
Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

1. A Festa do «Avante!» será um momento privilegiado da apresentação e divulgação das posições e propostas do PCP sobre as grandes questões que marcam a actualidade política nacional e internacional que se projectarão nesses três dias para os milhares de visitantes da festa e para o país. Dos muitos elementos que integram a intervenção politica do PCP nesta Festa, todos eles convergem na afirmação da ideia que o nosso país não está condenado a este rumo de injustiça e declínio nacional, que há outro caminho, que Portugal tem Futuro. Desta forma, estará presente no Pavilhão Central da Festa, uma grande exposição que se intitula, Com o PCP, por um Portugal com futuro.
O momento de abertura da Festa e o grande comício que terá lugar pelas 18 horas de Domingo, que contarão com a participação do Secretário-geral do PCP - Jerónimo de Sousa, serão palco para a apresentação das principais linhas de resposta, acção e intervenção política do PCP para os próximos meses.
2. Entre outros, três temas irão marcar a intervenção política do PCP na 31ª Edição da Festa do Avante.
A violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores que visa, por via das alterações que o Governo PS prepara na legislação de trabalho, a facilitação dos despedimentos sem justa causa, a desregulamentação de horários de trabalho, o ataque às remunerações e graves limitações à intervenção sindical, instalar a lei a selva nas relações laborais, naquilo que se confirma como uma autêntica declaração de guerra aos trabalhadores deste país.
A denúncia da tentativa de imposição do essencial do conteúdo da "Constituição" já rejeitada em 2005 sem a realização da auscultação no plano nacional de cada um dos países que integram a UE. Numa altura em que Portugal assume particulares responsabilidades assumindo a presidência do Conselho Europeu, as grandes potências e os grandes grupos económicos e financeiros - com a cumplicidade do Governo PS - procuram impor um novo salto qualitativo na integração capitalista europeia, reforçando e institucionalizando o federalismo, o neoliberalismo e o militarismo através da aprovação, sem consulta aos Povos, de um novo tratado dito reformador.
A realização da Conferência Nacional do Partido sobre questões económicas e sociais que, sob o lema " Outro Rumo. Nova política ao serviço do Povo e do país", como um importante momento de afirmação das propostas do PCP para a necessária ruptura democrática e de esquerda que o país precisa. Propostas que no plano económico e social, comportam a valorização dos direitos dos trabalhadores, a defesa dos serviços públicos e de uma outra intervenção do Estado na Economia, a defesa e valorização do nosso aparelho produtivo, o combate aos déficits estruturais da nossa economia e uma política económica assente na soberania e independência nacional.
3. Cerca de 50 Debates preenchem os três dias da Festa do «Avante!»
Na linha das anteriores edições, na Festa do "Avante!" terá também lugar, um importante conjunto de debates e a apresentação de vários livros, entre os quais, "85 Momentos de vida e luta do PCP", por onde passará a discussão, a reflexão, a análise e a denúncia nomeadamente sobre a política de direita do Governo PS, a União Europeia e as várias questões internacionais que marcam o nosso tempo, assim como, os aspectos sobre o reforço do PCP e do seu papel junto dos trabalhadores.
Nos cerca de 50 debates que se realizarão durante os três dias da Festa, abrangendo temas como o desemprego, a ofensiva contra o regime democrático, direitos das mulheres, desporto adaptado, imigração, os grupos económicos, transportes terrestres ou exploração digital de direitos, destacam-se os que se inserem na preparação da Conferência Nacional do PCP Sobre Questões Económicas e Sociais a realizar no próximo mês de Novembro.
A Revista Programa da Festa, que será apresentada até à Festa, dará uma informação mais detalhada sobre este conjunto de debates, em que participarão membros da Comissão Política e do Secretariado do PCP, deputados na Assembleia da República e Parlamento Europeu, militantes que integram diferentes Grupos de Trabalho do PCP em áreas especializadas, assim como diversas personalidades da sociedade portuguesa. Do vasto conjunto de debates que se irão realizar destacamos os seguintes:

Por Joaquín Oramas
De novo, milhões de cubanos foram convocados para eleições, cujos candidatos elegerão, por seu próprio direito, outros escolhidos por eles próprios, exercendo um poder que cabe ao povo, do qual muitos carecem e cujos governos apregoam que são exemplo de democracia.
