Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

terça-feira, maio 08, 2007

Protesto do PCP: Pelo pluralismo e liberdade de expressão


Mais de mil pessoas participaram, ontem, num protesto contra a exclusão do PCP, por parte da RTP, do programa Prós e Contras. Em frente à Casa do Artista, local onde foi gravado o programa, intervieram vários dirigentes do PCP e da JCP e foi aprovada uma moção pelo pluralismo e pela liberdade de expressão.











sexta-feira, abril 27, 2007

Em cena no TDMII: A filha rebelde

Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço. A estada em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie, que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país. No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão. A coragem será uma das principais marcas de Annie, que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.

in Teatro Dona Maria II


Esta quinta-feira, fui ver esta peça de teatro, não só pelo tema da mesma mas também porque, entretanto, soube que tinha música Cubana tocada ao vivo. Se com as expectativas altas entrei com elas preenchidas saí! A encenação é mágnifica, a representação soberba, a música fenomenal e a História tocante, envolvente e emocionante, ainda para mais para quem se identifica ideológicamente com a Annie. Queria também realçar a parte em que a actriz Ana Brandão canta a solo, para essa parte só tenho uma palavra ARREPIANTE...
Vale a pena ir ver, pena que o teatro em Portugal seja tão caro, felizmente, ainda existem algumas promoções.

quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

Sarkozy "elogia" Sócrates...

Sarkozy, político de direita, elogiou Sócrates, depois deste lhe mostrar todas as reformas que pretende fazer na Administração Pública, chegando mesmo a intitulá-lo de Blair português! Sarkozy ainda disse que se os socialistas Franceses fossem como Sócrates, ele proprio não saberia onde se posicionar políticamente em França. Sócrates aceitou o elogio e agradeceu-o como se se tratasse de uma confirmação da sua boa governação. O curioso nisto tudo, é que em 11 de Setembro de 2006, Soares em entrevista aos Prós e Contras, afirmou que Blair não é Socialista mas que Sócrates já o seria. Desta forma, só me ocorre que ou alguém anda a ver mal ou existe uma grande confusão entre o que é ser-se ou não socialista nos partidos socialistas.

sexta-feira, abril 06, 2007

No lixo o que não presta...


Joga no lixo o que não presta e não tem reciclagem possível. O Ultra-nacionalismo é uma parvoíce e o nazismo uma idiotice, só adere a elas quem não tem ocupação mais útil. Portanto, arranja uma ocupação inteligente.

quinta-feira, abril 05, 2007

A brincar....

in Público on-line

Curioso é que todos eles deram, numa reportagem sobre os Gato Fedorento, autógrafos ao senhor do PNR e aos seus filhos. Se calhar ainda não conheciam a peça!

...Se dizem algumas verdades.

terça-feira, março 13, 2007

Vergonha Nacional...

Privados abrem clínicas onde Governo fechou centros de saúde


Elsa Costa e Silva
e João Paulo Mendes
Três grupos privados e a União das Misericórdias Portuguesas são as entidades privadas e da rede social que já puseram em marcha um ambicioso programa de abertura de unidades de saúde que pretendem ocupar o vazio deixado pelo Estado ao fechar urgências, centros de atendimento permanente e maternidades.


In Diário de Notícias


Perante esta evidência, há uma questão que me coloco: Como é possível que estes grupos privados venham a ter a respectiva retribuição, se, segundo os dados do Governo, nessas localidades os atendimentos por noite eram abaixo dos dez, sendo esta uma das razões invocadas para o seu encerramento!? Ora, segundo as regras do mercado (algo que é indignificante - aplicar termos económicos a serviços como os da Saúde, tornando esta um bem comercializável.), se a procura é mínima então não compensará oferecer esse tipo de serviços, pois nenhum grupo privado abdica do seu fim, o lucro. Será hipócrita pensar o contrário! Sinceramente há aqui algo que não bate certo, existe qualquer coisa que não consigo perceber ou será que os pressupostos estão errados!?
O sr. Ministro da Saúde, o sr. Primeiro-Ministro e o Partido Socialista que respondam...

sábado, março 03, 2007

O FIM destas políticas!

