Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

sexta-feira, março 21, 2008

Poeta Castrado, Não!


Serei tudo o que disserem

por inveja ou negação:

cabeçudo dromedário

fogueira de exibição

teorema corolário

poema de mão em mão

lãzudo publicitário

malabarista cabrão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado não!

Os que entendem como eu

as linhas com que me escrevo

reconhecem o que é meu

em tudo quanto lhes devo:

ternura como já disse

sempre que faço um poema;

saudade que se partisse

me alagaria de pena;

e também uma alegria

uma coragem serena

em renegada poesia

quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu

a força que tem um verso

reconhecem o que é seu

quando lhes mostro o reverso:

De fome já não se fala

- é tão vulgar que nos cansa -

mas que dizer de uma bala

num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história

- a morte é branda e letal -

mas que dizer da memória

de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser

o poema dia a dia?

- um bisturi a crescer

nas coxas de uma judia;

um filho que vai nascer

parido por asfixia?!

- Ah não me venham dizer

que é fonética a poesia !

Serei tudo o que disserem

por temor ou negação:

Demagogo mau profeta

falso médico ladrão

prostituta proxeneta

espoleta televisão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado, não!


Ary dos Santos

quinta-feira, março 20, 2008

Momento...


Sou guiado pela planície por pensamentos barulhentos e errantes, enquanto no horizonte o sol mergulha nas searas e os chaparros vão por mim passando em sentido contrário, como se me dissessem adeus. Corrente contínua e massiva de árvores em debandada! Como se tudo fugisse do sítio para onde eu vou....
No meio de todo este bulício surge algo infinitamente pequeno, pinta vermelha feita pelo pintor com pincel número um. Uma papoila prematura que não se quis atrasar para a Primavera e que acabou encontrando a inicial invernosa primavera. Por certo que não conseguirá viver durante toda a Estação mas de uma coisa ninguém a pode acusar, de se ter atrasado para a sua Primavera!

quarta-feira, março 19, 2008

Poema XX-De Vinte poemas de amor y una canción desesperada


Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda

terça-feira, março 18, 2008

Pelo sonho é que vamos


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.


Sebastião da Gama


Imagem de Ana Nitzan

domingo, março 16, 2008

Homenagem a Rogério Ribeiro


Ano de 2003

Tibete: uma teocracia feudal

Existe toda uma «aura» construída em redor do «Dalai Lama», que só persiste porque se ignora o que era o Tibete de que ele era o monarca: uma teocracia feudal, onde os mosteiros possuíam a quase totalidade da terra, assim como toda a autoridade política, judicial e policial, a maioria dos camponeses eram mantidos em servidão (senão mesmo em escravatura), o rapto de crianças pelas ordens religiosas era considerado normal, e os castigos corporais (amputação de mãos, furar olhos, chibatadas) eram a forma mais corrente de administrar «justiça». Só para se ter uma ideia:
  • «In 1953, the greater part of the rural population---some 700,000 of an estimated total population of 1,250,000---were serfs. Tied to the land, they were allotted only a small parcel to grow their own food. Serfs and other peasants generally went without schooling or medical care. They spent most of their time laboring for the monasteries and individual high-ranking lamas, or for a secular aristocracy that numbered not more than 200 families. In effect, they were owned by their masters who told them what crops to grow and what animals to raise. They could not get married without the consent of their lord or lama. A serf might easily be separated from his family should the owner send him to work in a distant location. Serfs could be sold by their masters, or subjected to torture and death.»

Mais informação aqui.


Retirado do blogue Esquerda Republicana

Casa del Valle (Uma casa ideal...)






A casa que o arquitecto Guilherme Machado Vaz projectou para o seu pai, o conhecido sexólogo Júlio Machado Vaz.
As fotos de
Leonardo Finotti mostram a beleza de uma casa bem enquadrada na paisagem. Para mim, uma casa ideal...

domingo, março 09, 2008

Saudade



Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que
nos machuca, é não ver o futuro
que nos convida...

Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:

Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...

Pablo Neruda

Calçada de Carriche


Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

António Gedeão

sexta-feira, março 07, 2008

Lisboa de vermelho

A maré cheia que no sábado tingiu o Rossio de vermelho, quando mais 50 mil militantes comunistas e outros democratas o fizeram transbordar numa poderosa demonstração do seu empenho na defesa da liberdade e da democracia, não foi apenas o reafirmar da vitalidade do PCP. Foi também a confirmação, sem margem para dúvidas, de que os valores de Abril estão vivos e de que os comunistas e os outros democratas portugueses estão dispostos a lutar para os defender e aprofundar.