Como noutras ocasiões, os fascistas que controlam o poder nos Estados Unidos e seus aliados, a máfia de Miami, implementam campanhas de desinformação sobre o processo eleitoral cubano, tendo por objectivo confundir aqueles que ignoram a realidade política, social e económica da Ilha. Daí que não repitamos o provérbio de "chover no molhado", se lembrarmos como se realiza o processo eleitoral em Cuba.
As pessoas que vão ser eleitas não são propostas por serem as que mais dinheiro têm ou mais recursos para comprar votos, pagar anúncios na televisão, na rádio, na imprensa escrita, na internet e imprimir cartazes com a suas imagens em campanhas proselitistas. Também não são escolhidas por nenhum aparelho político a serviço de nenhum grupo privilegiado. Todos os candidatos são cidadãos com prestígio na comunidade, que o próprio povo propõe e escolhe em assembleias públicas nas circunscrições. Nas mais das 14 mil circunscrições de todo o país, funcionam por volta de 25 mil colégios eleitorais, onde se mostra a lista de eleitores, bem como as biografias e fotos dos candidatos para decidir quem eleger. Da mesma maneira, colocam-se em estabelecimentos públicos, poucos dias depois de se realizar a eleição na circunscrição.
As biografias destacam as qualidades, prestígio e nível de instrução dos candidatos. Os candidatos não podem fazer promessas aos eleitores nem induzi-los a votarem neles.
"Eleições sem politiqueiros"
No processo eleitoral da Ilha não existe o espectáculo de colocar a imagem de politiqueiros em paredes e colunas de prédios prometendo demagogicamente coisas nas quais nem eles próprios acreditam. Também não se faz trabalho de propaganda do género nos meios de difusão. As propagandas sobre as eleições em Cuba exortam os eleitores a nomear e eleger os melhores e mais capazes, sem mencionar os nomes dos candidatos. Os eleitos, quer sejam delegados de circunscrições, membros de câmaras municipais e provinciais e deputados da Assembleia Nacional, cumprem suas funções sem cobrar um só centavo.
Isso quer dizer que não passam a ser profissionais do Parlamento, pois continuam fazendo seu trabalho habitual, pelo qual recebem o salário correspondente. Entre eles, professores, médicos e outros trabalhadores das ciências, operários qualificados, intelectuais, membros das Forças Armadas Revolucionarias e do Ministério do Interior, camponeses, advogados, membros das organizações de massas, que figuram entre os eleitos nas eleições na Ilha.
Em Cuba, tem direito ao voto pessoas com 16 anos de idade em diante e quando elas têm essa idade são inscritas imediatamente, o que se realiza a partir do Registo Civil onde estão inscritos todos os cidadãos. A votação é voluntária, livre e secreta. Não existe lei que obrigue os eleitores a votarem.
Em cada eleição realizada, mais de 90% do eleitorado foi às urnas. A contagem dos votos é feita publicamente ao concluir o horário de votação pelos membros da mesa eleitoral e na presença dos eleitores que vão voluntariamente ao lugar para verificarem a transparência da contagem. Não se sabe de caso algum de roubo de urnas, fraude ou ocupação de colégios eleitorais por forças militares para beneficiar o regime, como acontece em muitos países. Em Cuba, as urnas são custodiadas pelas crianças, sendo assim apagada a imagem dos militares com armas em cada colégio eleitoral, quem com sua presença, em lugar de cuidarem a ordem pública, ameaçavam os eleitores.
Também não há casos de cidadãos exigindo seu direito de votar, como acontece nos Estados Unidos, onde são excluídos milhares de votantes negros e hispânicos por meio de subterfúgios legais. Nem vergonhosas fraudes ao estilo do estado da Flórida, quando das primeiras eleições presidenciais de Bush. Nem o espectáculo de troca de cédulas eleitorais por comida ou dinheiro, como aconteceu na recente farsa eleitoral no Iraque encenada pelos agressores e ocupantes americanos, a fim de imporem um governo fantoche.
