Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

sexta-feira, março 06, 2009

the bird and the bee


The Bird and the Bee é um projecto peculiar entre a cantora Inara George e o multi-instrumentista Greg Kurstin. Os dois têm currículos invejáveis. Ela pela sua carreira a solo, enquanto que Kurst produziu artistas como Beck, Flamings Lips, Peaches, Lily Allen, entre outros.
São um grupo pop simpático, uma verdadeira pérola sonora.
Este duo, que é editado pela Blue Note, tem uma sonoridade entre um jazz sumptoso e um pop açucarado, o que resulta num som muito equilibrado e com muito ’swing’. Aconselho a ouvir e a ver o vídeo da Polite dance song .

É o vento

As árvores dobram-se e voltam a si.
Insistem com as unhas ancoradas na terra para não perderem a morada.
Para mais do que isso falta-lhes a força.
Pessoas a apertar casacos no peito.
É sempre aí que apertam, com medo que fujam de lá as memórias penduradas por arames velhos.
Já foram bons, falta-lhes a manutenção.

Arrumam os cabelos no ponto de partida para eles começarem de novo um improviso nervoso.
Os cães ladram uns com os outros, entendem-se como podem.
Há folhas a serem empurradas rua abaixo até adormecerem junto a uma parede, onde lhes acaba a imaginação.
Contentores do lixo tentam fugir às escondidas de quem os vê.
Os semáforos abanam a cabeça a quem lhes pergunta as regras.
Os pássaros arrumam as asas em ponto morto e deixam-se levar para onde não querem.
É o vento a gritar o que pode, a organizar ideias até lhe faltar o ar.
A coreografar a terra com passos largos.E é sempre assim.
Desarruma-se o mundo para depois se orçamentar quanto custa desarrumá-lo no sítio.
Faltarão coisas.
Mas as melhores nunca mudam de lugar.


Bruno Nogueira


Este texto foi retirado, sem a devida autorização, do blogue do
Bruno Nogueira (corpodormente), ao qual presto a devida vénia pela qualidade do texto. Só mostra que o rapaz, além de bom comediante também tem outros dotes...

quinta-feira, março 05, 2009

«Varekai», do Cirque du Soleil, no Parque Tejo a 15 de Maio


O Cirque du Soleil vai estrear a 15 de Maio, no Parque Tejo, em Lisboa, o novo espectáculo «Varekai», escrito e dirigido por Dominic Champagne. A produção presta homenagem «à alma nómada, ao espírito e arte da tradição circense e a todos aqueles que desafiam, com infinita paixão, os longos caminhos que levam a Varekai», segundo o divulgado em comunicado. Combinando o teatro com a acrobacia, o espectáculo apresenta demonstrações de perícia e poder, numa narrativa que acompanha um «jovem rapaz (…) atirado para as profundezas de uma floresta mágica, um mundo habitado por criaturas fantásticas». O programa inclui movimentos de contorção em números como Russian Swings, Slippery Surface e Triple Trapeze.

«Varekai» estreou em 2002 em Montreal, onde se situa a sede do Cirque du Soleil, e já foi apresentado no Canadá, Austrália, EUA e Nova Zelândia, tendo chegado à Europa em 2007.

O espectáculo estará patente de terça-feira a sábado às 21:00 horas. Aos sábados também decorrerão sessões às 17:30. Aos domingos, o espectáculo será apresentado às 16:30 e às 20:30.

Mais informações clique na imagem

O Bom Português!

Aqui está de volta ao mundo, apelidado da blogosfera, um grande amigo, daqueles, talvez improváveis à primeira vista, mas que o destino fez o favor de provocar o encontro. O seu blogue, que servia como suporte aos seus alunos de Português, ganhou uma maior dinâmica e para além de nos ensinar o bom Português, necessário a muita boa gente, divaga sobre outros assuntos sempre interessantes. Uma visita a realizar ao O Bom Português. é o meu conselho, para quem tenha ou não problemas de língua Portuguesa.

quarta-feira, março 04, 2009

Rectificações que convêm ser feitas.

