Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

domingo, maio 17, 2009

A emergência de uma nova “casta” política

Em todo o mundo capitalista desenvolve-se uma nova casta dominante de banqueiros, empresários e políticos, “velha” e absolutamente saudosa das relações sociais e laborais características do século XIX.

Paradoxalmente, essa casta, gosta de sublinhar a sua pretensa “modernidade” e tem vindo a instalar com relativo sucesso um quadro de pensamento único no Estado, nas empresas, nas universidades e nos meios de comunicação. Juram a pés juntos que não existe alternativa ao “seu” quadro político, jurídico, financeiro, económico e social!

No entanto, não deixa de ser curioso verificar a estupefacção com que os novos manipuladores do capital reagem perante as incertezas das bolsas e os rumos da economia internacional no curto e no médio prazo! Afinal, brincam a feiticeiros da finança e não dominam as suas premissas fundamentais!
Então, estabelecem o que é “novo” e o que é “velho” na ideologia, no governo, nas leis. O “novo” surge associado à desregulação das leis do trabalho, às manipulações financeiras, à extrema hierarquização da sociedade. Com eles “acabaram-se” os trabalhadores. Agora, há os “colaboradores” prontos a usar e a despachar!
Esta nova realidade política verifica-se num tempo que tem consigo algo que é absolutamente novo: pela primeira vez nas sociedades capitalistas tecnologicamente evoluídas alguns teóricos consideram que a “massa humana” já não é materialmente necessária, de um ponto de vista económico, nem utilitário.

Este é uma concepção perigosa e geradora de um tremendo retrocesso das conquistas sociais e laborais dos trabalhadores durante o século XX e que a legislação dos estados sociais do pós-guerra veio a confirmar e pressupõe um retrocesso a conceitos políticos anteriores às revoluções liberais dos séculos XVIII e XIX!

Assim, instalando-se uma nova relação de forças nas lutas sociais, a elite aristocrática que assume o poder exerce-o com uma violência arrogante inadmissível e sujeitam os cidadãos a uma espécie de punição social, que só a luta dos trabalhadores e a consciência social e política dos cidadãos será capaz de deter.

alfa

sábado, maio 16, 2009

foto alfa: o fim do dia em Vila Alva


Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, "O Guardador de Rebanhos"

sexta-feira, maio 15, 2009

Flor-de-Lis


Projecto cuja raíz assenta na música popular portuguesa, mas que se quer disponível para diversas "contaminações" de outros continentes, sendo desde já evidentes a América Latina e África.

O repertório actual apresenta não só letras originais, mas também poemas de Eugénio de Andrade, José Régio, Ary dos Santos, David-Mourão Ferreira e Maria José de Castro.


Clicar na imagem para ouvir as músicas do grupo. Aconselho em especial a música No teu olhar!


Embrenhado na floresta profunda , no cume de um vulcão, existe um mundo extraordinário onde tudo é possível. Um mundo chamado Varekai.
Do céu surge um jovem rapaz e a história de Varekai tem início. Atirado para as profundezas de uma floresta mágica, um mundo caleidoscópico habitado por criaturas fantásticas, o jovem inicia uma viagem absurda mas maravilhosa. Neste dia de final de era, neste lugar de pura e virgem possibilidade, tem início um encantamento inspirador para uma nova existência a descobrir numa busca através dos mistérios do mundo e da mente.
Varekai (pronunciado ver·ay·'kie) significa "onde quer que seja" na linguagem cigana, os eternos viajantes. Criada e dirigida por Dominic Champagne, esta produção presta homenagem à alma nómada, ao espírito e arte da tradição circense e a todos aqueles que desafiam com infinita paixão os longos caminhos que levam a Varekai.

Dazkarieh

A música dos Dazkarieh é caracterizada por um manancial rico e diversificado de sons inspirados em várias culturas musicais do planeta, partindo do uso, da exploração e da fusão de instrumentos e de elementos musicais com origens distintas. A heterogeneidade musical assumida pelo grupo é patente num conjunto de composições que, pela síntese de materiais musicais tão diversificados, podem ser apontadas como singulares, mas sempre cativantes e originais. Por outro lado, a formação musical diferenciada dos seus instrumentistas (música tradicional, rock, experimental e música erudita), contribui igualmente para o enriquecimento do processo criativo do grupo.

Para ouvir clica na imagem

quinta-feira, maio 14, 2009

A Cuba vai mudar



Hoje, tanto eu como o Alfa, partilhamos a confiança de que a Cuba vai mudar. Depois de termos assistido ao que se passou naquela praça, só podemos acreditar que a vitória está perto. O tempo todo que tive em cima do palco, permitiu-me ter uma imagem impressionante da multidão que ali se juntou, para nos dar ainda mais vontade de continuar...

quarta-feira, maio 13, 2009

Palácio de Almanzor



A decoração, o sabor dos chás e o cheiro dos cachimbos de água transporta-nos para o ambiente das 1001 noites. Um espaço que traz ao de cima toda a cultura árabe que ainda influência o Povo Alentejano.

Per-a-mour!

Paramore (pronuncia-se "Per-a-mour", AFI: [ˈpærəmɔər]) é uma banda Americana de rock alternativo, formada em Franklin, Tennessee, em 2004. “All We Know Is Falling” foi o álbum de estreia de Paramore pela “Fueled By Ramen”, que marcou a chegada de uma nova e encantadora banda de rock. A banda tem algumas músicas suas na banda sonora do filme Crepúsculo.

Para ouvir no Myspace clica aqui.

terça-feira, maio 12, 2009

"A verdade vence o medo! Cuba vai mudar!"



Sob aquele lema e na presença de centenas de pessoas, que se reuniram no Largo da Bica, a CDU apresentou todos os candidatos a todos os órgãos autárquicos do concelho de Cuba e manifestou a confiança de que, desta vez, vai recuperar o Município e as Freguesias.