A maior preocupação dos eleitores cubanos na hora da votação é analisar em sua circunscrição quais dos candidatos possuem as melhores qualidades para enfrentarem os problemas que a população coloca. Não é uma eleição definitiva, pois os delegados ou outro membro qualquer em nível municipal, provincial ou nacional, podem ser revogados antes de cumprirem o mandato, se não cumprirem as responsabilidades que assumem ao serem eleitos.
Entre os delegados de circunscrições eleitos pela votação directa da população, são eleitos os candidatos às câmaras municipais, bem como às provinciais. Os deputados da Assembleia Nacional (Parlamento) são escolhidos, tendo em consideração os membros das provinciais. Inserem-se nelas outras representações de importantes sectores científicos, administrativos, camponeses, intelectuais, organizações de massas propostas por organizações sociais e instituições.
Cabe à Assembleia Nacional eleger entre os seus deputados, os membros do Conselho de Estado e este, o presidente.
É bom salientar que o Partido Comunista de Cuba não candidata nem escolhe os candidatos. E seus membros, como cidadãos, exercem o direito ao voto e integram as mesas eleitorais se lhes for pedido.
De jeito nenhum, cidadãos com laços familiares ou que convivam com algum dos candidatos a serem eleitos na circunscrição poderão fazer parte de uma mesa eleitoral. Além disso, nenhum colégio eleitoral, comissões de circunscrição e demais trabalhos relativos ao sufrágio, poderão funcionar num imóvel que seja propriedade de algum dos nomeados. São valores éticos que contribuem para a transparência das eleições.
*É jornalista do jornal Granma
Fonte: Granma Internacional




Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço. A estada em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie, que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país. No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão. A coragem será uma das principais marcas de Annie, que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.
Esta quinta-feira, fui ver esta peça de teatro, não só pelo tema da mesma mas também porque, entretanto, soube que tinha música Cubana tocada ao vivo. Se com as expectativas altas entrei com elas preenchidas saí! A encenação é mágnifica, a representação soberba, a música fenomenal e a História tocante, envolvente e emocionante, ainda para mais para quem se identifica ideológicamente com a Annie. Queria também realçar a parte em que a actriz Ana Brandão canta a solo, para essa parte só tenho uma palavra ARREPIANTE...
Vale a pena ir ver, pena que o teatro em Portugal seja tão caro, felizmente, ainda existem algumas promoções.
| Três grupos privados e a União das Misericórdias Portuguesas são as entidades privadas e da rede social que já puseram em marcha um ambicioso programa de abertura de unidades de saúde que pretendem ocupar o vazio deixado pelo Estado ao fechar urgências, centros de atendimento permanente e maternidades. |
Ontem foram mais de 100 mil os manifestantes nas ruas de Lisboa, quer do sector privado, assim como do sector público. Eu estive junto com os manifestantes do sector privado e tendo em conta o seu número, apercebi-me de que aquela era uma manifestação como nenhuma outra antes vista. Perante o que assisti, só alguém muito cabeçudo e autista ficará indiferente àquela demonstração de descontentamento, quer para com as políticas laborais, assim como para com as restantes políticas deste Governo, como a da saúde.