Há mais de trinta anos que o PCP não promovia em nome próprio, uma manifestação. Fê-lo no passado sábado, 1 de Março, numa inédita acção de massas em defesa da liberdade e da democracia.
A resposta foi dada pela impressionante massa humana que, compreendendo a importância vital da luta em defesa do regime democrático, respondeu ao apelo do PCP e pintou de vermelho as ruas de Lisboa, num desfile como Lisboa há muito não via.
Quando o início da manifestação entrou no Rossio, começando a tornar rubra a velha praça, ainda muitos estavam a arrancar do Príncipe Real. Ao longo dos anos, já muitas manifestações tiveram aquele local como ponto de passagem ou de chegada, mas nenhuma como esta o fez transbordar assim. Para onde quer que se olhasse, e até onde a vista alcançava, era o vermelho ondulante das bandeiras do PCP que dominava.
Do palco, chegavam as palavras sempre actuais de Ary dos Santos: «Quantos somos? Como somos? / novos e velhos: iguais. / Sendo o que nós sempre fomos / seremos cada vez mais.» E os manifestantes não paravam de entrar na vermelha praça…
Ao longo do percurso – que se iniciou do Príncipe Real e desceu a Rua do Século em direcção ao Largo do Carmo, para em seguida rumar ao Rossio passando pela Praça da Figueira – ninguém ficava indiferente à passagem de tamanho cortejo. Uns, «conhecedores» do PCP apenas pelos meios de comunicação social e pelos generalizados preconceitos, surpreendiam-se com a dimensão da manifestação e o número de jovens (que eram «muitos, muitos mil para continuar Abril», como cantavam). Outros, entusiasmados com a sua vitalidade, não resistiam a saudar os manifestantes. Em resposta, eram incentivados a integrar o cortejo, o que muitos fizeram. De algumas janelas agitavam-se lenços e camisolas vermelhos em fraternas saudações.

In Avante!

domingo, março 02, 2008

Complexo Desportivo Ribera Serrallo, em Cornella de Llobregat, Barcelona.



Siza Vieira, arquitecto Português, venceu o prémio Secil 2006 com este complexo. As fotos de Fernando Guerra mostram a poesia que existe nesta obra arquitectónica.

sábado, março 01, 2008

Estranha forma de vida

Joana Vasconcelos


Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

Amália Rodrigues

Faleceu Maria Adelaide Dias Coelho Aboim Inglez

Faleceu ontem Maria Adelaide Dias Coelho Aboim Inglez. Nascida em 1932, em Castelo Branco, no seio de uma família antifascista, dedicou toda a sua vida à luta contra o fascismo e pela liberdade. Maria Adelaide aderiu ao PCP em 1953, tendo passado dez anos na clandestinidade. Presa por duas vezes passou dois anos na Cadeia de Caxias, Maria Adelaide assumiu várias tarefas clandestinas das quais se destacam o seu papel na ligação entre a organização dos camaradas presos nas cadeias fascistas e a organização do Partido no exterior, assim como na luta de solidariedade e pela libertação dos presos políticos. Entre 1968 e 1975, por indicação do Partido, residiu em Moscovo com Carlos Aboim Inglez, seu companheiro de sempre.

Mais de 50 MIL na Marcha Liberdade e Democracia

Manifestação do PCP (foto ANTONIO COTRIM/LUSA)

Em intervenção no final da Marcha, Jerónimo de Sousa, disse: «Permitam-me que vos saúde. Que manifeste a minha admiração e alegria pelo nível e dimensão desta Marcha inédita, transformada numa torrente humana onde se sente o pulsar da inquietação face aos perigos e ameaças, do protesto e do descontentamento perante as injustiças, aliados à determinação e à confiança na luta pela liberdade e democracia. Admiração e alegria tanto mais sentidas quanto nos tempos que correm sopram os ventos avassaladores da ideologia dominante que nos convidam e empurram para o pântano do conformismo e fatalismo, da alternância sem alternativa, da interiorização nas consciências da ideia da inevitabilidade das injustiças e desigualdades, da negação de um Portugal desenvolvido e democrático que acreditamos ser possível com a vitória de Abril.»

Agora sim eram Comunistas e foram mais de 50 mil a provarem que há muitos mil para continuar Abril...

