Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

sexta-feira, maio 02, 2008

1.º de Maio





Foi um dos maiores Dias do Trabalhador na histórica Alameda D. Afonso Henriques, que a CGTP denomina como sua. Quem já fez dezenas de celebrações do 1.º de Maio não tem dúvidas em dizer que este foi «um regresso a um local cheio de significado histórico»: cerca de 80 mil pessoas ocuparam o espaço frente à fonte luminosa para ouvir o secretário-geral da CGTP. Carvalho da Silva ameaçou o Governo com formas de luta «mais eficazes», não excluindo «qualquer forma de luta legal».


Ofensiva do Governo contra os jovens é «mais violenta»

O líder da CGTP não se esqueceu dos mais jovens e uma das dirigentes da Inter-Jovem, Catarina Vieira, disse ao PortugalDiário que se «notam mais trabalhadores neste 1.º de Maio» porque a «ofensiva do Governo é mais violenta». À celebração acorreram, por isso, mais jovens do que o habitual, «que reivindicam os seus direitos».

quinta-feira, maio 01, 2008

Um dia...


Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,

das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,

dos tantos risos e momentos que partilhamos.

até dos momentos de lágrimas, da angústia, das

vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...

do companheirismo vivido.


Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.


Em breve cada um vai para seu lado, seja

pelo destino ou por algum

desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas

que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...


Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e

perguntarão

Quem são aquelas pessoas?"

Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons

anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...

reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes

daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a

sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não

deixes que a vida

passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de

grandes tempestades...

poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem

morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!"


Fernando Pessoa


PCP apresenta moção de censura ao Governo PS


Perante a gravidade da situação nacional e o carácter inaceitável das propostas sobre o código do trabalho, o PCP, decidiu apresentar na Assembleia da República durante o debate com o Primeiro Ministro e pela voz de Jerónimo de Sousa Secretário Geral do PCP uma moção de censura ao Governo PS e à sua política.

quarta-feira, abril 23, 2008

Grândola Vila Morena

A 2ª senha, para continuação do golpe foi dada pela canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso, gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, sendo antecedida pela leitura da sua primeira quadra. Grândola, Vila Morena foi composta como homenagem à "Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense", onde no dia 17 de Maio de 1964, «Zeca» Afonso actuou.
Depois, fez-se a leitura de poemas da autoria de Carlos Albino, jornalista do República e colaborador naquele programa, que, a pedido de Álvaro Guerra e do comandante Almada Contreiras, tinha ficado incumbido de enviar senhas para sincronizar o golpe do MFA.



Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

O povo é quem mais ordena

Dentro de ti, ó cidade



Dentro de ti, ó cidade

O povo é quem mais ordena

Terra da fraternidade

Grândola, vila morena



Em cada esquina um amigo

Em cada rosto igualdade

Grândola, vila morena

Terra da fraternidade



Terra da fraternidade

Grândola, vila morena

Em cada rosto igualdade

O povo é quem mais ordena



À sombra d’uma azinheira

Que já não sabia a idade

Jurei ter por companheira

Grândola a tua vontade



Grândola a tua vontade

Jurei ter por companheira

À sombra duma azinheira

Que já não sabia a idade
José Afonso

terça-feira, abril 22, 2008

E depois do Adeus...

A 1ª senha, para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas, foi dada por João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa: «Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus ...».
Quis saber quem sou

O que faço aqui

Quem me abandonou

De quem me esqueci

Perguntei por mim

Quis saber de nós

Mas o mar

Não me traz

Tua voz.

Em silêncio, amor

Em tristeza e fim

Eu te sinto, em flor

Eu te sofro, em mim

Eu te lembro, assim

Partir é morrer

Como amar

É ganhar

E perder

Tu vieste em flor

Eu te desfolhei

Tu te deste em amor

Eu nada te dei

Em teu corpo, amor

Eu adormeci

Morri nele

E ao morrer

Renasci

E depois do amor

E depois de nós

O dizer adeus

O ficarmos sós

Teu lugar a mais

Tua ausência em mim

Tua paz

Que perdi

Minha dor que aprendi

De novo vieste em flor

Te desfolhei...E depois do amor

E depois de nós

O adeus

O ficarmos sós


Letra:José Niza; Música: José Calvário; Canta: Paulo de Carvalho

sexta-feira, abril 18, 2008

Ecce Homo



Desbaratamos deuses, procurando

Um que nos satisfaça ou justifique.

Desbaratamos esperança, imaginando

Uma causa maior que nos explique.


Pensando nos secamos e perdemos

Esta força selvagem e secreta,

Esta semente agreste que trazemos

E gera heróis e homens e poetas.


Pois Deuses somos nós.