Pedro Ferro! Há pessoas assim…





Pedro Ferro foi um antropólogo em permanência, para se assumir como ensaísta, poeta, jornalista, professor ou historiador nos outros momentos.
Como cientista do Ser Humano, em particular do Alentejano, ofereceu-nos inúmeras páginas onde com ironia, amargura, revolta, emoção e paixão, nunca contidas, e uma escrita como que talhada no bronze, sempre carregadamente poética, traça um retrato pleno de cumplicidade e de fraternidade com os homens seus irmãos.
Conhecedor do conceito estrutural da formação e do desenvolvimento das sociedades, o Alentejo que descreveu permanece ainda hoje perante os nossos olhares.
A leitura, a reflexão e a crítica dos textos que Pedro Ferro nos legou são uma preciosa ferramenta de análise que nos permite compreender melhor o Alentejo neste tempo vertiginoso de mudanças socioculturais.
Sendo, por natureza, um homem incómodo, controverso, obstinado e corrosivo, desalinhou e desalinhou-se num país adepto do mais ou menos e da palmadinha nas costas, do respeitinho e do cada um no seu lugar. O seu entendimento de coerência e de verticalidade constituiu sempre o seu referencial de acção.
Uma pessoa assim deve persistir na nossa memória colectiva!



alfa

segunda-feira, maio 11, 2009

A actualidade de Paul Lafargue e as “miudezas” ideológicas:

“Deveres do Capitalista - 12. O capitalista não é, ideologicamente, como o esquilo que na gaiola se limita a roer, roer… sem nada roer.”

Paul Lafargue, A Religião do Capital, Jornal Le Socialiste, 1886


George Grosz, Jornada cinzenta, 1921

domingo, maio 10, 2009

Porque hoje é Domingo e o coração bate mais apressado no Largo da Bica!


Oh! Esta comoção

de me sentir sozinho

no meio da multidão

- a ouvir o meu coração

no peito do vizinho

Oh! Esta solidão

quente como a camaradagem do vinho!



José Gomes Ferreira, Comício

OqueStrada




TascaBeat: o sonho português é o nome do primeiro trabalho dos portugueses OqueStrada. Trata-se da banda que reinventou o «glamour numa versão boémia e proletária».

Depois de sete anos com espectáculos de Norte a Sul do país e representações em países como a França, China, Sérvia e Espanha, os OqueStrada editam finalmente o seu primeiro álbum. TascaBeat: O sonho português vai estar nas lojas a partir do dia 27 de Abril e a banda assegura que quem viu os seus espectáculos «guarda no coração».

O grupo de Almada conta com Miranda para dar voz às suas músicas, João Lima na guitarra portuguesa, Pablo (contra-bacia), Zeto Feijão (guitarra e voz) e Danatello Brida (acordeão). O conceito e a dramaturgia musical estão a cargo de Marta Mateus e Jean Marc Dercle.




A revista Vogue definiu os OqueStrada como a «reivenção do glamour numa versão boémia e proletária»: «A cantora é uma espécie de Rosinha dos limões cruzada com Edith Piaf. Que arregaça a saia (mas não em demasiado) quando chega aos refrões. O grau de desvario pode ser avaliado pela versão fado/musette do clássico Killing me softly. Igualmente surpreendentes são os originais, onde há desgarradas meio em português meio em francês, bossa nova arraçada de ska, corridinhos de funaná».







Para ouvir clica na imagem

sábado, maio 09, 2009

A acusação de Álvaro Cunhal no Tribunal Plenário (9 Maio 1950)


A reacção de Álvaro Cunhal perante a previsível condenação do Tribunal Plenário assumiu um tom profético perante os juízes, referindo-se-lhes com dureza:

“Vamos ser julgados e certamente condenados. Para nossa alegria basta saber que o nosso povo pensa que se alguém deve ser julgado e condenado por agir contra os interesses do povo e do país, por utilizar meios inconstitucionais e ilegais, esse alguém não somos nós, comunistas. O nosso povo pensa que, se alguém deve ser julgado por tais crimes, então que se sentem os fascistas no banco dos réus, então que se sentem no banco dos réus os actuais governantes da Nação e seu chefe, Salazar.”

Álvaro Cunhal seria condenado a quatro anos e seis meses de prisão celular, ou, em alternativa, a seis anos e nove meses de degredo. Para além disso, foi condenado a medidas de segurança” que permitiam mantê-lo na cadeia por toda a vida!

Álvaro Cunhal participaria na célebre fuga do forte-prisão de Peniche, em 3 de Janeiro de 1960.







alfa

A tortura



Intervenção de Álvaro Cunhal no seu julgamento no Tribunal Plenário, de 2 a 9 de Maio de 1950:


“Como membro do PCP, como filho adoptivo do proletariado, cumpri os meus deveres para com o meu partido e o meu povo. É isto que interessa que fique provado (…).

De facto, na PIDE foram-me feitas variadas perguntas relacionadas com a minha actividade política.
A todas elas me recusei a responder com o fundamento - que mantenho - de que um membro do Partido Comunista Português (…) não tem quaisquer declarações a fazer à polícia política.
“Da primeira vez que fui preso, como me negasse a prestar declarações, algemaram-me, meteram-me no meio de uma roda de agentes (da PIDE) e espancaram-me a murro, pontapé, cavalo-marinho e com umas grossas tábuas com uns cabos apropriados. (…) Isto repetiu-se numerosas vezes, durante largo tempo, até que perdi os sentidos, estando 5 dias sem praticamente dar acordo de mim.”