Signo de Escorpião

Para ti, saberás, não há descanso A paz não é contigo nem fortuna; O signo assim ordena. Pagam-te os astros bem por essa guerra: Por mais curta que a vida for contada, Não a terás pequena.

José Saramago

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Áspero amor

"Um amor"

Um amor
largado às sombras, irreconhecível
até de perto

José Tolentino Mendonça



Áspero amor, violeta coroada de espinhos...
Arbusto entre tantas paixões erguidas,
Lança das dores, coroa da ira,
Por quais caminhos e como te dirigiu a minha alma?
Por que precipitaste teu fogo doloroso,
Repentinamente, entre as folhas frias do meu caminho?
Quem te ensinou os passos que te levaram a mim?
Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha casa?
A verdade é que tremeu a noite apavorante,
A aurora encheu todas as taças com seu vinho
E o sol estabeleceu sua presença celeste,
Enquanto o amor cruel me cercava sem trégua,
Até que padecendo-me com espadas e espinhos,
Abriu meu coração um caminho ardente.

Pablo Neruda

Somos todos responsáveis...

domingo, fevereiro 24, 2008

Soberanamente e Democraticamente Cuba elegeu o seu Presidente


Raúl Castro foi hoje eleito pela Assembleia Nacional Presidente de Cuba.
A Revolução Socialista continua...

Comunista eleito Presidente do Chipre

Líder do partido comunista Akel, Demetris Christofias, de 61 anos, obteve 53,36 por cento dos votos contra 46,64 por cento do antigo ministro conservador dos Negócios Estrangeiros Ioannis Kasoulides, 59 anos, segundo os resultados definitivos.

A taxa de participação nesta segunda volta das presidenciais foi de 90 por cento.

Nas ruas de Nicósia, os partidários de Christofias festejam a vitória do seu candidato com uma concentração em frente do quartel-general do partido comunista na capital.

Demetris Christofias é o sexto Presidente da antiga colónia britânica que alcançou a independência em 1960. Primeiro dirigente do partido comunista cipriota a candidatar-se a presidenciais, Christofias tornou-se o único chefe de Estado comunista entre os 27 países membros da União Europeia.

in Semanário O Sol

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Provérbio




Oferecer amizade a quem deseja amor, é dar pão a quem morre de sede.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Momento


Pintura de Rodolfo-Barral

(...)
Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.
Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
“O mais é nada".

Fernando Pessoa

sábado, dezembro 15, 2007

Parabéns Grande Niemeyer!





15 de Dezembro de 1907
Nasce no Rio de Janeiro.


1945
Ingressa no Partido Comunista Brasileiro.


1957- 58
Projecta o Palácio da Alvorada em Brasília e os principais prédios da Nova Capital.


15 de Dezembro de 2007
Celebra 100 anos

Um pequeno excerto da grande biografia de Niemeyer, para a ver completa clique aqui

segunda-feira, novembro 26, 2007

Jardim da saudade


Tenho ainda em mim o teu cheiro
o cheiro do amor e sinto-te
como se estivesses aqui
Tenho-te aqui comigo, em pensamento,
e abraço-te e beijo-te e quero-te outra vez
da mesma maneira como nos quisemos
e nos amámos ontem ainda
Olho-te e sorris com esse sorriso maroto
de menino
Nos teus olhos há estrelas que cintilam
e eu já não sei o que faço ou
o que penso, porque tu, com esse teu jeito,
levas-me pela mão para o jardim da saudade...



In o blogue O Cheiro da Ilha que recomendo a sua visita.

Porque não deu a comunicação social a devida atenção a esta conferência!?






Talvez se fosse uma Convenção do Beato em que estivessem presentes meia dúzia de badamecos de empresários, que em nada representam a sociedade, a comunicação social estivesse la do inicio ao fim para publicar as suas grandes orientações para a sociedade portuguesa, que no fundo, não respondem às aspirações dos portugueses! Haja seriedade no trabalho jornalístico e tratamento de reportagens com isenção!!

terça-feira, novembro 20, 2007

Benvindo Chavez!!!

domingo, novembro 18, 2007

Veja-se a lógica...

O dirigente nacional do PS Augusto Santos Silva admitiu que a política do Governo foi desfavorável para a Função Pública, o que condicionou o resultado das autárquicas, mas prometeu a diminuição da pressão em 2008, informa a agência Lusa.

«Tivemos uma queda [nas sondagens] quando fizemos todas as maldades de 2005 [aos funcionários públicos] e, por isso, perdemos as autárquicas», referiu Santos Silva.