"Quero falar-vos das razões da minha candidatura a primeiro-ministro"

José Sócrates no "Congresso" do PS




Já alguém explicava ao senhor Secretário-Geral do PS que não existem, Constitucionalmente, eleições para Primeiro-Ministro, mas apenas eleições legislativas, com o objectivo de eleger deputados para a Assembleia da República, de onde sairá depois o Governo composto por Ministros e Primeiro-Ministro. A concorrer a Primeiro-Ministro certamente que irá sozinho.

Besancenot


Um jovem carteiro trotskista tornou-se no líder da contestação em França. Aclamado em sondagens como o principal opositor a Sarkozy, fundou há semanas um novo partido anticapitalista, apostado em transformar a revolta em revolução No início da semana passada, Olivier Besancenot fazia a sua primeira aparição pública enquanto "porta-voz" do Novo Partido Anticapitalista para apoiar os protestos nas Antilhas francesas contra o aumento do custo de vida. Entre mais de mil manifestantes concentrados em Paris, o militante trotskista de 34 anos, admirador de Che Guevara e que nunca escondeu a vontade de encabeçar um novo Maio de 68, apelava o país a revoltar-se, "seguindo o exemplo" dos franceses da Guadalupe.

Se até há alguns meses o mesmo discurso limitava-se a confirmar a simpatia dos franceses por este revolucionário com ares de jovem sacristão, desde o estalar da crise financeira internacional, as intervenções do militante de extrema-esquerda têm mais impacto junto da opinião pública do que as dos líderes da oposição socialista.

O discreto carteiro da localidade "burguesa" de Neuilly-sur-Seine, governada durante 18 anos por Nicolas Sarkozy, actual Presidente da República, tornou-se nos últimos meses no principal mensageiro da revolta contra "as derivas da globalização financeira", pronto a devolver ao remetente as reformas "neoliberais" do Presidente conservador.

Depois de a sua candidatura às presidenciais em 2002 e 2007 ter recolhido 4% de votos - os melhores resultados de sempre do seu partido, a Liga Comunista Revolucionária (LCR) - Besancenot conta hoje com o apoio de 10% do eleitorado francês.

Uma popularidade crescente e duplamente incómoda: inquieta, à esquerda, os socialistas tentados pela via liberal, e à direita, os conservadores criticados por descurarem as políticas sociais.

As polémicas em torno de Besancenot, sobre a sua relação com um dirigente de um antigo grupo armado ou sobre a sua proximidade com um alegado grupo de extrema-esquerda acusado de sabotar as linhas de caminho-de-ferro, ilustram o nervosismo do Governo, acusado, no entanto, de beneficiar do "efeito Besancenot" para enfraquecer a oposição socialista, aliás cada vez mais fragmentada por múltiplos conflitos internos.

Ciente da necessidade de renovar a imagem do seu campo político, Besancenot dissolveu em Fevereiro a LCR para dar à luz o Novo Partido Anticapitalista (NPA). A formação que milita por "um socialismo do século XXI" conta já com nove mil militantes, o triplo dos apoiantes da quadragenária LCR.

Mantendo os ideais marxistas, o programa do NPA prevê a proibição dos despedimentos, a criação de um serviço bancário público auto-gerido pelos trabalhadores, o aumento do salário mínimo para 1500 euros e a generalização dos contratos sem termo.

À imagem do militante anti-racista e antiglobalização ao guiador de uma bicicleta dos correios, o partido pretende somar a partir de agora a "esquerda da esquerda" em torno de propostas como a regularização dos imigrantes clandestinos, o realojamento dos sem-abrigo e a aposta nas energias renováveis.

Vinte anos após a queda do muro de Berlim ter aberto as portas à globalização, a cotação das utopias parece ter saído do "vermelho" face ao desmoronamento dos mercados financeiros que se tem registado nos últimos seis meses um pouco por toda a parte.

O homem que quer "radicalizar a democracia" e "pôr fim às injustiças do sistema capitalista", apresenta-se como um jovem dos subúrbios, mais do que como um proletário. Se nos anos 80 se escondia sob o pseudónimo revolucionário de 'Lucien', hoje não rejeita a mediatização, tendo batido em audiência a socialista Ségolène Royal, quando aceitou substituí-la, em Abril, num dos programas mais populares da televisão pública.