Álvaro Cunhal, Desenhos da Prisão



alfa

sexta-feira, maio 08, 2009

O Sonho

http://artyfactory.com/art_appreciation/graphic_designers/abram_games/dali.jpg
Salvador Dali, Aparição de uma cara e de um
fruteiro numa praia,1938



Perante o sonho

no improviso da luz,

no areal disperso,

nos meandros da distância,

na indefinida linha do horizonte,

todo o meu ser se inclina

no regresso das coisas sem medida…

alfa

quinta-feira, maio 07, 2009

Poesia

Ermida de N. Sra. da Represa (Vila Ruiva)


Me duele la ausencia
de mentes mas claras
que nunca por claras
tuvieram morada.
(Luís Eduardo Aute)

terça-feira, maio 05, 2009


Wassily Kandinsky, Composição VII, 1913


Na vertigem das emoções
na persistência dos sentimentos
na solidão das horas
na inquietação do instante
no labirinto da saudade
na amargura dos sons antigos
no horizonte do infinito
no recomeço do instante

permanece
a eternidade do tempo
nas dobras do silêncio.




alfa




segunda-feira, maio 04, 2009

Afinal as atitudes sectárias não são de quem se pensava!

Castanhas a estalar na boca


Ponto final, em principio

Desejo esclarecer que, em condições normais, não escreveria este «post» e muito menos publicaria esta fotografia. Faço-o apenas porque me dizem que esta foto (em que propositadamente apaguei o rosto de uma pessoa) terá desaparecido do sítio onde estava alojada (havendo muita gente que sabe qual era o endereço electrónico).E, se assim foi, trata-se de uma atitude manifestamente pueril mas que volta a confirmar que uns têm a fama de rasura de imagens feitas para aí há 70 anos ou mais e outros têm o proveito de fazer algo similar hoje.
E "desidentifiquei" a segunda pessoa, a partir da esquerda, da mesa (que muitos blogues relacionam com imagens passadas numa peça da RTP N sobre os incidentes do Martim Moniz) porque, ao contrário de outras opiniões, não vejo qualquer interesse numa investigação ou identificação sobre quem teve comportamentos muitíssimo errados ainda que verificados numa situação de descontrolo individual e de crispação política. Sendo certo que tenho quase a certeza que uma tal investigação não deixaria de revelar a atitude e intervenção serena e apaziguadora de vários camaradas meus.
A foto fica aqui sobretudo para ver se alguns gulosos aprendem de vez que as castanhas lhes podem rebentar na boca, que devem tomar chá de tília antes de blogar em cima da hora sobre acontecimentos similares e, já agora, se não lhes custar muito, que bem podiam mandar de longas férias o enraizado preconceito anticomunista que lhes encharca as meninges.
Dito isto, continuo à espera que José Sócrates, Vitalino Canas, Vital Moreira e João Proença digam uma palavrinha que seja de repúdio ou lamento sobre o ilegal e antidemocrático arranque de propaganda da CDU na Avenida da Liberdade, na noite de 30/4 para 1/5, e indiscutivelmente perpetrado por uma brigada da UGT (como a PSP sabe) e que, azar dos Távoras, quem sabe se não incluia militantes do PS.


P.S: A pessoa cujo rosto apaguei da fotografia, e cujo nome nem sequer me sinto na obrigação de citar, teve o cuidado de se me dirigir directamente contando o que de facto disse a Vital Moreira (incluindo o chamar-lhe «traidor», o que prova que o uso deste termo não pode ser conotado com uma única formação partidária) na circunstância mas esclarecendo que não praticou qualquer tipo de agressão física. Por mim, relembro que, no «post» em cima, eu também não acusava a pessoa disso e, nesse sentido, não vejo nada a rectificar no texto publicado.


in O tempo das cerejas

Neste tempo de exclusão social, ironicamente, persiste a actualidade de P. Lafargue:

“Deveres do Capitalista: 35 - Um capitalista não reconhece ao assalariado qualquer direito, nem mesmo o direito à escravatura, que é o direito ao trabalho.”


Paul Lafargue
, , A Religião do Capital, jornal Le Socialiste, 1886



Diego Rivera, The Flower Carrier

domingo, maio 03, 2009

Não se canse...






«Continuo a aguardar tranquilamente as desculpas que o PCP deve ao PS»,
disse Vital Moreira, durante uma visita à Ovibeja.

Dia da Mãe

Honoré Daumier, A Lavadeira, c. 1863, Óleo sobre madeira. Museu d’Orsay, Paris


Daumier
, pintor realista, evoca o povo trabalhador das grandes cidades industriais francesas do século XIX. Revela-se um artista versátil desenvolvendo trabalhos no campo da pintura e da escultura, mas é sobretudo na caricatura, onde utiliza a litografia, que se revela um exímio e sagaz observador político e social, registando as condições de vida e principalmente de trabalho do proletariado urbano do século XIX.



Ao contrário das lavadeiras de Boucher e de Fragonard do século XVIII, a lavadeira de Daumier está despojada do aspecto lúdico e gracioso para revelar o realismo social e a dureza de um trabalho esgotante, cujo fardo é diariamente renovado ao serviço das famílias burguesas da sociedade industrial. O tratamento dado à forma feminina revela o esforço e o esgotamento provocado pelo trabalho no aspecto físico e psicológico. A pincelada vai construindo as formas através da mancha cromática. Os tons ocres escuros reflectem a sombria e tristonha vida deste proletariado. Não se distinguem as linhas do rosto. Estas mulheres eram heroínas anónimas, sem rosto. Eram mães e esposas. Partilhavam os seus magros recursos com o marido e os filhos. A família era uma unidade de produção que sobrevivia graças à conjugação de esforços e do trabalho dos seus membros. Os magros salários apenas permitiam mitigar a fome.



Distingue-se uma mistura de resignação e de ternura, da mãe que ajuda a filha a subir até ao cimo das escadas. Com a pá na mão, a criança parece partilhar e perpetuar a pesada tarefa materna. Criança sem infância, perdida desde cedo nos labirintos do trabalho infantil. A pá da cinza que se misturava na barrela. Mãe e filha em comunhão de esforço, de vida e de afectos.