Deuses do fogo

Malhando-nos a carne, até que em brasa

Nossos sexos furiosos se confundam,


Nossos corpos pensantes se entrelacem

E sangue, raiva, desespero ou asa,

Os filhos que tivermos forem nossos.
Ary dos Santos

Aviso Geral – mais de 30.000 no Porto e 60.000 em Lisboa


Milhares de trabalhadores participaram de forma expressiva no Aviso Geral ao Governo PS convocado pela CGTP-IN. Os trabalhadores denunciaram o aumento do desemprego, da precariedade, o bloqueio à contratação colectiva e lançaram um forte aviso ao Governo que se prepara para alterar para pior a legislação de trabalho. O Aviso Geral contou com a solidariedade dos comunistas, tendo o Secretário-geral do PCP marcado presença na manifestação em Lisboa.




Eu acrescento que foi uma grande demonstração de força, durante um dia de trabalho e em que os milhares de manifestantes tiveram que enfrentar o mau tempo.

Homer Simpson censura Hugo Chavez


Na Venezuela, a Comissão Nacional de Telecomunicações decidiu recomendar que a série de desenhos animados «Os Simpson» não fosse passada em horário infantil (como não o é na maioria dos países do mundo, incluindo o nosso). O Canal – privado – acatou a decisão, e colocou no horário antes ocupado pelos Simpson a série «Marés Vivas».
Umas horas depois, a Imprensa Internacional começa a noticiar «Venezuela proíbe os Simpson», depressa evolui para «Chavez proíbe os Simpson», até atingir o actual nível «Chavez proíbe Simpson e coloca 'Marés Vivas' no seu lugar».
A Comunicação Social dominada cá do burgo - acéfala caixa de repetição das mentiras e intoxicações «made in USA» - não podia deixar de amplificar a campanha. Imediatamente, esta acção se reflecte na chamada «blogoesfera», e em centenas de blogs, milhares de cidadãos melhor ou pior intencionados comentam e censuram a atitude de Chavez. E em milhões de locais da esfera real onde vivemos, milhões reproduzem e comentam esta informação. Nascem anedotas, sedimentam-se preconceitos, tiram-se conclusões.
De uma mentira torpe, de uma falsificação grosseira, a máquina conseguiu que milhões saibam que Chavez fez o que não fez, saibam que pensa o que não pensa, e concluam o que os donos da máquina querem que concluam.
Como Homer Simpson faria, sem reflectir, sem previamente criticar a informação recebida, milhões hoje censuram a Hugo Chavez um acto que não praticou, e extrapolam-no para a prática «dos comunistas».
E «factos» como este são criados e disparados às dezenas todos os dias.
Assim funciona a máquina triturante do pensamento único. Contra ela atiramos todos os dias a VERDADE. Às vezes parece um esforço inútil, mas não o é. Nesta luta, a verdade actua como a brisa do mar quando roça o casco de qualquer navio – parece que o navio segue indiferente à brisa, mas todos sabemos que é a brisa que participa na inexorável destruição do navio.




Texto de Manuel Gouveia






domingo, abril 13, 2008

É LINDO NA PRIMAVERA


Foto de Rosário Soares
Toda a noite canta, canta


Lá na fonte o rouxinol


Nós cantamos todo o dia


Nós cantamos todo o dia


Do nascer ao pôr-do-sol

É lindo na Primavera



Ver searas ondular


Subir ao alto do monte


Beber água em qualquer fonte


Ouvir os grilos cantar


Ver os rebanhos de gado


Nos verdes campos pastar


Rapazes e raparigas


Cantando lindas cantigas


Nos campos a trabalhar

Cantavam dois passarinhos



Cantigas ao desafio


Um no tronco empoleirado


Um no tronco empoleirado


Outro na margem do rio

É lindo na Primavera



Ver searas ondular

quinta-feira, abril 10, 2008

PCP denuncia que metade das empresas do PSI20 é gerida por ex-governantes

(...)O PCP foi mais longe e desfiou uma longa lista de ex-governantes que foram para grandes empresas. E ficou sem resposta de todas as bancadas. "Metade das empresas do PSI20 tem ex-governantes nos seus órgãos sociais", denunciou ontem Bernardino Soares, líder da bancada do PCP. Sem nunca referir nomes - à excepção de Jorge Coelho (ver P2) -, o dirigente comunista deu outros exemplos de ex-ministros de Obras Públicas que ingressaram em grandes empresas, como Ferreira do Amaral (PSD), na Lusoponte, António Mexia (PSD) na Galp e depois na EDP. Bernardino Soares referiu também casos na banca: um ex-ministro PSD (Fernando Nogueira), um ex-secretário de Estado da presidência (Paulo Teixeira Pinto) e um ex-ministro-adjunto (Armando Vara, PS) no BCP. O Banco Santander recrutou uma ex-ministra das Finanças (Manuela Ferreira Leite (PSD) e um ministro da Presidência (António Vitorino, PS). Noutras áreas, o líder da bancada do PCP referiu ainda um secretário de Estado da Saúde (José Lopes Martins, PSD) para a administração do Hospital Amadora-Sintra cujo contrato negociou, um ex-ministro do Desporto e da Administração Interna (Fernando Gomes, PS) na Galp, e um ex-ministro das Finanças (Pina Moura, PS) na Iberdrola e na Prisa. Para Bernardino Soares, "esta situação de promiscuidade mina os alicerces do Estado democrático, compromete a independência de decisão e dá justificadas razões para que o povo esteja descrente nos partidos que alternam a governação". Esta declaração política foi recebida com silêncio no plenário. Nenhum partido quis intervir.(...)
In Público