Santos Silva disse ter consciência que «uma parte dos funcionários públicos está muito zangada» com o Governo, mas também sublinhou que muita da contestação pública tem estado a cargo de «60 funcionários do PCP», responsáveis pela «manifestação ambulante» que na zona do Alentejo «anda atrás do primeiro-ministro para todo o lado».

in portugal diario


O PS fez muitas maldades aos funcionários públicos, mas pelos vistos estes até são masoquistas, pois só os afectos ao PCP se manifestam! Só é cego quem não quer ver...

domingo, novembro 11, 2007

A reacção à Chavez...


Hugo Chavez voltou a reagir às palavras que lhe dirigiu o Rei durante o encerramento de la XVII Cimeira Ibero-Americana, "¿por qué no te callas?", durante uma conversa com jornalistas transmitida pela televisão estatal. O presidente venezuelano assegurou com o humor que o caracteriza que lhe disseram que "al Rey lo tuvieron que agarrar y se puso muy bravo, como un toro... yo no soy muy torero, pero olé".

A arrogância prepotente do rei espanhol




por Carlos Aznárez [*]

"Já acabou a época dos vice-reis", terão pensado os chefes de Estado da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, de Cuba e do Equador, quando no âmbito da XVII Cimeira Ibero-americana tiveram de ouvir as palavras raivosas do Bourbon espanhol, Juan Carlos, a recriminar o chefe revolucionário Hugo Chávez por ter tido a "ousadia" de chamar fascista ao ex-mandatário José Maria Aznar. As verdades foram doridas para a delegação espanhola, sobretudo quando Chávez destacou cada um dos actos cometidos pelo governo Aznar no apoio ao golpe de Estado de Abril de 2002 na Venezuela.

O fascista Aznar teve dois defensores de luxo: primeiro o "socialista" Zapatero e a seguir o monarca espanhol, o qual exigiu ao chefe bolivariano que calasse a boca e não agredisse o seu compatriota e irmão de ideias no que se refere ao fascismo. Zapatero, refutando Chávez, pediu respeito para com Aznar porque "fora eleito com o voto dos espanhóis".

Mas faltava algo para que os ouvidos do novo colonialismo espanhol se irritassem ainda mais. Entrou o nicaraguense Daniel Ortega, que falando em nome do seu povo (e de todos os povos que lutam contra o colonialismo e o imperialismo) contou a história nefasta da empresa espanhola Unión Fenosa na sua actuação na Nicarágua. Chamou-os de mafiosos, de imperialistas e de provocadores que crêem, disse Ortega, que o povo da Nicarágua é seu súbdito.

Valia a pena ver a cara de Moratinos, Zapatero e do próprio Bourbon quando Ortega lhes dizia estas verdades. E naturalmente o Bourbon optou por retirar-se em meio a urgentes consultas da delegação espanhola. Zapatero e Moratinos ficaram, mas a resmungar. Ortega não se calou e, na parte final do seu discurso (que recordava aqueles tempos gloriosos quando no comando da FSLN falava às massas vermelho-negras do seu país), saiu em defesa aberta de Hugo Chávez.

Finalmente, chegou a dignidade de Cuba, na voz do vice-presidente Carlos Lage, que rompeu uma lança em favor de Chávez e de forma muito clara respondeu a um Zapatero cada vez mais incomodado que "não basta que um povo o eleja para que um mandatário seja alguém respeitável". E ascrescentou: "Bush foi eleito e é o assassino do povo iraquiano e eu não lhe tenho nenhum respeito".

Quem quiser ouvir que ouça: os povos da América Latina já não podem ser avassalados nem por ianques nem por bourbons. Com essa arrogância que os caracteriza, estes defensores das transnacionais que esfaimaram a nossa gente (que outra coisa é a Repsol, Telefónica, Union Fenosa, Endesa e outras semelhantes) tentaram fazer calar mas não conseguiram os chefes revolucionários que hoje lhes falam na cara em nome dos seus povos. Por isso tiveram que optar (como no caso do Bourbon) por retirar-se.

Em boa hora, pois NÃO OS QUEREMOS E DEVEM SABÊ-LO.

Acabou-se a época dos vice-reinados (apesar de alguns ainda continuarem em genuflexão) e é a hora dos povos. Daí a dignidade de Chávez, de Evo, de Ortega, de Correa, de Lage, advertindo aos poderosos e aos colonizadores que a América Latina não quer saber mais das suas propostas neoliberais e imperialistas.