Ontem foram mais de 100 mil os manifestantes nas ruas de Lisboa, quer do sector privado, assim como do sector público. Eu estive junto com os manifestantes do sector privado e tendo em conta o seu número, apercebi-me de que aquela era uma manifestação como nenhuma outra antes vista. Perante o que assisti, só alguém muito cabeçudo e autista ficará indiferente àquela demonstração de descontentamento, quer para com as políticas laborais, assim como para com as restantes políticas deste Governo, como a da saúde.
Esta manifestação foi uma mas maiores desde há 20 anos e tem a particularidade de ter como alvo um Partido que se diz socialista e praticante de medidas políticas socialistas!

domingo, fevereiro 18, 2007

As razões soltas do meu voto


Nunca votei em tal programa, porque nunca acreditei na sua isenção, nem tão pouco na sua capacidade de nos representar o Grande Português. Quando soube quem eram os 10 eleitos por quem votou, fiquei espantado com a presença entre aqueles de Álvaro Cunhal. Não me surpreendeu tanto a figura de Salazar, pois a polémica criada em torno do seu nome durante a eleição levaria certamente a tal resultado, tanto mais que, apesar de fingirmos não existirem, os fascistas continuam a fazer política de forma impune neste nosso país, inclusive, nos partidos da direita representados no parlamento nacional! Afinal Álvaro Cunhal estava entre os eleitos sem qualquer legitimidade, segundo os importantes intelectuais deste nosso país, que imediatamente o compararam a Salazar, embora no extremo oposto. Devo contudo reconhecer que me terei enganado relativamente ao programa, pois apesar de achar um absurdo tentar encontrar um Grande Português entre tantos que já existiram e num país com mais de 500 anos de história, a verdade é que o programa tem contribuído para a discussão entre os portugueses pelo menos de partes da História desta Nação. Apesar disso, nesta fase já votei e como é óbvio o meu voto foi para Álvaro Cunhal, não apenas por ser Comunista, mas pelas razões que resolvi aqui explanar. Ouve-se muita lamentação por não existirem artistas nos 10 mais, negligenciando a obra artística de Álvaro Cunhal, enquanto desenhador. Fala-se apenas de Cunhal como o político, forma como é referenciando pelo concurso, que lutou contra a ditadura fascista. É óbvio que essa é a faceta mais conhecida de Cunhal, porém, um Homem não se pode avaliar apenas por uma parte das suas acções, mas pelo conjunto delas que constituem a sua vida.