Nunca votei em tal programa, porque nunca acreditei na sua isenção, nem tão pouco na sua capacidade de nos representar o Grande Português. Quando soube quem eram os 10 eleitos por quem votou, fiquei espantado com a presença entre aqueles de Álvaro Cunhal. Não me surpreendeu tanto a figura de Salazar, pois a polémica criada em torno do seu nome durante a eleição levaria certamente a tal resultado, tanto mais que, apesar de fingirmos não existirem, os fascistas continuam a fazer política de forma impune neste nosso país, inclusive, nos partidos da direita representados no parlamento nacional! Afinal Álvaro Cunhal estava entre os eleitos sem qualquer legitimidade, segundo os importantes intelectuais deste nosso país, que imediatamente o compararam a Salazar, embora no extremo oposto. Devo contudo reconhecer que me terei enganado relativamente ao programa, pois apesar de achar um absurdo tentar encontrar um Grande Português entre tantos que já existiram e num país com mais de 500 anos de história, a verdade é que o programa tem contribuído para a discussão entre os portugueses pelo menos de partes da História desta Nação. Apesar disso, nesta fase já votei e como é óbvio o meu voto foi para Álvaro Cunhal, não apenas por ser Comunista, mas pelas razões que resolvi aqui explanar. Ouve-se muita lamentação por não existirem artistas nos 10 mais, negligenciando a obra artística de Álvaro Cunhal, enquanto desenhador. Fala-se apenas de Cunhal como o político, forma como é referenciando pelo concurso, que lutou contra a ditadura fascista. É óbvio que essa é a faceta mais conhecida de Cunhal, porém, um Homem não se pode avaliar apenas por uma parte das suas acções, mas pelo conjunto delas que constituem a sua vida.
Álvaro Cunhal nasceu numa família da classe média-alta, não passavam grandes dificuldades ao contrário da maioria dos portugueses da altura. Como muitos outros, Cunhal poderia ter-se preocupado só consigo e ter vivido uma vida rica, sem que tivesse que passar por muito do que passou. No entanto, vendo o Povo a sofrer perante o poder opressivo de uma ditadura que de dia para dia prejudicava o futuro do país, Álvaro Cunhal optou por enfrentar esse poder afim de dar condições mais dignas ao Povo português. Para isso alinhou pela ideologia Comunista que até ao fim da sua vida defendeu coerentemente, acreditando no Socialismo. É então que Cunhal mostra toda a sua grandiosidade enquanto Homem e entra na dura vida da clandestinidade, quando poderia, como já afirmámos, viver em condições inacessíveis à larga maioria da população. Inconformado com a situação no país em que vivia e hipotecando anos da sua vida ele opôs-se à ditadura de Salazar. Foi graças à sua acção enquanto militante Comunista, que o regime foi enfraquecendo. Foi Ele quem organizou o Partido Comunista e o dotou duma máquina capaz de fazer abalar o poder instalado e foi por causa da sua acção e do seu reconhecimento entre os opositores ao regime, que este o perseguiu impiedosamente. Esteve preso vários anos e nem isso o fez perder a convicção de que só com uma luta organizada o Fascismo poderia cair. Lutou dentro do Partido contra uma facção que cria que o regime estava caduco e que o Partido apenas devia esperar que a ditadura por si só se desmoronasse, era a teoria da inacção, quando nada disto se fazia prever! Foi Cunhal que então apelou a acção do Partido, junto com os operários, os trabalhadores agrícolas e o restante Povo, tornando o Partido Comunista no Partido do Povo português, o único que fazia frente a um poder olhado como implacável. Muita gente afirmará, Pois mas isso foi o que ele fez pelo Partido Comunista e isso apenas é importante para os seus militantes! Nada mais errado, não fosse a grande importância da acção dos militantes do PC na luta contra a ditadura de Salazar e porventura a Revolução não teria ocorrido tão cedo. Foi o desgaste provocado pelo Partido Comunista organizado que permitiu alertar o Povo para a necessidade de uma mudança política. Porém, e como foi referido atrás, Álvaro Cunhal não foi só o politico clandestino – antes do 25 de Abril – e o político depois do 25 de Abril, mas foi também o artista, o escritor, o historiador e o grande intelectual. Apesar de preso, Álvaro nunca parou de aprender e juntamente com outros seus Camaradas, Cunhal estudou a Revolução do Mestre d’ Aviz, considerada pelos Comunistas Portugueses como a primeira Revolução
Muito se fala do Humanismo de Aristides Sousa Mendes, mas a verdade, e não menosprezando o seu feito, é que Cunhal ao contribuir activamente para o fim da Ditadura e apelando simultaneamente para o fim da Guerra colonial terá também contribuído humanamente para a poupança de milhares de vidas humanas, porventura muitas mais do que aquelas que são atribuídas a Aristides de Sousa Mendes.