sábado, abril 05, 2008

Fernando Lemos

Fernando Lemos (José Fernandes de Lemos) artista plastico, fotógrafo, poeta, designer, nasceu em Lisboa, em 1926.

A ditadura comeu a minha juventude e a da minha geração. Fui zangado, fui! Não valia a pena ficar. A fazer o quê? Entregar-me à política mais extremista? Estive sempre ligado à esquerda, ao Partido [Comunista], mas sem me filiar. No Brasil continuei a lutar contra Salazar nos jornais, junto dos exilados, e contra a ditadura que também lá havia. Colaborei com Fernando Henrique Cardoso, com Lula, sou comprometido politicamente mas sem partido. A polícia política brasileira também tinha um relatório meu!


in Diário de Notícias

ESTÁ UMA NOITE TÃO SERENA


Os corações também choram


Eu ainda não sabia


Esta noite, esta noite acordei eu


Ao pranto que o meu fazia


Está uma noite tão serena


Vêem-se estrelas brilhar


Vai amor, não tenhas pena


De deitar a barca ao mar


De deitar a barca ao mar


Não tenhas pena


Vêem-se as estrelas brilhar


Está uma noite tão serena


O meu amor de brioso


Não assenta o pé no chão


Assenta, assenta amorzinho


Não dês passadas em vão

Está uma noite tão serena


Vêem-se estrelas brilhar


Vai amor, vai amor

sexta-feira, abril 04, 2008

A morte do timoneiro...


Havana, 2 abr (EFE).- Faleceu em Havana o capitão de navio Norberto Collado, timoneiro do iate "Granma", no qual Fidel Castro chegou a Cuba, procedente do México, em 1956, para iniciar o levantamento armado contra o ditador Fulgencio Batista. Meios de imprensa locais informaram que Collado faleceu na madrugada de 2 de Abril, mas não especificaram os motivos. Os relatórios indicaram que seu corpo será cremado. Collado ingressou na Marinha de Guerra de Cuba durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi técnico de sonar em tarefas de detecção e afundamentos de submarinos. Em 1943 participou do afundamento do alemão U-Boat 176, e era muito temido na época pela quantidade de navios que tinha feito desaparecer nas águas do Atlântico, segundo indica a "Agência de Informação Nacional". Após desembarcar em Cuba no dia dois de dezembro de 1956, foi capturado e condenado a prisão até o triunfo da revolução, em 1º de janeiro de 1959, momento no qual se incorporou à Marinha de Guerra Revolucionária. Desde 1981, estava encarregado de cuidar da réplica do iate que se encontra no memorial situado em Havana em homenagem à expedição de 82 homens que chegou a Cuba desde o exílio há 52 anos.

A vencedora

O fotógrafo freelancer Augusto Brázio, 43 anos, é o grande vencedor do VIII Prémio Fotojornalismo VISÃOBES. Mulher de 19 anos tem o seu terceiro filho em casa quando é assistida pelo INEM.

quinta-feira, abril 03, 2008

Todo o amor do mundo não foi suficiente


todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve


de nada. ficaram




os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e


da morte.


os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram


suficientes e


foram


demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como


lágrimas.


sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em


cada instante, cada hora,


não irei negar isso. não irei negar nunca que te amei. nem mesmo


quando estiver


deitado,


nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo


antes de a


foder.




josé luís peixoto

terça-feira, abril 01, 2008

A verdade apanha-se com enganos



sonhei aos vinte anos durante três avé-marias
que eu tinha-me roubado a minha vida
depois de treler o monte dos vendavais
decidi ir contra a futilidade do romance
fui apanhado aos vinte e dois
plena capicua inocente e rua
em amantíssima posse viral
verdade apanha-se com enganos
aos vinte e três outonos apaixonei-me doze
nem sempre pelas mesmas almas
mas sobrevivi a um coração míope


pedro sena-lino

segunda-feira, março 31, 2008

EU HEI-DE-ME IR ASSENTAR (No círculo que leva a lua)


Ó luar da meia-noite

Não digas à minha amada

Que eu passei à rua dela

Às quatro da madrugada


Eu hei-de-me ir assentar

No “circo” que leva a lua

Para ver as voltas todas, tirana

Que o meu amor dá na rua
Que o meu amor dá na rua


Que o meu amor há-de dar

No “circo” que leva a lua, tirana

Eu hei-de-me ir assentar

Veja lá não se adiante

Em falar demasiado


Eu hei-de-me ir assentar

No “circo” que leva a lua

sábado, março 29, 2008

Sem tema.

