Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

Mostrar mensagens com a etiqueta Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 18, 2009

sexta-feira, julho 10, 2009

Alemães de Leste preferem RDA

A maioria dos alemães de Leste continua a preferir o regime socialista da RDA à nova ordem capitalista instaurada a partir de 9 de Novembro de 1989, com a simbólica demolição do muro de Berlim. Segundo uma sondagem do Instituto Emnid, publicada na sexta-feira, 26, no jornal Berliner Zeitung, a maioria dos inquiridos considera que a antiga República Democrática Alemã (RDA) tinha «mais aspectos positivos que negativos».Num universo de 1208 pessoas, 49 por cento dos inquiridos no Leste do país responderam que «havia alguns problemas, mas globalmente vivíamos bem». Se juntarmos os oito por cento que responderam que «na RDA havia sobretudo aspectos positivos e que vivíamos felizes e melhor do que na Alemanha reunificada de hoje», concluímos que, passados 20 anos de anexação, 57 por cento da população da ex-RDA continua a defender o socialismo.O governo alemão tentou desvalorizar as conclusões da sondagem, dando a entender que tudo se resume a um problema de informação. Wolfgang Tiefensee, delegado do governo federal para a reconstrução do Leste alemão, afirmou que os resultados «provam que tem de se continuar a falar sobre a história da RDA».Tiefensee propôs então que as escolas falem mais do quotidiano que existia na Alemanha de Leste e da chamada «revolução pacífica» de 1989/1990. Por outras palavras, este responsável considera que é preciso insistir na propaganda para se poder apagar a memória de um povo. Talvez tenha razão, mas será preciso esperar mais algum tempo, pelo menos enquanto se mantiverem as actuais condições de vida que não resistem a uma mera comparação com as existentes há 20 anos.De facto, a «modernização» capitalista da RDA redundou numa das maiores taxas de desemprego da Europa (13,2%), quase o dobro da registada nos estados de Oeste. E com o agravamento da crise, a situação social não tende a melhorar.

quarta-feira, março 04, 2009

Besancenot


Um jovem carteiro trotskista tornou-se no líder da contestação em França. Aclamado em sondagens como o principal opositor a Sarkozy, fundou há semanas um novo partido anticapitalista, apostado em transformar a revolta em revolução No início da semana passada, Olivier Besancenot fazia a sua primeira aparição pública enquanto "porta-voz" do Novo Partido Anticapitalista para apoiar os protestos nas Antilhas francesas contra o aumento do custo de vida. Entre mais de mil manifestantes concentrados em Paris, o militante trotskista de 34 anos, admirador de Che Guevara e que nunca escondeu a vontade de encabeçar um novo Maio de 68, apelava o país a revoltar-se, "seguindo o exemplo" dos franceses da Guadalupe.

Se até há alguns meses o mesmo discurso limitava-se a confirmar a simpatia dos franceses por este revolucionário com ares de jovem sacristão, desde o estalar da crise financeira internacional, as intervenções do militante de extrema-esquerda têm mais impacto junto da opinião pública do que as dos líderes da oposição socialista.

O discreto carteiro da localidade "burguesa" de Neuilly-sur-Seine, governada durante 18 anos por Nicolas Sarkozy, actual Presidente da República, tornou-se nos últimos meses no principal mensageiro da revolta contra "as derivas da globalização financeira", pronto a devolver ao remetente as reformas "neoliberais" do Presidente conservador.

Depois de a sua candidatura às presidenciais em 2002 e 2007 ter recolhido 4% de votos - os melhores resultados de sempre do seu partido, a Liga Comunista Revolucionária (LCR) - Besancenot conta hoje com o apoio de 10% do eleitorado francês.

Uma popularidade crescente e duplamente incómoda: inquieta, à esquerda, os socialistas tentados pela via liberal, e à direita, os conservadores criticados por descurarem as políticas sociais.

