessoas que nos rodeiam. Estar na política que é feita hoje em dia não é fácil, é preciso ter estrutura psíquica e estrutura familiar para aguentar alguns momentos em que o pior da política emerge. Essa estrutura consegue-se com uma grande capacidade de abstracção de que não se é capaz de imediato. Não é fácil estar na política, porque a forma de a fazer afasta os bons políticos, mas há que ser persistente. Há 12 anos que estou na política, se já me fartei em algum momento!? Já, já me fartei. Se já pensei em deixar a política!? Já, já pensei. Não porque não tenha estrutura, mas por outro tipo de razões. Nunca o fiz, não sei se o farei. Até acho que é impossível sair da política.
Há que conseguir essa estrutura, aumentado a capacidade de abstracção em relação à política suja do boato e do diz que disse.... Sair da política por estas razões é perder para quem a faz.

sexta-feira, junho 05, 2009

O capital cultural do Homem e a nossa Casa Comum

O capital cultural do Homem constitui um património colectivo, resultante de um processo dinâmico de desenvolvimento em determinado(s) tempo(s) e lugar(es). Este capital cultural acrescenta-se através da interiorização, da aprendizagem, da criatividade individual e colectiva e pelo intercâmbio das ideias e das técnicas.

Numa época caracterizada, simultaneamente, por diferentes ritmos de desenvolvimento económico e tecnológico e pela mundialização da informação, a substituição de um comportamento autista e isolacionista por uma atitude universalista determinada pela mediação e pela partilha, favorece a interacção e a inserção dos vários grupos socioculturais no macrocosmos, na aldeia global, na casa comum, produto milenar da aventura humana.

As continuidades políticas ou culturais, sociais ou económicas, não se medem já em períodos de séculos, mas em decénios ou anos. Muitas referências perdem relevância intergeracional.

Assim, é essencial neste tempo caracterizado pela mobilidade alargada de pessoas, mercadorias, capitais e ideias, pela mundialização dos interesses e das trocas e pela efectiva influência mútua e interdependência mundial, reflectir sobre a produção cultural do homem, todo um processo milenar de ruptura e de progresso, de conflito e de intercâmbio, de permanência e de transformação, afinal a herança e o testemunho de todos os homens e civilizações.

alfa

segunda-feira, junho 01, 2009

Há decisões sensíveis!

O caso Alexandra é um daqueles casos judiciais de difícil explicação do seu resultado. É difícil de compreender como é que é possível dois resultados tão díspares, como são os acórdãos de primeira e segunda instância. Não nos é possível julgar, apenas baseando-nos nas imagens emitidas pela televisão russa, porque correctivos toda a gente dá aos seus filhos. Choca-me mais o facto de ver uma criança ser retirada abruptamente de um meio social que sempre conheceu, para ficar num outro que nunca conheceu e que lhe é muito estranho. Falo não só da envolvência familiar, mas também da sociedade onde irá viver. Dirão que isso é uma coisa normal até porque acontece o mesmo com os filhos de emigrantes. É verdade, mas os filhos dos emigrantes têm normalmente uma família com a qual se identificam e onde vão buscar refúgio para encararem a nova realidade, coisa que esta miúda não parece ter. A opinião pública, na sua maioria, estará contra a decisão dos Juízes, porém, a opinião pública não tem os factos para decidir e por isso mesmo eu não vou comentar a decisão. Que ela me parece estranha, isso parece, até porque há uma contraditória anterior. Resta à Justiça explicar as suas decisões ao Povo não vá perder ainda mais a confiança deste.

sexta-feira, maio 29, 2009

Qual!?

Hoje irá realizar-se, na Assembleia da República, a 2.ª volta para a eleição do Provedor de Justiça. Entre os sobreviventes da 1.ª volta estão: Jorge Miranda e Maria da Glória Garcia. Entre os dois, eu prefiro o do meio. Parece que o PCP vai inviabilizar a escolha do Provedor de Justiça e a mim parece-me bem. Escrevo com conhecimento de causa, porque entre os dois não há escolha possível.

quarta-feira, maio 27, 2009

Vejo um animal menos forte do que alguns,

menos ágil do que outros, mas que, ao fim e

ao cabo, é de todos o mais bem organizado.



Jean-Jacques Rousseau, Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens

segunda-feira, maio 25, 2009

Quem tudo quer, tudo perde

Hoje tive a confirmação do provérbio: Quem tudo quer, tudo perde. Já esperava que tal acontecesse.
Na elaboração da mesa eleitoral de uma das freguesias do Concelho onde sou Mandatário para as eleições europeias, o PS chegou e apontou 3 nomes para a sua constituição, exigindo a Presidência, o Secretário e um escrutinador. Com a entrada na sua constituição pela primeira vez desde há muito tempo do PSD, à CDU restava-nos colocar um elemento na Vice-presidência, perdendo um dos elementos que tínhamos. Ou seja, não querendo que o PSD ficasse de fora, a CDU seria colocada ao nível de uma força partidária que não tem qualquer expressão eleitoral a nível concelhio. Não cedemos, porque a diferença percentual, em termos eleitorais, entre PS e CDU, de apenas 3 unidades, não justificava as imposições da representante do PS. Achámos que devido à entrada do PSD na constituição das mesas, o PS devia perder um membro ficando em igualdade com a CDU, aliás, igual ao que aconteceu na elaboração das mesas da maior freguesia do Concelho. Perante a intransigência de parte a parte e devido à falta de consenso, restou a solução do sorteio para os membros da mesa, com os nomes indicados pelas forças partidárias.
Resultado do concurso: PSD 3 elementos, sendo que a presidência da mesa é sua. CDU 2 elementos, ficando nós com a Vice-presidência e Secretário. PS 0 elementos. Quem tudo quis, tudo perdeu!

terça-feira, maio 19, 2009

O Largo

O Largo pertence a um passado que se prolonga no presente, coexistindo com o desenvolvimento das telecomunicações e da informatização que transformou o mundo numa aldeia global. O Largo, afinal, adquiriu uma dimensão planetária. Expressões como Software, Windows, Excel, PhotoShop e PowerPoint integraram o nosso vocabulário. Há quem passe o dia a surfar na Internet!
O futuro imediato passa pelo telemóvel da Google, pela televisão por Internet, pelos computadores ultra-portáteis, pelos DVD de alta definição, pelo ecrã e-paper.
E pelo novo sistema Windows Mobile 6 que o Vista já está nas lojas há demasiados meses!
No entanto, e até por tudo isso, devemos privilegiar e apreciar aquilo que a natureza nos proporciona e o que os seres humanos fazem desde sempre. Olhar com olhos de ver o voo rasante dos pássaros, o ribeiro de águas cristalinas, a lonjura da planície. Ou saborear o pão quente acabado de sair do forno!
Esta é a outra parte da nossa civilização, da nossa cultura, de nós próprios, que não vamos permitir que seja destruída ou irreversivelmente degradada.

alfa