Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

terça-feira, novembro 20, 2007

Benvindo Chavez!!!

domingo, novembro 18, 2007

Veja-se a lógica...

O dirigente nacional do PS Augusto Santos Silva admitiu que a política do Governo foi desfavorável para a Função Pública, o que condicionou o resultado das autárquicas, mas prometeu a diminuição da pressão em 2008, informa a agência Lusa.

«Tivemos uma queda [nas sondagens] quando fizemos todas as maldades de 2005 [aos funcionários públicos] e, por isso, perdemos as autárquicas», referiu Santos Silva.

Santos Silva disse ter consciência que «uma parte dos funcionários públicos está muito zangada» com o Governo, mas também sublinhou que muita da contestação pública tem estado a cargo de «60 funcionários do PCP», responsáveis pela «manifestação ambulante» que na zona do Alentejo «anda atrás do primeiro-ministro para todo o lado».

in portugal diario


O PS fez muitas maldades aos funcionários públicos, mas pelos vistos estes até são masoquistas, pois só os afectos ao PCP se manifestam! Só é cego quem não quer ver...

domingo, novembro 11, 2007

A reacção à Chavez...


Hugo Chavez voltou a reagir às palavras que lhe dirigiu o Rei durante o encerramento de la XVII Cimeira Ibero-Americana, "¿por qué no te callas?", durante uma conversa com jornalistas transmitida pela televisão estatal. O presidente venezuelano assegurou com o humor que o caracteriza que lhe disseram que "al Rey lo tuvieron que agarrar y se puso muy bravo, como un toro... yo no soy muy torero, pero olé".

A arrogância prepotente do rei espanhol




por Carlos Aznárez [*]

"Já acabou a época dos vice-reis", terão pensado os chefes de Estado da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, de Cuba e do Equador, quando no âmbito da XVII Cimeira Ibero-americana tiveram de ouvir as palavras raivosas do Bourbon espanhol, Juan Carlos, a recriminar o chefe revolucionário Hugo Chávez por ter tido a "ousadia" de chamar fascista ao ex-mandatário José Maria Aznar. As verdades foram doridas para a delegação espanhola, sobretudo quando Chávez destacou cada um dos actos cometidos pelo governo Aznar no apoio ao golpe de Estado de Abril de 2002 na Venezuela.

O fascista Aznar teve dois defensores de luxo: primeiro o "socialista" Zapatero e a seguir o monarca espanhol, o qual exigiu ao chefe bolivariano que calasse a boca e não agredisse o seu compatriota e irmão de ideias no que se refere ao fascismo. Zapatero, refutando Chávez, pediu respeito para com Aznar porque "fora eleito com o voto dos espanhóis".

Mas faltava algo para que os ouvidos do novo colonialismo espanhol se irritassem ainda mais. Entrou o nicaraguense Daniel Ortega, que falando em nome do seu povo (e de todos os povos que lutam contra o colonialismo e o imperialismo) contou a história nefasta da empresa espanhola Unión Fenosa na sua actuação na Nicarágua. Chamou-os de mafiosos, de imperialistas e de provocadores que crêem, disse Ortega, que o povo da Nicarágua é seu súbdito.

Valia a pena ver a cara de Moratinos, Zapatero e do próprio Bourbon quando Ortega lhes dizia estas verdades. E naturalmente o Bourbon optou por retirar-se em meio a urgentes consultas da delegação espanhola. Zapatero e Moratinos ficaram, mas a resmungar. Ortega não se calou e, na parte final do seu discurso (que recordava aqueles tempos gloriosos quando no comando da FSLN falava às massas vermelho-negras do seu país), saiu em defesa aberta de Hugo Chávez.

Finalmente, chegou a dignidade de Cuba, na voz do vice-presidente Carlos Lage, que rompeu uma lança em favor de Chávez e de forma muito clara respondeu a um Zapatero cada vez mais incomodado que "não basta que um povo o eleja para que um mandatário seja alguém respeitável". E ascrescentou: "Bush foi eleito e é o assassino do povo iraquiano e eu não lhe tenho nenhum respeito".

Quem quiser ouvir que ouça: os povos da América Latina já não podem ser avassalados nem por ianques nem por bourbons. Com essa arrogância que os caracteriza, estes defensores das transnacionais que esfaimaram a nossa gente (que outra coisa é a Repsol, Telefónica, Union Fenosa, Endesa e outras semelhantes) tentaram fazer calar mas não conseguiram os chefes revolucionários que hoje lhes falam na cara em nome dos seus povos. Por isso tiveram que optar (como no caso do Bourbon) por retirar-se.

Em boa hora, pois NÃO OS QUEREMOS E DEVEM SABÊ-LO.

Acabou-se a época dos vice-reinados (apesar de alguns ainda continuarem em genuflexão) e é a hora dos povos. Daí a dignidade de Chávez, de Evo, de Ortega, de Correa, de Lage, advertindo aos poderosos e aos colonizadores que a América Latina não quer saber mais das suas propostas neoliberais e imperialistas.

[*] Editor de Resumen Latinoamericano.

O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , Nº 950


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

sexta-feira, novembro 09, 2007

90.º Aniversário


segunda-feira, novembro 05, 2007

Morte completa





Estou morto por dentro

Vivo por fora,

sinto...

Sinto a dor

palpitar no meu interior

Penso...

talvez seja melhor

também ter uma morte exterior...

Parede de Revolucionários


Parede algures na Glória do Ribatejo, retirada do blogue http://bichodoentrudo.blogspot.com/





sábado, novembro 03, 2007

Foice...

Símbolo histórico do trabalho no campo...

sexta-feira, novembro 02, 2007

Prisão em mim...


Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.


Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?


Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.


Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.



Fernando Pessoa

domingo, outubro 28, 2007

Uma adivinha...

O presidente A propõe uma nova Constituição e submete-a à votação do seu povo. O presidente B também propõe uma Constituição. Quando uma parte do povo diz não, cessa a votação. Um pouco mais tarde, esta mesma Constituição é imposta — mas sem votação. Qual dos dois é o democrata? Erraram todos. O primeiro presidente chama-se Chávez e portanto é um populista e um ditador. O segundo presidente chama-se Sarkozy e União Europeia e portanto estes são democratas. Viva a democracia! A adivinha é de Michel Collon .

Eu não diria melhor!


"Mesmo que me dê decepções o comunismo é uma convicção"

José Saramago

in Diário de Notícias

quinta-feira, outubro 25, 2007

De olhos no futuro...


sábado, outubro 13, 2007

Nobel da Literatura 2007

Doris Lessing



Britânica nascida na Pérsia (hoje Irão) e crescida na Rodésia (hoje Zimbabwe), autodidacta (abandonou a escola aos 15 anos), duas vezes casada, duas vezes divorciada, três vezes mãe, persona non grata para o apartheid da África do Sul, Doris Lessing viveu intensamente o seu tempo - colonialismo e pós-colonialismo, comunismo e pós-comunismo, a revolução sexual e os direitos das mulheres, o fascínio pela ciência e o regresso à história -, e transportou-o para tudo o que escreveu, uma observação do fundo humano na relação com o outro, o diferente.Viveu uma infância "infernalmente solitária" na Rodésia. Casou aos 20 anos para escapar, e depois escapou ao casamento (e a dois filhos). Voltou a casar com um Lessing, comunista, como ela, e deixou-o ainda antes de deixar o partido. Em 1949, aos 30 anos, mudou-se para Londres com o terceiro filho, um manuscrito e nenhum marido. Era uma rapariga do mato africano. Sabia montar capoeiras, caçar bichos, pesquisar ouro. Fugira da escola, lera por si, ia ser escritora.


In Jornal Público


Aos 87 anos, Doris Lessing foi premiada com o Nobel da Literatura

sexta-feira, outubro 12, 2007

40 anos depois da sua morte!


"Quem te abateu perdeu a guerra santa da liberdade. Fez brilhar na manhã do mundo inteiro um sol de redentora claridade: o teu rosto de Cristo guerrilheiro."



Miguel Torga

domingo, outubro 07, 2007

Desespero

Namoro, Almada Negreiros



Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.

Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.

Não fui eu que te quis. E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu

A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero.



Ary dos Santos

terça-feira, setembro 18, 2007

Boné de Fidel torna-se moda...


O Boné verde azeitona com a estrela vermelha sempre foi um ícone relacionado com o comandante en jefe Fidel Castro. Embora ultimamente o presidente tenha aparecido sem o ostentar, a verdade é que o seu boné virou moda em Cuba. Até então eram os acessórios de Che Guevara que lideravam em popularidade, porém, o boné de Fidel impôs-se como moda no país da REVOLUÇÃO.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Bush dá uma mãozinha a Sócrates...

Foto André Kosters/Lusa

José Sócrates, o apregoador da esquerda moderna, de visita aos EUA resolveu explicar, em jeito de lambe botas, a Bush as grandes reformas que tem implementado em Portugal, como que pedindo a anuência às suas políticas. E não é que a obteve!! O intelegentíssimo presidente da permitida superpotência mundial, compreendeu a orientação política e deu os seus parabéns pelo rumo da esquerda moderna do PS. Daqui também lhe dou os meus parabéns Sr.º José Sócrates, com apoios como o de Bush e Sarkozy nem será preciso dizer mais nada!

A imparcialidade como ela deve ser...

Não resisti a não publicar alguns excertos desse texto aqui. E publico-os pela simples razão de que após tantos disparates que tenho lido, estas também são as palavras e a visão de um não-comunista. Sendo que nesta condição não pode ser acusado de Juiz em causa própria.

Aqui vai (os negritos são da minha autoria):


“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante!. Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei? ...


...As festas do Avante, por muito que custe aos anti-comunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça... Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo... Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história... E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão. ...


... Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados. ...


...Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. ...


...A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é dificil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideológicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista. ...


... As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisiveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca. ...


...Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do shampô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas. ...


...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas. ...


...A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar. ...


...Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.”




Publico aqui excertos de uma reportagem do Miguel Esteves Cardoso, sobre a Festa do Avante, para a Revista Sábado e que ainda não tive oportunidade de ler, a não ser estes pequenos excertos que retirei do blogue
Vermelho Vivo.
Embora sem a sua permissão, eu resolvi fazer o copy paste deste artigo, presumindo que teria a permissão do camarada. Fica aqui o meu agradecimento... Obrigado!



quarta-feira, setembro 12, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Para o ano há mais!

Cartaz da Festa de 1977


Como desde há 31 edições, terminou mais uma Festa do Avante com um saldo positivo! Milhares e milhares de visitantes criaram um ambiente de festa, diversão, de confraternização, amizade e solidariedade. A Festa terminou, mas a razão da sua existência continua persistir, a construção de um mundo melhor. De toda aquela "overdose" cultural eu realço os Kumpania Algazarra, que me espantaram pela alegria que transmitiram por todo o recinto, sem no entanto esquecer as centenas de artistas que animaram a Quinta da Atalaia e os palcos e que em muito contribuíram para o sucesso de mais uma de muitas Festas do Avante.
A quem nunca foi à maior Festa de Portugal aqui fica um conselho, façam-no para o ano... porque para o ano haverá mais!