Num segundo plano, a composição fecha-se com a referência às moradias de um bairro burguês parisiense, cenário de luz, sem dúvida previamente observado com precisão, mas que, pelo seu aspecto inacabado, desempenha, aqui, um papel secundário. É o mundo de luz, luxo e bem-estar da burguesia capitalista que sobrevive do trabalho duro de homens, mulheres e crianças socialmente desprotegidos.



A atenção que leva aos humildes resume-se nesta preocupação de força e de monumentalidade que recorda Miguel Ângelo, mostrando ao espectador uma espécie de “alegoria real”.






Ceujaime

sábado, maio 02, 2009

A defesa de Álvaro Cunhal no Tribunal Plenário, de 2 a 9 de Maio de 1950

A 2 de Maio de 1950 iniciou-se o julgamento de Álvaro Cunhal no Tribunal Plenário da Boa Hora. Na bancada da acusação, a PIDE. Na bancada de defesa, o seu pai, Avelino Cunhal e Luís Francisco Rebelo.

No entanto, o dirigente comunista encarregou-se da sua própria defesa e de improviso, nos dois primeiros dias do julgamento, falou durante mais de dez horas.

“Nós queremos que a política seguida em Portugal seja efectivamente portuguesa, seja determinada pelos interesses da maioria da população portuguesa e não pelos interesses de um ínfimo punhado de multimilionários que se tornam cúmplices dos imperialistas estrangeiros nos conselhos de administração das grandes companhias. Nós queremos que a independência portuguesa seja uma realidade vivida pelo nosso povo e não uma frase para fins publicitários.”

(Álvaro Cunhal)




http://resistir.info/portugal/imagens/cunh_12.jpg
Álvaro Cunhal, Desenhos da Prisão
alfa

sexta-feira, maio 01, 2009

Vital Moreira: fui agredido por ser antigo militante do PCP

O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, considerou hoje que a agressão de que foi alvo no desfile do 1º de Maio da CGTP-IN foi motivada por ter sido antigo militante do PCP.

«Verificou-se uma clara animosidade conflitual contra um antigo militante do PCP, que não enjeita o seu percurso político, mas que também não renuncia à circunstância de ter saído de um partido quando achou que não era o sítio correcto para militar politicamente», declarou o cabeça de lista do PS às eleições europeias.

Vital Moreira foi insultado e agredido por manifestantes que participaram no desfile da CGTP, para assinalar o 1º de Maio.

Diário Digital / Lusa


Vital Moreira esquece-se do que escreve. Não apoiando de certa forma o que lhe foi feito, a verdade é que Vital Moreira divorciou-se das aspirações dos trabalhadores para se aliar às dos empresários. Vital Moreira passou-se para o lado do PS, com todo o direito que lhe assiste, e com isso passou a apoiar as políticas de Direita do PS. Há muito que Vital Moreira vem fazendo, no seu blogue e nos artigos que escreve nos Jornais, a defesa das políticas do PS que ao longo de anos vêm provocando o aprofundamento da crise e o crescimento do desemprego em Portugal. Que queria agora Vital Moreira depois das suas atitudes!? Queria ser recebido com cravos, rosas e palmadinhas nas costas por quem sente na pele as consequências das políticas que ele apoia!? Recebeu palmadinhas e latas de refrigerante em lugar das flores, ainda teve sorte, tendo em conta o desespero dos trabalhadores portugueses!

1º Maio – memória colectiva dos trabalhadores!

http://www.museudochiado-ipmuseus.pt/image/view/454/preview

Júlio Pomar, O Gadanheiro, 1945, óleo sobre tela,

Museu de Arte Contemporânea/Museu do Chiado, Lisboa

O Gadanheiro de Júlio Pomar constitui uma das mais belas imagens do neo-realismo português. Representa o herói do mundo do trabalho, imagem anónima e símbolo de resistência.

Sobre os montes que se estendem até à linha do horizonte surge a figura exuberante do trabalhador, de gestos certeiros, ritmados e vertiginosos segurando com firmeza a gadanha com que corta o feno.

A dinamicidade do corpo do trabalhador transforma-o em máquina. O ritmo dos braços complementa a robustez musculada das pernas que sustentam o equilíbrio do corpo e, no rosto, o esgar da dor e do esforço dispendido. Um corpo que avança decidido sobre observador e parece irromper e saltar da tela.

Um pormenor se destaca deste conjunto. O enorme pé, base do equilíbrio corporal e a mão firme, grossa pela aspereza do silêncio do trabalho.

ceujaime


quinta-feira, abril 30, 2009

Reflexão sobre economia


O capitalismo português, desde o Corporativismo salazarista, gosta de dormir à beira do Estado e nos braços do poder! E ambos apreciam o momento e a situação, partilhando-os em amorosa cumplicidade. Agora, passado tanto tempo, já não se dão ao trabalho de fingir o contrário. E assim, comprometem e confundem interesses privados e interesses públicos!...












alfa



quarta-feira, abril 29, 2009

AS CIGARRAS E AS FORMIGAS !

[expresso_2.jpg]
"Foi com o título e o quadro acima que o Expresso, fez o seu (habitual) balanço quantitativo ao trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu. O próprio semanário assume que decidiu ordenar a lista pelo número de relatórios elaborados. Ora, como o Expresso de alguma forma dá a entender, a verdade que aos dois principais grupos políticos do Parlamento Europeu, ou seja o PPE (em que se integra o PSD) e o PSE (em que se integra o PS), pelo seu peso, cabem sempre mais relatórios e só por milagre ou revolução Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro, do PCP, poderiam ter mais relatórios que alguns membros do PS e PSD. Mas, com este sublinhado, os leitores podem agora olhar para o quadro e adivinhar quem teria ficado em primeiro e segundo lugar se o número de relatórios não fosse o critério essencial desta ordenação. É claro que nem o Expresso nem ninguém teria condições ou meios para ordenar os deputados portugueses por outro aspecto a que dou muita importância, a saber, as actividades, deslocações e visitas que realizaram em Portugal em ligação com o seu mandato de deputados ao Parlamento Europeu. Por mim, tenha praticamente a certeza que o primeiro lugar iria de longe para Ilda Figueiredo que agora volta a ser cabeça de lista da CDU para as eleições de 7 de Junho."