Ontem resolvi entrar numa prova de vinhos. Estava a precisar, não para esquecer, como o Povo diz, mas para não lembrar. Para não lembrar uma história ridícula que ouvi esta semana que passou, uma história que nem a uma criança convence. Bem, voltando à prova de vinhos, cabe dizer que estavam em disputa os seguintes vinhos: Singularis, Herdade de S. Miguel, Tapada do Barão reserva, Conventual e Mateus Rosé emotions. Bem… este último não estava bem em concurso, era apenas para beber.
Então lá fui eu bebendo e degustando à minha maneira, analisando a cor do produto, e sentindo os cheiros de frutos silvestres, de ameixas, ananases e outros cheiros que do néctar emanavam e sentindo nas papilas gustativas o sabor de cada vinho. Fui bebendo e bebendo e bebendo…. Os melhores pareciam-me os Alentejanos, talvez tenha sido as minhas costelas a darem-me esta ideia, mas a verdade é que todos eles eram Alentejanos como eu! Bem, foi então que percebi que passara de enólogo iniciante a ébrio comum. Visto isto, a noite já ia longa e havia uma decisão a tomar, ir-me deitar.
Hoje acordei com uma nova alma como canta Yael Naim, com paz de espírito que estava precisando e com aquilo que não precisava nada, uma pequena dor de cabeça. Mas valeu a pena! Ah e já me esquecia, parece-me que o melhor foi o Singularis e o Tapada do Barão.

sexta-feira, março 28, 2008

O fenómeno da menina dos sapatos vermelhos


Rita Red Shoes em Vila Real, foto de Hugo Maia. Foto retirada do site www.olhares.com
Esta pode ser a «era dourada» para Rita Red Shoes. O seu disco de estreia -«Golden Era» - é o resultado de muitos anos a acumular música. Quem a vê apenas como a menina que toca piano com David Fonseca não está a ver tudo. Rita ganhou coragem e foi para estúdio gravar o que andava lá por casa guardado em maquetes. O resultado é um disco muito bem conseguido, com melodias suaves a alternar com batidas ritmadas, e até um cheirinho de country em «Love, what is it». O Amor é, de facto, o tema deste disco. Rita não o nega. Aliás, para ela, quer queiramos quer não, todos «lá vão parar». O single do álbum «Hey Tom», já toca nas rádios. Mas há muito mais para descobrir no mundo de Rita Red Shoes.
Para ouvir clique aqui. Aconselho a música «choose love» e «Once I found you», embora todo o CD esteja com grande qualidade




Fonte: Sapo

Monte Lunai


Monte Lunai é o nome de um grupo formado por cinco músicos que se dedicam a uma reinvenção da dança e do baile tradicional, no contexto da música tradicional europeia. É composto pelo violinista, pelo contrabaixista, pelo tocador de flautas, rausschpheif, clarinete popular, gaita de foles, didgeridoo, berimbau e outros, pelo percussionista e pelo guitarrista.O grupo faz-se acompanhar normalmente por entendidos na dança, nomeadamente, por uma professora de danças europeias, cujo papel é a interligação entre o público e o grupo através da exemplificação das respectivas danças. A música dos Monte Lunai vai ao encontro da actual redescoberta dos temas da dança tradicional. De toda a Europa, toca temas de baile como a muiñeira da Galiza, o hanter’dro da Bretanha, a contradança, a valsa, a mazurca, e também danças da Grécia, da Ucrânia, de Itália e Portugal, equilibrando uma roda de culturas e de formas diversas de tocar instrumentos diversos, também eles com a sua tradição ímpar. Trata-se pois, de um grupo que vive para o palco e para o baile, tendo já actuado por todo o país e para os mais variados públicos.De particular relevância foram, por exemplo, os bailes no Andanças, em S. Pedro do Sul, na Quinta da Regaleira, em Sintra e no Castelo de São Jorge, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém entre outros.Monte Lunai é a junção de dois termos de origens ou de épocas diferentes: o primeiro é actual e de significado imediato; o segundo poderá remeter para um imaginário antigo, de sabor vagamente medieval. É desta associação do antigo e do actual que se faz a música dos Monte Lunai.


Para ouvir clique aqui