Álvaro Cunhal nasceu numa família da classe média-alta, não passavam grandes dificuldades ao contrário da maioria dos portugueses da altura. Como muitos outros, Cunhal poderia ter-se preocupado só consigo e ter vivido uma vida rica, sem que tivesse que passar por muito do que passou. No entanto, vendo o Povo a sofrer perante o poder opressivo de uma ditadura que de dia para dia prejudicava o futuro do país, Álvaro Cunhal optou por enfrentar esse poder afim de dar condições mais dignas ao Povo português. Para isso alinhou pela ideologia Comunista que até ao fim da sua vida defendeu coerentemente, acreditando no Socialismo. É então que Cunhal mostra toda a sua grandiosidade enquanto Homem e entra na dura vida da clandestinidade, quando poderia, como já afirmámos, viver em condições inacessíveis à larga maioria da população. Inconformado com a situação no país em que vivia e hipotecando anos da sua vida ele opôs-se à ditadura de Salazar. Foi graças à sua acção enquanto militante Comunista, que o regime foi enfraquecendo. Foi Ele quem organizou o Partido Comunista e o dotou duma máquina capaz de fazer abalar o poder instalado e foi por causa da sua acção e do seu reconhecimento entre os opositores ao regime, que este o perseguiu impiedosamente. Esteve preso vários anos e nem isso o fez perder a convicção de que só com uma luta organizada o Fascismo poderia cair. Lutou dentro do Partido contra uma facção que cria que o regime estava caduco e que o Partido apenas devia esperar que a ditadura por si só se desmoronasse, era a teoria da inacção, quando nada disto se fazia prever! Foi Cunhal que então apelou a acção do Partido, junto com os operários, os trabalhadores agrícolas e o restante Povo, tornando o Partido Comunista no Partido do Povo português, o único que fazia frente a um poder olhado como implacável. Muita gente afirmará, Pois mas isso foi o que ele fez pelo Partido Comunista e isso apenas é importante para os seus militantes! Nada mais errado, não fosse a grande importância da acção dos militantes do PC na luta contra a ditadura de Salazar e porventura a Revolução não teria ocorrido tão cedo. Foi o desgaste provocado pelo Partido Comunista organizado que permitiu alertar o Povo para a necessidade de uma mudança política. Porém, e como foi referido atrás, Álvaro Cunhal não foi só o politico clandestino – antes do 25 de Abril – e o político depois do 25 de Abril, mas foi também o artista, o escritor, o historiador e o grande intelectual. Apesar de preso, Álvaro nunca parou de aprender e juntamente com outros seus Camaradas, Cunhal estudou a Revolução do Mestre d’ Aviz, considerada pelos Comunistas Portugueses como a primeira Revolução em Portugal. Cunhal estudou-a para compreender a dinâmica Revolucionária de classes daquela época, para que a pudesse aplicar ao presente em que vivia. Tanto quanto sei, estes estudos têm grande importância sendo até mesmo objecto de estudo nas Faculdades no curso de História. Fez ainda uma das melhores traduções para português do Rei Lear de Shakespeare. No cativeiro a que foi submetido, Cunhal também desenhou, desenhos esses de grande qualidade artística e de grande simbolismo. Durante o tempo de masmorra Cunhal ainda teve tempo para terminar o curso de Direito e apesar de se apresentar escoltado por membros da PIDE e perante um jurí catedrático fiel ao regime, Álvaro não se intimidou e levou como tese de licenciatura “O Aborto”, isto numa altura em que se vivia sob a égide de uma Ditadura apoiada pela Igreja! Apesar da polémica do tema, que ainda hoje como é sabido foi duramente debatido, Cunhal terminou o Curso com média de 16 valores. Álvaro também escreveu romances realistas, tem uma boa obra bibliográfica, quer de romances ou contos sobre as situações pelas quais passou – alguns dos quais foram recentemente transformados em filmes e séries televisivas –, quer de livros políticos. Intelectualmente Cunhal tinha um grande reconhecimento quer Nacional, quer Internacionalmente. Álvaro tinham um grande reconhecimento entre os colegas Estudantes Universitários e era reconhecido pelo Povo, como o maior opositor de Salazar, isto internamente. No exterior Cunhal também foi reconhecido pelo Homem que era e pela sua luta. Durante a sua prisão recebeu apoio de muitos intelectuais, entre os quais Pablo Neruda que lhe dedicou um poema, no exílio, depois de três prisões, Cunhal foi recebido na União Soviética como se de um Líder Nacional se tratasse, embora a sua pátria fosse Portugal, este Pequeno país no ocidente da Europa. Teve honras de chefe de estado, recebeu casa e um carro com motorista ao seu dispor, que poucas vezes utilizou, porque a sua maneira de ser era essa mesmo, a abnegação dos bens materiais e a preocupação com os outros. Aprendeu a ler russo e a falar russo, lendo os jornais soviéticos sem necessitar de tradutor. Apesar de respeitado na URSS, Cunhal também era temido, pois a sua visão do papel da URSS no mundo não era a mesma dos líderes soviéticos. Enquanto estes pensavam que os novos países Comunistas no mundo deveriam ser satélites da URSS, Cunhal sempre defendeu a autonomia dos países Comunistas, sendo apologista de que estes pudessem aplicar um Socialismo diferente do da URSS, sem que esta interviesse.

Muito se fala do Humanismo de Aristides Sousa Mendes, mas a verdade, e não menosprezando o seu feito, é que Cunhal ao contribuir activamente para o fim da Ditadura e apelando simultaneamente para o fim da Guerra colonial terá também contribuído humanamente para a poupança de milhares de vidas humanas, porventura muitas mais do que aquelas que são atribuídas a Aristides de Sousa Mendes.