Retirado de O tempodascerejas

Hoje


Havia um objectivo... Ao início fomos de alguma forma intimidados pelo peso do Fado. As canções que Amália cantou. Era fado. Ela simbolizava o Fado. Mas Hoje, ao olhar atrás, ouvindo os discos, analisando tudo o que a Amália fez “conseguimos” perceber que Amália era muito mais que Fado. Era muito mais que um estilo pontuado e apoiado por duas guitarras e um vestido negro. Amália... O que era para mim Amália... Amália foi a primeira e talvez única artista Pop que Portugal teve. Porque ser Pop é não ter fronteiras. Ser Pop é respirar aquilo que se canta. Hoje consegui perceber que as canções eram obras históricas de cultura pop. Cultura Pop. Amália era a capa dura que cantava. Amália era a voz. Mas atrás das letras, do tom triste e melancólico haviam melodias, harmonias que queriam mais espaço que umas tristes duas guitarras. As canções que Amália cantava tinham cor. O resto era estética. Na sua essência Amália era Pop. E foi assim que decidimos criar os Hoje.
Mais que Fado. Muito mais que Fado. Hoje é um País novo. Hoje é dizer ao mundo que Amália era Pop. Se ninguém ainda tinha pensado nisto... Ao escutar as canções que escreveram para Amália desde logo imaginei texturas pop. Um elogio à canção cantada em Português. Hoje é um marco. Poderá fazer história mas na sua essência as canções sempre estiveram aqui. Hoje é um olhar adulto sobre aquilo que de melhor Amália tinha, cor.
Sei de cor as canções. Elas, as canções, Hoje são vida, esperança e a eterna saudade que hoje se escreve de todas as cores. Se Portugal é só Fado então o Pop é a preto e branco. Hoje Portugal tem vozes que conseguem dizer que Amália era mais que fado.
Amália Hoje é um disco. Reúne três vozes distintas. Fernando Ribeiro dos Moonspell, Paulo Praça de mil e um projectos e Sónia Tavares dos The Gift. São produzidos, idealizados e arranjados por mim que antes de ser dos The Gift sempre fui Português.
Amália Hoje é um disco que sairá em breve. Canções que vivem para alem dos vestidos pretos e das guitarras Portuguesas. Hoje é um grito. Hoje é um dizer basta. Amália é muito mais que fado. Amália é pop e este disco será a prova que Fado é redutor para a voz que brindou o mundo e ainda mais redutor para os compositores que imaginaram as melhores canções pop de sempre da história da música portuguesa. Hoje é um veiculo pop sem fronteiras nem barreiras, sem concepções nem travões. Hoje é aquilo que quisemos que Amália hoje fosse.
Hoje somos todos aqueles que acham que Portugal é muito mais que aquilo que se mostra. Hoje é história. Hoje somos todos nós.


Nuno Gonçalves

Clicar na imagem para ouvir o single

terça-feira, abril 28, 2009

Rafael Correa reeleito!

Rafael Correa, izquierda, celebra con su compañero de candidatura Lenin Moreno los primeros sondeos


O Presidente do Equador, Rafael Correa, festejou a vitória nas eleições presidenciais de ontem apenas com base nas sondagens à boca das urnas, e quando estava contada apenas uma pequena parte dos votos.


Os seus opositores, o nacionalista Lucio Gutierrez e o milionário Alvaro Noboa, recusaram reconhecer a derrota com base nessas projecções em sondagens à boca das urnas que dão a Correa entre 54 a 55 por cento.

Às primeiras horas da manhã, contados que estavam 16 por centos dos boletins, o Conselho Nacional Eleitoral fez saber que Correa seguia à frente com 50,2 por cento dos votos, resultado que a confirmar-se lhe daria uma vitória na primeira volta. A lei eleitoral prevê que um candidato passe logo na primeira volta desde que tenha 40 por cento dos votos ou dez pontos de avanço sobre o segundo mais votado.

Ainda segundo os resultados parciais, Gutierrez obteria cerca de 30 por cento e Noboa à volta de 11 por cento.

“Até à vitória sempre!”, clamou o Presidente cessante de 46 anos, retomando um célebre slogan de Che Guevara, dirigindo-se aos apoiantes frente à sede do seu partido em Quito. Correa foi eleito em 2006. Esta eleição acontece depois do referendo de Setembro do ano passado para a a adopção de uma nova Constituição de inspiração socialista.

“As minhas primeiras palavras são para o povo equatoriano, de agradecimento profundo (...) pois vencemos de forma esmagadora”, tinha antes dito em Guayaquil, bastião da oposição.


in Público

Motes de poesias populares (Moura)






Eu não se me dava morrer


Que eu pouca falta fazia


Mas levo o tempo a pensar


Que a terra deve estar fria.


Manuel Joaquim “Canivete” (trabalhador rural, frequentou a Escola durante 1 mês)




Morrem as aves voando


Morre o cantor a cantar


Morrem os ricos gozando


Morre o pobre a trabalhar.