Muita gente tenta compará-lo a Salazar, afirmando que se tratava de um ditador embora de esquerda, são estes aqueles que ainda há bem pouco tempo diziam que os Comunistas comiam crianças ao pequeno-almoço. É óbvio que Cunhal terá defeitos, mas os seus defeitos confundem-se com o maior “defeito” do Partido Comunista Português. Ou seja, Álvaro preferia continuar a “apoiar” o pior dos países Comunistas, que se sabia aplicar más políticas sociais, do que lhe retirar o apoio sendo esta atitude um ponto a favor do pior dos seus inimigos, os EUA. Este, para quem não compreende, até porque é de difícil explicação, torna-se num ditador apenas porque prefere apoiar o pior dos seus amigos do que o pior dos seus inimigos. É um problema que os Comunistas sempre tiveram e sempre irão ter enquanto os seus inimigos aproveitarem essa ideia como arma política. Tem-se falado também da falta de luto por Salazar, mas o que me apercebi é que o Povo português já afastou o preconceito do comunismo como algo de mau, enquanto os docentes universitários deste país continuam, ridiculamente, a sofrerem de um anti-comunismo primário e a preverem que Cunhal seria um Ditador caso tivesse chegado ao poder!
Os Reis nasceram com essa condição que se lhes conhece, os nobres igualmente, Cunhal não, Cunhal nasceu com uma condição diferente daquela que adquiriu e teve a coragem de abdicar de uma vida normal para se pôr ao lado do Povo oprimido.
Votar em cunhal é votar num dos portugueses mais completos de sempre, é votar num homem idóneo e integro, num homem corajoso. É votar acima de tudo no próprio povo português. Quem não é o maior português de sempre senão o próprio Povo?! Votar em Cunhal é votar em todos os que contribuíram para a Revolução e que não sobreviveram para desfrutar da Liberdade, é votar no operário, no pescador, no trabalhador rural, enfim... é votar nos Trabalhadores.
Votei em Álvaro Cunhal porque falei com ele e tenho orgulho em um dia ter contactado de perto com um dos maiores Portugueses de sempre. Muito se diz sobre o Álvaro, mas o que me apercebi do meu breve contacto com ele é que o Álvaro era imponente intelectualmente, mas muito humano, acessível e afável, contudo, era essa sua imponência que criava constrangimento em quem com ele comunicava, pelo menos a mim criou.
Álvaro Cunhal foi sem dúvida o último grande Príncipe da Europa e deixou o Partido Comunista Português como o maior Partido Comunista da Europa, para além do legado de Liberdade e Igualdade ao Povo Português.

Estou feliz com a vitória do SIM no referendo, que acaba com anos de omissão política e legislativa de um problema que sempre afectou as mulheres portuguesas, principalmente as mais pobres. Porém, continuo a sentir-me indignado com a falta de coragem política do Partido Socialista e do seu Governo, que escondidos atrás do “pressuposto” da coerência política de terem prometido um referendo, realizaram-no gastando com isso cerca de 10 milhões de euros – 2 milhões de contos – num país que segundo os próprios tem grandes dificuldades económicas, razão que invocam para as políticas económicas e sociais que vão aplicando. Daqui depreendo que o argumento é falso, pois afinal temos 10 milhões de euros para fazer um referendo, sobre uma matéria que deveria ser tratada na Assembleia da República com base na maioria de esquerda eleita pelo povo nas eleições legislativas. Para além disso se a justificação é a coerência política, então que tivessem sido coerentes quando foram eleitos com a promessa de não aumentar os impostos e o fizeram logo que foram investidos no poder. Nessa altura tivessem feito também um referendo popular para decidir se o Povo queria que se aumentasse os impostos, ao contrário daquilo que prometeram ao mesmo.
Mas afinal dos 10 milhões de euros ainda se aproveitou qualquer coisa... felizmente!