Muita gente tenta compará-lo a Salazar, afirmando que se tratava de um ditador embora de esquerda, são estes aqueles que ainda há bem pouco tempo diziam que os Comunistas comiam crianças ao pequeno-almoço. É óbvio que Cunhal terá defeitos, mas os seus defeitos confundem-se com o maior “defeito” do Partido Comunista Português. Ou seja, Álvaro preferia continuar a “apoiar” o pior dos países Comunistas, que se sabia aplicar más políticas sociais, do que lhe retirar o apoio sendo esta atitude um ponto a favor do pior dos seus inimigos, os EUA. Este, para quem não compreende, até porque é de difícil explicação, torna-se num ditador apenas porque prefere apoiar o pior dos seus amigos do que o pior dos seus inimigos. É um problema que os Comunistas sempre tiveram e sempre irão ter enquanto os seus inimigos aproveitarem essa ideia como arma política. Tem-se falado também da falta de luto por Salazar, mas o que me apercebi é que o Povo português já afastou o preconceito do comunismo como algo de mau, enquanto os docentes universitários deste país continuam, ridiculamente, a sofrerem de um anti-comunismo primário e a preverem que Cunhal seria um Ditador caso tivesse chegado ao poder!

Os Reis nasceram com essa condição que se lhes conhece, os nobres igualmente, Cunhal não, Cunhal nasceu com uma condição diferente daquela que adquiriu e teve a coragem de abdicar de uma vida normal para se pôr ao lado do Povo oprimido.

Votar em cunhal é votar num dos portugueses mais completos de sempre, é votar num homem idóneo e integro, num homem corajoso. É votar acima de tudo no próprio povo português. Quem não é o maior português de sempre senão o próprio Povo?! Votar em Cunhal é votar em todos os que contribuíram para a Revolução e que não sobreviveram para desfrutar da Liberdade, é votar no operário, no pescador, no trabalhador rural, enfim... é votar nos Trabalhadores.

Votei em Álvaro Cunhal porque falei com ele e tenho orgulho em um dia ter contactado de perto com um dos maiores Portugueses de sempre. Muito se diz sobre o Álvaro, mas o que me apercebi do meu breve contacto com ele é que o Álvaro era imponente intelectualmente, mas muito humano, acessível e afável, contudo, era essa sua imponência que criava constrangimento em quem com ele comunicava, pelo menos a mim criou.

Álvaro Cunhal foi sem dúvida o último grande Príncipe da Europa e deixou o Partido Comunista Português como o maior Partido Comunista da Europa, para além do legado de Liberdade e Igualdade ao Povo Português.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O SIM à possibilidade de opção venceu...


Estou feliz com a vitória do SIM no referendo, que acaba com anos de omissão política e legislativa de um problema que sempre afectou as mulheres portuguesas, principalmente as mais pobres. Porém, continuo a sentir-me indignado com a falta de coragem política do Partido Socialista e do seu Governo, que escondidos atrás do “pressuposto” da coerência política de terem prometido um referendo, realizaram-no gastando com isso cerca de 10 milhões de euros – 2 milhões de contos – num país que segundo os próprios tem grandes dificuldades económicas, razão que invocam para as políticas económicas e sociais que vão aplicando. Daqui depreendo que o argumento é falso, pois afinal temos 10 milhões de euros para fazer um referendo, sobre uma matéria que deveria ser tratada na Assembleia da República com base na maioria de esquerda eleita pelo povo nas eleições legislativas. Para além disso se a justificação é a coerência política, então que tivessem sido coerentes quando foram eleitos com a promessa de não aumentar os impostos e o fizeram logo que foram investidos no poder. Nessa altura tivessem feito também um referendo popular para decidir se o Povo queria que se aumentasse os impostos, ao contrário daquilo que prometeram ao mesmo.

Mas afinal dos 10 milhões de euros ainda se aproveitou qualquer coisa... felizmente!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Sérgio Vilarigues

Ontem, dia 8 de Fevereiro, faleceu aos 92 anos, Sérgio Vilarigues, um dos mais destacados dirigentes comunistas em mais de oito décadas e meia de história do PCP, com uma vida dedicada à luta dos trabalhadores e do seu Partido de sempre, pela liberdade, a democracia e o socialismo.