Agostinho Mendes Frade (trabalhador rural, não frequentou a Escola)

segunda-feira, abril 27, 2009

Rosi Golan

http://www.melodic.net/img7/driftergypsy.jpg

Rosi Golan é uma cantautora que nasceu em Israel mas foi em Los Angeles que ela cresceu. A sonoridade de Rosi é bastante descontraída, sendo, talvez, a sua canção mais conhecida a c'est l'amour por esta fazer parte de um video publicitário. Porém, toda a obra de Rosi é bastante boa de ouvir num momento de descanso...



Clicar na imagem para aceder ao myspace

domingo, abril 26, 2009

Memória(s)

foto ceujaime – para os lados da senhora da represa (Vila Ruiva).

O salto ao pomar de alperces dourados. A tarde cheia de nada passada à sombra fresca de uma árvore serena. O saber esperar. O não saber esperar. A revolução do espírito e das dúvidas que no corpo se agitam. A contemplação da graciosidade da vida. A preocupação pela rudeza da vida. A correria pela valorização profissional. A esperança de um regresso que nos acompanhe nos caminhos que percorremos sozinhos. O amor indescritível às coisas e aos seres. Os saquinhos de cheiro de alfazema seca. A conversa interminável à volta de uma chávena de café. A feliz banalidade dos dias. A infeliz banalidade dos dias. O gosto das amoras maduras que se ocultam nas silvas dos caminhos. O lamento do tempo que não regressará nunca mais.
alfa

sábado, abril 25, 2009

Recordações


Barricada na Ponte de 25 de Abril – Junho de 1975



Guardemos as recordações,

os ideais

e até as dores

que nas noites frias

nos iluminam

pintados de uma cor

(o vermelho),

que é um hino

na estrada que percorremos,

já gasta de tanto uso,

do destino

sempre reconstruído.

alfa




Utopias

Mondrian, Composição nº 10 (Cais e Mar)

utopias
utopia
topia
opia
ias
as
s
s
sa
sai
aipo
aipot
aipotu
saipotu

alfa

Abril Sempre e agora mais que nunca!



http://momentosydocumentos.files.wordpress.com/2007/04/25-de-abril-1974.jpg






quinta-feira, abril 23, 2009

Anúncio

Tenho o prazer de anunciar que este blogue irá entrar numa nova fase da sua vida, embora não muito diferente daquela que já vinha seguindo. A vida é feita de encontros, desencontros e reencontros. Por vezes existem encontros felizes, é, pode-se dizer, o caso. A partir desta altura, este blogue contará com a colaboração do alfa. Apesar de pertencermos a gerações diferentes, o alfa abraçou a essência do blogue Movimento das Palavras Armadas, com a qual se identificou e decidiu colaborar. Assumiu já o ter visitado algumas vezes, porém, desconhecia o seu autor e afinal vivíamos na mesma Vila e convivíamos com regularidade. É isto também a vida, uma surpresa!

IRMA GRUENHOLZ

ilustracion con plastilina
É uma ilustradora espanhola que é especialista em plasticina assim como noutros materiais que permitam criar com volume. Eu visitei a página e fiquei espantado com as suas criações, para ver mais trabalhos da artista é só clicar na imagem acima.

terça-feira, abril 21, 2009

O grande Ditador

segunda-feira, abril 20, 2009

Eunice Muñoz com a CDU nas Europeias


A actriz Eunice Muñoz e o escritor Urbano Tavares Rodrigues figuram entre as personalidades que manifestaram apoio à lista da CDU às eleições europeias de 7 de Junho, anunciou ontem fonte da coligação.

O antigo tarrafalista José Barata, o capitão de Abril Durand Clemente e o psiquiatra Francisco Allen Gomes são outros dos nomes que apoiam Ilda Figueiredo.


In Correio da Manhã

Reaparições!


Era um discreto secretário de Estado Ajunto de José Sócrates até sexta-feira à noite. Mas o DVD emitido pela TVI fez Filipe Baptista sair do anonimato e andar nas bocas do mundo. A explicação dada por João Cabral a Alan Perkins, do Freeport, sobre “o homem de Sócrates”, aponta para o discreto chefe de gabinete do então ministro do Ambiente.

Na presença de Charles Smith, Cabral explicava ao administrador inglês as razões dos pagamentos de luvas a um ministro que já não estava no poder. E isto porque este licenciado e mestre em Direito pela Faculdade de Direito, hoje com 44 anos, saiu do Governo de Guterres e foi nomeado inspector-geral do Ambiente pelo novo ministro do PSD, o famoso Isaltino de Morais. Cargo que manteve com os três ministros seguintes, dois sociais-democratas e um do CDS. Um homem importante e que, como diz João Cabral no DVD, podia efectivamente meter medo a muita gente com projectos pendentes na área do Ambiente. Filipe Baptista manifestamente não gosta muito de se dar a conhecer. No portal do Governo não tem perfil e na declaração de rendimentos apresentada no Tribunal Constitucional referente ao ano de 2005 esqueceu-se de mencionar os seus rendimentos.

Ontem, bombardeado com suspeitas e com notícias, foi obrigado a emitir um comunicado, no qual classifica as alusões ao seu nome no caso Freeport de falsas e difamatórias. Mas a verdade é que era chefe de gabinete de Sócrates na altura do licenciamento, foi de facto inspector-geral do Ambiente e está há quatro anos instalado na residência oficial de São Bento, como secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro. E é, indiscutivelmente, uma das poucas pessoas que almoçaram ou jantaram todos os dias com Sócrates. Longe vão os tempos em que foi assessor do provedor de Justiça, de 1994 a 1997, e assistente na Faculdade de Direito de Bissau, em 1997 e 1998.