Ontem, dia 8 de Fevereiro, faleceu aos 92 anos, Sérgio Vilarigues, um dos mais destacados dirigentes comunistas em mais de oito décadas e meia de história do PCP, com uma vida dedicada à luta dos trabalhadores e do seu Partido de sempre, pela liberdade, a democracia e o socialismo.
Hugo Teixeira em Portalegre | |
| "Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", garante o cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre). A excomunhão automática atinge ainda "todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros", sublinha, enquanto consulta página a página o Código Canónico. In Diário de Noticias on-line |
"Tudo aquilo que foi privatizado nacionalize-se", defendeu Chávez Susana Salvador | |
| O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, toma hoje posse para um novo mandato, durante o qual promete levar ainda mais longe a sua política de "socialismo do século XXI" - um misto de cristianismo, comunismo e indigenismo. Para já, Chávez anunciou que pretende nacionalizar as empresas de telecomunicações e electricidade, bem como acabar com a autonomia do Banco Central. Estes projectos serão empreendidos após a aprovação, nos próximos dias, da "mãe" de todas as leis revolucionárias, que dará ao Presidente poderes especiais para legislar de forma rápida e sem a aprovação do Congresso. Recorde-se que a Assembleia Nacional é dominada por Chávez, uma vez que a oposição boicotou as últimas legislativas. "Tudo aquilo que foi privatizado, nacionalize-se. Vamos recuperar a propriedade social dos meios estratégicos de produção", disse Chávez na segunda-feira, durante a tomada de posse dos novos ministros. Nas vésperas do início do novo mandato, o Presidente, que venceu as eleições de Dezembro com quase 63% dos votos, empossou 15 novos ministros. A principal alteração foi a substituição do vice-presidente José Vicente Rangel por Jorge Rodríguez, tido como mais radical. "Estamos num momento existencial da vida venezuelana. Vamos a caminho do socialismo e nada nem ninguém poderá evitá-lo", acrescentou Chávez. Entre as empresas que pretende nacionalizar está a Companhia Anónima Nacional Telefones da Venezuela, a maior do país, da qual a Telefónica espanhola detém 6,9% das acções. A principal accionista (28,5%) é contudo a empresa americana Verizon Communications. Outro grupo internacional sediado nos EUA, AES, é o dono da Electricidade de Caracas. Além dos sectores das comunicações e da electricidade, Chávez referiu também a necessidade de "o controlo e domínio" da refinação de crude na região petrolífera de Orinoco passar para mãos do Estado. Actualmente, as refinarias são operadas pelas companhias British Petroleum, Exxon Mobil, ChevronTexaco, ConocoPhillips, a francesa Total e a norueguesa Statoil. Washington mostra-se "muito inquieta". Outra alteração será o controlo estatal do Banco Central. "Não deve ser autónomo, essa é uma tese neo-liberal", afirmou Chávez. Um dos directores do banco, Domingo Maza Zabala, criticou a decisão, dizendo à estação Globovision que "para poder exercer as suas funções, o Banco Central tem de ser autónomo". O anúncio destas alterações provocou ontem uma queda de 10,5% na bolsa venezuelana. in DIARIO DE NOTÍCIAS Ora aqui está como se deve proceder! Isto sim é socialismo. Os sectores estratégicos de produção nas mãos do Estado... |

Após 15 anos da queda da URSS, 56,3% dos russos lamentam a queda do Estado soviético, segundo inquéritos da consultoria Bashkirov e parceiros.
Isto a par das Votações do Partido Comunista Russo, permite perspectivar uma nova Rússia Socialista, basta seguir os exemplos dos países sul-americanos embora com as peculiaridades próprias do Estado em questão e nunca desistir.
· Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?
· Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?
· Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos , que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?
· Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?
A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.
QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA ,
FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.
QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,
PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.