Sérgio de Matos Vilarigues, operário salsicheiro, aderiu à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1932 e ao Partido Comunista Português em 1935.

Preso em 1934 passou pelas prisões de Peniche e Angra do Heroísmo antes de ser transferido em 1936 para o Campo de Concentração de Tarrafal donde saiu em 1940.

Participante destacado na reorganização de 1940/41, Sérgio Vilarigues passou à clandestinidade em 1942 onde se manteve ininterruptamente até Abril de 1974.

Eleito para o Comité Central no III Congresso em 1943, foi responsável, entre outras tarefas, pela Organização Regional do Algarve, do Sul do Tejo, do Norte, das Beiras e de Lisboa.
Foi responsável directo da imprensa do Partido, em largos períodos entre 1947 e 1972, perfazendo um total de 16 anos.

Membro do Secretariado do Comité Central do PCP desde 1947 foi desde o V Congresso sucessivamente reeleito para o Comité Central do PCP, para a Comissão Política e o Secretariado, tendo deixado de pertencer a estes organismos executivos em 1988, quando passou a integrar a Comissão Central de Controlo e Quadros.

Sérgio Vilarigues assumiu importantes responsabilidades ao nível dos organismos executivos do Comité Central. Foi responsável pelas relações internacionais do PCP tendo desempenhado tarefas de grande importância e significado histórico de que é exemplo a sua presença na proclamação da independência de Angola em 11 de Novembro de 1975.

Na sua condição de resistente antifascista e tarrafalista participou recentemente, a convite do governo de Cabo Verde, nas comemorações que assinalaram os 70 anos da abertura do Campo do Tarrafal.

Um dos mais destacados exemplos da resistência ao fascismo, da luta pela liberdade, democracia e transformações revolucionárias de Abril, Sérgio Vilarigues era um exemplo de relacionamento fraterno e profundamente humano, associado a uma inquebrantável combatividade e firmeza na luta política.


Curvamo-nos perante a sua memória, agradecendo o legado que nos deixou...

Obrigado Camarada... Até Sempre!

As nossas sentidas condolências à sua família.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Agora é SIM!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Em que mundo vive?



Quem votar 'sim' fica sem funeral religioso



Hugo Teixeira
em Portalegre

"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", garante o cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre). A excomunhão automática atinge ainda "todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros", sublinha, enquanto consulta página a página o Código Canónico.


In Diário de Noticias on-line


Será impressão minha ou o senhor pároco desconhece que o voto é secreto!? Pela mesma ordem de ideias seriam feitos muito poucos funerais católicos em Portugal se se aplicasse com rigor o código Canónico!
Senhor pároco, o estado é laico (é apenas uma constatação, para o caso de ainda desconhecer tal facto!) e há muito que as regras da Santa Sé deixaram de ser norma!


quarta-feira, janeiro 10, 2007

NACIONALIZE-SE!

"Tudo aquilo que foi privatizado nacionalize-se", defendeu Chávez



Susana Salvador


O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, toma hoje posse para um novo mandato, durante o qual promete levar ainda mais longe a sua política de "socialismo do século XXI" - um misto de cristianismo, comunismo e indigenismo. Para já, Chávez anunciou que pretende nacionalizar as empresas de telecomunicações e electricidade, bem como acabar com a autonomia do Banco Central.

Estes projectos serão empreendidos após a aprovação, nos próximos dias, da "mãe" de todas as leis revolucionárias, que dará ao Presidente poderes especiais para legislar de forma rápida e sem a aprovação do Congresso. Recorde-se que a Assembleia Nacional é dominada por Chávez, uma vez que a oposição boicotou as últimas legislativas.

"Tudo aquilo que foi privatizado, nacionalize-se. Vamos recuperar a propriedade social dos meios estratégicos de produção", disse Chávez na segunda-feira, durante a tomada de posse dos novos ministros. Nas vésperas do início do novo mandato, o Presidente, que venceu as eleições de Dezembro com quase 63% dos votos, empossou 15 novos ministros. A principal alteração foi a substituição do vice-presidente José Vicente Rangel por Jorge Rodríguez, tido como mais radical.