Filipe Baptista tem outra particularidade importante. É independente, facto que lhe permitiu andar sempre a navegar nas águas socialistas ou sociais-democratas. Mas não se pense que este discreto membro do Governo não tem peso político. Gosta de andar na sombra, mas está sempre na primeira linha para defender José Sócrates quando as ondas da Comunicação Social se viram contra o chefe. Foi assim no Ambiente, quando rebentou a polémica com a co-incineração e o então ministro do Ambiente teve de enfrentar as populações de Souselas e de Setúbal, para além de alguns membros influentes do seu partido, como o histórico Manuel Alegre.


in Correio da Manhã




Não foi nem de perto nem de longe um dos professores que mais me tivesse marcado e se marcou foi pelo seu carácter peculiar e cómico que ainda hoje tento compreender. Era o denominado "professor gabarolas". Idolatrava os trabalhos que fazia, mas que nos eram desconhecidos, e tinha uma forma curiosa de terminar as aulas. Normalmente ia debitando a matéria e arrumando as suas coisas, dirigindo-se simultaneamente para a porta de saída. Mesmo havendo alunos a quererem colocar-lhe dúvidas, o Dr. ignorava e despedia-se sem que desse oportunidade a inquirições.

Houve porém uma ideia sua que me marcou. Esta personalidade caricata, que o ainda era mais quando se ria, levando a sala a rir-se dele, revelou-nos que há muito que tinha deixado de gostar de futebol e que só ia aos estádios para assistir ao espectáculos que se passavam nas bancadas. Esta ideia transformou a minha forma de ver o futebol e devo dizer que o senhor tinha razão, há espectáculos nas bancadas dos estádios que por si só justificam o preço do bilhete. Pelo lado negativo, a sua marca resumiu-se às notas dos testes. Três testes, três negativos menos, menos, menos (---). Julgo que cheguei a ficar abaixo do 0, porque a sua tabela quantitativa ainda hoje em dia é uma incógnita e escrevesse eu pouco ou muito, estudasse eu pouco ou muito, a nota era sempre aquela. Cheguei a pensar que a nota era inamovível fizesse eu o que fizesse. Talvez agora compreenda e acredite que devido ao seu empenho nas actividades políticas, o Dr. Filipe Baptista não tivesse tempo para avaliar os testes e terá usado, à boa maneira do Direito Anglo-saxónico, a regra do precedente para atribuir as notas.

Já sabia que, depois de desaparecer da faculdade, o Dr. Filipe Baptista desenvolvia o seu trabalho para o Governo. Mas desconhecia que uma personalidade com aquele carácter fosse assim tão influente e poderosa! Como diz o ditado, as aparências iludem.

Resumiu-se a isto a sua influência na minha personalidade e na formação enquanto jurista. Analisando agora a esta distância, talvez devesse ter aproveitado para aprender mais qualquer coisa, certamente daria jeito!


domingo, abril 19, 2009

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O vento agita-lhes os pensamentos enquanto as folhas jogam ao chão as lágrimas das nuvens carregadas de palavras enfurecidas. E eu vou... seguindo os pensamentos murmurados pelo assobiar da flora, enquanto as gotículas de água me respingam o rosto. São agora meus os seus pensamentos sibilantes.

sábado, abril 18, 2009

Sócrates o "Corrupto"

Depois de ver as imagens do filme que a TVI emitiu em Estreia absoluta esta noite, só me ocorre uma sugestão: Se ainda tem honra e a quer defender senhor primeiro ministro, demita-se e não se recandidate até tudo estar esclarecido!

quinta-feira, abril 16, 2009

Anúncio

Resolvi dar mais alguma longevidade ao meu blogue. É dificil terminar com algo assim de repente, mas é mais que certo que tudo tem um prazo e este blogue terá o seu! Assim, resolvi continuar a postar embora com uma regularidade duvidosa. Não me será possível acompanhar todos os incidentes da actualidade, restando-me ir postando de acordo com a minha agenda. Será, porventura, o facto particular do presente ano conter 3 eleições que me obriga de certa forma a prolongar a vida deste blogue, pelo menos até que me for possível.
Agradeço as boas pressões que me têm sido feitas para que continue a postar.

Marlango


Marlango é um grupo surgido em Madrid nos finais do ano de 1998, tendo como vocalista a actriz espanhola Leonor Watling que participou, entre outros, nos seguintes filmes: "Hable con ella", "Son de mar", "A mi madre le gustan las mujeres" e "Mi vida sin mi".
O grupo tem uma soronidade bastante interessante, devendo aqui destacar duas músicas presentes no Myspace, o Walkin' in Soho e o Hold Me Tight. Para ir directamente ao Myspace de Marlango basta efectuar um clique na imagem.
Devido a um erro meu, o último post assim como alguns comentários foram eliminados. Peço desculpa pelo facto ocorrido.

sexta-feira, março 13, 2009

segunda-feira, março 09, 2009

Final!

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domingo, março 08, 2009

Não é que a minha agenda seja muito preenchida, que não o é. Contudo, sempre aprendi que tudo tem um custo, o custo de oportunidade, o deixar de fazer algo para fazer uma outra coisa. Nada é gratuito e toda a actividade tem esse custo. Daí a eu não perder tempo em conhecer gente que não me interesse minimamente, cabendo nessa definição dois tipos de pessoas, as muito eruditas ou que se julgam como tal e as básicas, que apenas têm como assunto as opções do Quique no glorioso SLB. Não por não ser o meu clube, mas porque discutir futebol é, quanto a mim, das mais básicas discussões humanas e eu gosto de ser básico muito de vez em quando, raramente ou quase nunca, e não por sistema. Por esta razão dei comigo a pensar num conjunto de pessoas que sempre me deram um certo asco, nunca pensei em mencioná-los nem o irei fazer, mas os últimos acontecimentos políticos levaram-me a pensar nisto, em algumas daquelas pessoas com as quais não teria qualquer prazer em me encontrar, tendo que suportar o tal custo de oportunidade. Não sei explicar, mas tudo se resume à impressão que tiro das atitudes da pessoa o que por norma não falha. A lista, essa, ficará em segredo...

Maior Cego é aquele...