[*] Editor de Resumen Latinoamericano.

O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , Nº 950


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

sexta-feira, novembro 09, 2007

90.º Aniversário


segunda-feira, novembro 05, 2007

Morte completa





Estou morto por dentro

Vivo por fora,

sinto...

Sinto a dor

palpitar no meu interior

Penso...

talvez seja melhor

também ter uma morte exterior...

Parede de Revolucionários


Parede algures na Glória do Ribatejo, retirada do blogue http://bichodoentrudo.blogspot.com/





sábado, novembro 03, 2007

Foice...

Símbolo histórico do trabalho no campo...

sexta-feira, novembro 02, 2007

Prisão em mim...


Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.


Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?


Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.


Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.



Fernando Pessoa

domingo, outubro 28, 2007

Uma adivinha...

O presidente A propõe uma nova Constituição e submete-a à votação do seu povo. O presidente B também propõe uma Constituição. Quando uma parte do povo diz não, cessa a votação. Um pouco mais tarde, esta mesma Constituição é imposta — mas sem votação. Qual dos dois é o democrata? Erraram todos. O primeiro presidente chama-se Chávez e portanto é um populista e um ditador. O segundo presidente chama-se Sarkozy e União Europeia e portanto estes são democratas. Viva a democracia! A adivinha é de Michel Collon .

Eu não diria melhor!


"Mesmo que me dê decepções o comunismo é uma convicção"

José Saramago

in Diário de Notícias

quinta-feira, outubro 25, 2007

De olhos no futuro...


sábado, outubro 13, 2007

Nobel da Literatura 2007

Doris Lessing



Britânica nascida na Pérsia (hoje Irão) e crescida na Rodésia (hoje Zimbabwe), autodidacta (abandonou a escola aos 15 anos), duas vezes casada, duas vezes divorciada, três vezes mãe, persona non grata para o apartheid da África do Sul, Doris Lessing viveu intensamente o seu tempo - colonialismo e pós-colonialismo, comunismo e pós-comunismo, a revolução sexual e os direitos das mulheres, o fascínio pela ciência e o regresso à história -, e transportou-o para tudo o que escreveu, uma observação do fundo humano na relação com o outro, o diferente.Viveu uma infância "infernalmente solitária" na Rodésia. Casou aos 20 anos para escapar, e depois escapou ao casamento (e a dois filhos). Voltou a casar com um Lessing, comunista, como ela, e deixou-o ainda antes de deixar o partido. Em 1949, aos 30 anos, mudou-se para Londres com o terceiro filho, um manuscrito e nenhum marido. Era uma rapariga do mato africano. Sabia montar capoeiras, caçar bichos, pesquisar ouro. Fugira da escola, lera por si, ia ser escritora.


In Jornal Público


Aos 87 anos, Doris Lessing foi premiada com o Nobel da Literatura

sexta-feira, outubro 12, 2007

40 anos depois da sua morte!


"Quem te abateu perdeu a guerra santa da liberdade. Fez brilhar na manhã do mundo inteiro um sol de redentora claridade: o teu rosto de Cristo guerrilheiro."



Miguel Torga

domingo, outubro 07, 2007

Desespero

Namoro, Almada Negreiros



Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.

Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.

Não fui eu que te quis. E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu

A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero.



Ary dos Santos

terça-feira, setembro 18, 2007

Boné de Fidel torna-se moda...


O Boné verde azeitona com a estrela vermelha sempre foi um ícone relacionado com o comandante en jefe Fidel Castro. Embora ultimamente o presidente tenha aparecido sem o ostentar, a verdade é que o seu boné virou moda em Cuba. Até então eram os acessórios de Che Guevara que lideravam em popularidade, porém, o boné de Fidel impôs-se como moda no país da REVOLUÇÃO.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Bush dá uma mãozinha a Sócrates...

Foto André Kosters/Lusa

José Sócrates, o apregoador da esquerda moderna, de visita aos EUA resolveu explicar, em jeito de lambe botas, a Bush as grandes reformas que tem implementado em Portugal, como que pedindo a anuência às suas políticas. E não é que a obteve!! O intelegentíssimo presidente da permitida superpotência mundial, compreendeu a orientação política e deu os seus parabéns pelo rumo da esquerda moderna do PS. Daqui também lhe dou os meus parabéns Sr.º José Sócrates, com apoios como o de Bush e Sarkozy nem será preciso dizer mais nada!