"Estamos num momento existencial da vida venezuelana. Vamos a caminho do socialismo e nada nem ninguém poderá evitá-lo", acrescentou Chávez. Entre as empresas que pretende nacionalizar está a Companhia Anónima Nacional Telefones da Venezuela, a maior do país, da qual a Telefónica espanhola detém 6,9% das acções. A principal accionista (28,5%) é contudo a empresa americana Verizon Communications. Outro grupo internacional sediado nos EUA, AES, é o dono da Electricidade de Caracas.

Além dos sectores das comunicações e da electricidade, Chávez referiu também a necessidade de "o controlo e domínio" da refinação de crude na região petrolífera de Orinoco passar para mãos do Estado. Actualmente, as refinarias são operadas pelas companhias British Petroleum, Exxon Mobil, ChevronTexaco, ConocoPhillips, a francesa Total e a norueguesa Statoil. Washington mostra-se "muito inquieta".

Outra alteração será o controlo estatal do Banco Central. "Não deve ser autónomo, essa é uma tese neo-liberal", afirmou Chávez. Um dos directores do banco, Domingo Maza Zabala, criticou a decisão, dizendo à estação Globovision que "para poder exercer as suas funções, o Banco Central tem de ser autónomo". O anúncio destas alterações provocou ontem uma queda de 10,5% na bolsa venezuelana.

in DIARIO DE NOTÍCIAS


Ora aqui está como se deve proceder! Isto sim é socialismo. Os sectores estratégicos de produção nas mãos do Estado...

sábado, dezembro 30, 2006

Assassinado.


O Presidente do Iraque foi, esta madrugada, assassinado na sequência de uma condenação emitida por um Tribunal sem legitimidade e depois de um julgamento irregular e completamente parcial. Resta-nos dizer que, para qualquer, caso somos contra a pena de morte, pois esta viola princípios da dignidade Humana. Ao assassinar Saddam, os seus carrascos transformaram-se naquilo pelo que o executaram, porque uma vida tem o mesmo valor que 148 ou mais. Ninguém merece a pena de morte...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Para isso é preciso ACREDITAR...

Após 15 anos da queda da URSS, 56,3% dos russos lamentam a queda do Estado soviético, segundo inquéritos da consultoria Bashkirov e parceiros.

Dos cidadãos da Rússia, Ucrânia e Bielorússia, 69 em cada 100 entrevistados têm essa opinião, segundo a agência Monitor Euroasiático.



Isto a par das Votações do Partido Comunista Russo, permite perspectivar uma nova Rússia Socialista, basta seguir os exemplos dos países sul-americanos embora com as peculiaridades próprias do Estado em questão e nunca desistir.




segunda-feira, dezembro 04, 2006

Venezuela VERMELHA!


A Revolução Bolivariana avança, independentemente das dúvidas de muitos!
61,62% foi o resultado de Hugo Chávez, parabéns aos Venezuelanos que fizeram as escolha certa....

quarta-feira, outubro 25, 2006

CARTA ABERTA A SÓCRATES

Enviaram-me esta carta por e-mail e pediram-me que a divulgasse e assim fiz!


Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é . 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.
Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores . De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão ).
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO! .
Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.
3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?
4º Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?
· Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?

· Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?

· Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?

· Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos , que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?

· Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?

A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.

QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA ,
FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.

QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,
PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.

Santana Castilho (Professor Ensino Superior)

sexta-feira, outubro 06, 2006

Um elogio incómodo... ou talvez não!

" O CDS tem que melhorar para poder fazer frente a UM BOM GOVERNO. Porque nós temos um bom Governo!"
Nobre Guedes (militante do CDS - partido de Direita)
in Prós e Contras

terça-feira, setembro 12, 2006

Será que o retirou da gaveta... ou é para rir!!

O Blair não é socialista. Para mim, que sou socialista, que acredito no socialismo, o Blair não é socialista!
Mário Soares
in Prós e Contras sobre o 11 de Setembro.