Santana Castilho (Professor Ensino Superior)
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A semana que passou fui sobressaltado pela notícia de que o Camarada Fidel estaria mortalmente doente. A notícia como todas as do mesmo género, sobre pessoas que amamos e admiramos, foi um abalo nas minhas convicções, mas rapidamente fiz por pensar que a situação não seria exactamente como a relatada nas notícias. Imediatamente se viram bandeiras americanas ao lado das bandeiras Cubanas em Miami, orgulhosos Cubanos que através de uma criança – talvez por ser um Ser ainda com uma pureza intocada – expressaram a sua vontade: Permanecer nos EUA mas ir a Cuba abrir um MC’ Donald’s. É esta a liberdade que os cubanos exilados querem para o seu país!? Esta liberdade que se traduz num regresso ao passado, em que as máfias (agora em Miami) reinavam em Cuba com a cumplicidade dos EUA? Foi de uma situação de decadência social e de condições extremamente degradantes a nível laboral que o Homem que neste momento está enfermo – como qualquer ser humano – tirou Cuba. Foi contra uma ditadura de Fulgêncio Baptista, suportada pelos EUA (país que curiosamente apoia os cubanos de Miami) que este Homem lutou e venceu, contra todas as probabilidades e contrariando até os mais cépticos e agora, são alguns saudosos cubanos que tentam rebobinar a fita do filme. Ah... mas já me esquecia, o que esses cubanos e americanos querem é levar a democracia a Cuba! O que é para eles uma Democracia!? Será a democracia dos EUA e as dos países ocidentais em que ganha o que tem mais dinheiro para comprar tempos de antena e espaços nos media ou por vezes até o que é declarado vencedor nem sempre o é na realidade!? É este o tipo de democracia que querem, em que quem governa é quem tem o apoio do capital!? Não consigo perceber a necessidade de impor sistemas políticos aos outros países, nem que seja pela força e contra a vontade das populações. Cuba não é uma democracia à moda ocidental, mas não é por isso que não deixará de ser uma Democracia! Em Cuba todas as pessoas têm capacidade eleitoral activa e passiva, ou seja, todos podem eleger e serem eleitos – não têm que arranjar assinaturas e proporem-se como nas democracias ocidentais! -, o sistema é piramidal e o próprio Fidel é eleito pela Assembleia Nacional. É verdade que há apenas um partido, mas isso não implica que as pessoas não se possam expressar livremente dentro do mesmo, agora colaborar em conspirações organizados pelos EUA, isso é imperdoável! Um conhecido vendedor de políticos, daqueles que criam o político – como se de um produto se tratasse – e o vendem na democracia dos EUA disse uma vez que mesmo que houvessem mais partidos em Cuba e mesmo que a democracia fosse como aquela que os cubanos de Miami preconizam, Fidel ganharia sempre. Se os Cubanos assim o querem porque terão outros que colaborar com um estado terrorista que quer à força contrariar a vontade do Povo!? Isto tudo resulta depois nos tais prisioneiros políticos, capangas dos EUA, que conspiram contra o estado Cubano participando em acções terroristas, é obvio que um país ameaçado comete sempre excessos, mas só dando bons exemplos é que se previnem males maiores. Hugo Chavez – eleito à moda das democracias ocidentais – por pouco que percebia isso tarde demais. Bem, mas esta é outra estória....
Já que muitos dizem que Cuba é uma ditadura, pois bem, fossem todas as democracias como a ditadura Cubana e o mundo certamente seria melhor. Em vez de enviar bombas e soldados para outros países patrocinando guerras em seu próprio proveito, Cuba envia médicos e professores que ajudam as populações dos países mais pobres. É este Estado que ajuda cerca de 60 países com perto de 10.000 médicos espalhados pelo mundo que muitos afirmam ser uma ditadura enquanto que as democracias apenas espalham guerras e dor pelo mundo.
Fidel como ser humano que é está doente, como grande Comandante irá certamente ultrapassar esta pequena batalha. Foi depois de ter pensando sobre tudo isto, que percebi que as especulações não são notícia e que o Comandante está melhor do que muitos quereriam. Para além disso, o que me confortou foi pensar que um Estado com tal humanidade sobreviverá sempre, mesmo sem o seu fundador. Os cães ladram mas a caravana passa...