Se podes olhar, vê.

Se podes ver, repara.

Livro dos Conselhos

Saramago in Ensaio Sobre a Cegueira.

sábado, março 07, 2009

O MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO


Sinopse


Dá-nos um humor quente que clarifica a vista desafiadora da esperança, mesmo quando os acontecimentos se tornam trágicos.-Jay Weissberg, Variety


Esta é uma enérgica, perspicaz, divertida e inteligente meditação sobre a herança facista italiana.-Wally Hammond, TimeOut


Accio, um fascista susceptível, é a causa do desespero dos seus pais. Conflituoso, impulsivo e explosivo, arranja facilmente sarilhos, enfrentando cada batalha como se fosse uma guerra. O seu irmão, Manrico, é um comunista fascinante. É bonito, carismático, amado por todos, mas igualmente perigoso... No dia-a-dia de uma pequena cidade italiana nos anos 60 e 70, os dois irmãos lançam-se em crenças políticas opostas, estão apaixonados pela mesma mulher e, em permanente confronto, vivem um período das suas vidas pleno de fugas, retornos, conflitos e grandes paixões. É uma história sobre o crescimento de dois irmãos e 15 anos de história da Itália passam, enquanto vemos as vivências de Accio e Manrico, tão diferentes mas tão iguais...
Não vi, mas quero ver...

sexta-feira, março 06, 2009

the bird and the bee


The Bird and the Bee é um projecto peculiar entre a cantora Inara George e o multi-instrumentista Greg Kurstin. Os dois têm currículos invejáveis. Ela pela sua carreira a solo, enquanto que Kurst produziu artistas como Beck, Flamings Lips, Peaches, Lily Allen, entre outros.
São um grupo pop simpático, uma verdadeira pérola sonora.
Este duo, que é editado pela Blue Note, tem uma sonoridade entre um jazz sumptoso e um pop açucarado, o que resulta num som muito equilibrado e com muito ’swing’. Aconselho a ouvir e a ver o vídeo da Polite dance song .

É o vento

As árvores dobram-se e voltam a si.
Insistem com as unhas ancoradas na terra para não perderem a morada.
Para mais do que isso falta-lhes a força.
Pessoas a apertar casacos no peito.
É sempre aí que apertam, com medo que fujam de lá as memórias penduradas por arames velhos.
Já foram bons, falta-lhes a manutenção.

Arrumam os cabelos no ponto de partida para eles começarem de novo um improviso nervoso.
Os cães ladram uns com os outros, entendem-se como podem.
Há folhas a serem empurradas rua abaixo até adormecerem junto a uma parede, onde lhes acaba a imaginação.
Contentores do lixo tentam fugir às escondidas de quem os vê.
Os semáforos abanam a cabeça a quem lhes pergunta as regras.
Os pássaros arrumam as asas em ponto morto e deixam-se levar para onde não querem.
É o vento a gritar o que pode, a organizar ideias até lhe faltar o ar.
A coreografar a terra com passos largos.E é sempre assim.
Desarruma-se o mundo para depois se orçamentar quanto custa desarrumá-lo no sítio.
Faltarão coisas.
Mas as melhores nunca mudam de lugar.


Bruno Nogueira


Este texto foi retirado, sem a devida autorização, do blogue do
Bruno Nogueira (corpodormente), ao qual presto a devida vénia pela qualidade do texto. Só mostra que o rapaz, além de bom comediante também tem outros dotes...

quinta-feira, março 05, 2009

«Varekai», do Cirque du Soleil, no Parque Tejo a 15 de Maio


O Cirque du Soleil vai estrear a 15 de Maio, no Parque Tejo, em Lisboa, o novo espectáculo «Varekai», escrito e dirigido por Dominic Champagne. A produção presta homenagem «à alma nómada, ao espírito e arte da tradição circense e a todos aqueles que desafiam, com infinita paixão, os longos caminhos que levam a Varekai», segundo o divulgado em comunicado. Combinando o teatro com a acrobacia, o espectáculo apresenta demonstrações de perícia e poder, numa narrativa que acompanha um «jovem rapaz (…) atirado para as profundezas de uma floresta mágica, um mundo habitado por criaturas fantásticas». O programa inclui movimentos de contorção em números como Russian Swings, Slippery Surface e Triple Trapeze.

«Varekai» estreou em 2002 em Montreal, onde se situa a sede do Cirque du Soleil, e já foi apresentado no Canadá, Austrália, EUA e Nova Zelândia, tendo chegado à Europa em 2007.

O espectáculo estará patente de terça-feira a sábado às 21:00 horas. Aos sábados também decorrerão sessões às 17:30. Aos domingos, o espectáculo será apresentado às 16:30 e às 20:30.

Mais informações clique na imagem

O Bom Português!

Aqui está de volta ao mundo, apelidado da blogosfera, um grande amigo, daqueles, talvez improváveis à primeira vista, mas que o destino fez o favor de provocar o encontro. O seu blogue, que servia como suporte aos seus alunos de Português, ganhou uma maior dinâmica e para além de nos ensinar o bom Português, necessário a muita boa gente, divaga sobre outros assuntos sempre interessantes. Uma visita a realizar ao O Bom Português. é o meu conselho, para quem tenha ou não problemas de língua Portuguesa.

quarta-feira, março 04, 2009

Rectificações que convêm ser feitas.

"Quero falar-vos das razões da minha candidatura a primeiro-ministro"

José Sócrates no "Congresso" do PS




Já alguém explicava ao senhor Secretário-Geral do PS que não existem, Constitucionalmente, eleições para Primeiro-Ministro, mas apenas eleições legislativas, com o objectivo de eleger deputados para a Assembleia da República, de onde sairá depois o Governo composto por Ministros e Primeiro-Ministro. A concorrer a Primeiro-Ministro certamente que irá sozinho.