As polémicas em torno de Besancenot, sobre a sua relação com um dirigente de um antigo grupo armado ou sobre a sua proximidade com um alegado grupo de extrema-esquerda acusado de sabotar as linhas de caminho-de-ferro, ilustram o nervosismo do Governo, acusado, no entanto, de beneficiar do "efeito Besancenot" para enfraquecer a oposição socialista, aliás cada vez mais fragmentada por múltiplos conflitos internos.

Ciente da necessidade de renovar a imagem do seu campo político, Besancenot dissolveu em Fevereiro a LCR para dar à luz o Novo Partido Anticapitalista (NPA). A formação que milita por "um socialismo do século XXI" conta já com nove mil militantes, o triplo dos apoiantes da quadragenária LCR.

Mantendo os ideais marxistas, o programa do NPA prevê a proibição dos despedimentos, a criação de um serviço bancário público auto-gerido pelos trabalhadores, o aumento do salário mínimo para 1500 euros e a generalização dos contratos sem termo.

À imagem do militante anti-racista e antiglobalização ao guiador de uma bicicleta dos correios, o partido pretende somar a partir de agora a "esquerda da esquerda" em torno de propostas como a regularização dos imigrantes clandestinos, o realojamento dos sem-abrigo e a aposta nas energias renováveis.

Vinte anos após a queda do muro de Berlim ter aberto as portas à globalização, a cotação das utopias parece ter saído do "vermelho" face ao desmoronamento dos mercados financeiros que se tem registado nos últimos seis meses um pouco por toda a parte.

O homem que quer "radicalizar a democracia" e "pôr fim às injustiças do sistema capitalista", apresenta-se como um jovem dos subúrbios, mais do que como um proletário. Se nos anos 80 se escondia sob o pseudónimo revolucionário de 'Lucien', hoje não rejeita a mediatização, tendo batido em audiência a socialista Ségolène Royal, quando aceitou substituí-la, em Abril, num dos programas mais populares da televisão pública.

A provável candidatura de Besancenot às presidenciais de 2012, onde será um dos rivais do actual Chefe do Estado, Nicolas Sarkozy, arrisca-se a alimentar a longa lista de excepções francesas, depois da vitória da extrema-direita na primeira volta das eleições em 2002, com Jean-Marie Le Pen como candidato, e da incómoda vitória do 'Não' no referendo ao Tratado Europeu em 2005, que teve repercussões muito para lá das fronteiras francesas.

Resta saber se a classe política gaulesa chegará a compreender a mensagem antes de decidir atacar este mensageiro.

in DN

segunda-feira, março 02, 2009

Nem sempre as coisas são como no-las mostram!


Relato dos três norte-americanos sequestrados pelas FARC O mundo chorou de alegria quando Ingrid Betancourt foi libertada, após quase sete anos de cativeiro, e a franco-colombiana foi recebida como uma heroína em França. Mas oito meses depois da operação Jaque, o relato de três dos seus antigos companheiros na selva colombiana vem deitar por terra a imagem da mais famosa refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). "Ingrid é uma pessoa que gosta de controlar e manipular" é uma das críticas mais brandas que lhe fazem os norte-americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonçalves (um lusodescendente) no livro Out of Captivity. São 457 páginas, escritas em forma de diário num relato cronológico. Os três foram libertados a 2 de Julho, com Ingrid e mais 11 reféns numa operação arrojada do exército. Stansell é o que vai mais longe ao dizer que a ex-candidata presidencial era "egoísta", por não querer dividir a comida com os outros reféns e colocar a vida dos três em perigo ao dizer às FARC que eles eram da CIA. "Vi como ela tentava apoderar-se do acampamento com uma arrogância desenfreada. Alguns dos guardas tratavam-nos melhor do que ela", afirmou este antigo marine, de 44 anos.

(...)

in DN

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Hadash sai reforçado...


Hadash (acrónimo hebraico de Frente democrática de paz e igualdade) é um partido judeu-árabe comunista. No parlamento israelita (Knesset), passa a ocupar 4 lugares em vez dos 3 que ocupava, vendo reforçada a sua base eleitoral nestas últimas eleições Israelitas. Pelo feito ficam aqui as nossas saudações.