A provável candidatura de Besancenot às presidenciais de 2012, onde será um dos rivais do actual Chefe do Estado, Nicolas Sarkozy, arrisca-se a alimentar a longa lista de excepções francesas, depois da vitória da extrema-direita na primeira volta das eleições em 2002, com Jean-Marie Le Pen como candidato, e da incómoda vitória do 'Não' no referendo ao Tratado Europeu em 2005, que teve repercussões muito para lá das fronteiras francesas.

Resta saber se a classe política gaulesa chegará a compreender a mensagem antes de decidir atacar este mensageiro.

in DN

terça-feira, março 03, 2009




Me gustas cuando callas porque estás como ausente,


y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.


Parece que los ojos se te hubieran volado


y parece que un beso te cerrara la boca.


Como todas las cosas están llenas de mi alma


emerges de las cosas, llena del alma mía.


Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,


y te pareces a la palabra melancolía.


Me gustas cuando callas y estás como distante.


Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.


Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:


déjame que me calle con el silencio tuyo.


Déjame que te hable también con tu silencio


claro como una lámpara, simple como un anillo.


Eres como la noche, callada y constelada.


Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.


Me gustas cuando callas porque estás como ausente.


Distante y dolorosa como si hubieras muerto.


Una palabra entonces, una sonrisa bastan.


Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.




Pablo Neruda

segunda-feira, março 02, 2009

Nem sempre as coisas são como no-las mostram!


Relato dos três norte-americanos sequestrados pelas FARC O mundo chorou de alegria quando Ingrid Betancourt foi libertada, após quase sete anos de cativeiro, e a franco-colombiana foi recebida como uma heroína em França. Mas oito meses depois da operação Jaque, o relato de três dos seus antigos companheiros na selva colombiana vem deitar por terra a imagem da mais famosa refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). "Ingrid é uma pessoa que gosta de controlar e manipular" é uma das críticas mais brandas que lhe fazem os norte-americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonçalves (um lusodescendente) no livro Out of Captivity. São 457 páginas, escritas em forma de diário num relato cronológico. Os três foram libertados a 2 de Julho, com Ingrid e mais 11 reféns numa operação arrojada do exército. Stansell é o que vai mais longe ao dizer que a ex-candidata presidencial era "egoísta", por não querer dividir a comida com os outros reféns e colocar a vida dos três em perigo ao dizer às FARC que eles eram da CIA. "Vi como ela tentava apoderar-se do acampamento com uma arrogância desenfreada. Alguns dos guardas tratavam-nos melhor do que ela", afirmou este antigo marine, de 44 anos.

(...)

in DN

domingo, março 01, 2009

Encontro Nacional do PCP sobre as Eleições de 2009




Jerónimo de Sousa, no encerramento do Encontro Nacional do PCP sobre as Eleições de 2009, salientou a necessidade de, «com a nossa iniciativa, a nossa dinâmica de massas e contacto pessoal, trocar as voltas a todos aqueles que querem os portugueses resignados à inevitabilidade das soluções ao jeito dos seus avaros interesses, pondo em marcha uma ampla e vigorosa campanha de esclarecimento que mostre e fundamente a falácia de tais teses e dos reais interesses que encobrem».

Foram mais de 1000 os delegados presentes no encontro.

sábado, fevereiro 28, 2009

Sia Furler

No ano de 2008, poderemos partilhar com Sia Furler a ideia que Some People Have Real Problems (#26 no Billboard 200) e percorrer todos os temas de um álbum fresco, interessante e cativante que a voz dos Zero 7 nos apresenta. O álbum não aposta nas melodias chillout/electrónica que Sia já nos habituou, uma vez que há uma maior instrumentalização e uma viragem para melodias mais pop. Apesar disso, Some People Have Real Problems é considerado o melhor álbum de Sia até ao momento e o sarcástico single The Girl You Lost To Cocaine é a melodia perfeita e agradável para se ouvir ao longo do dia e, à noite, na melhor discoteca, uma vez que a remistura de Stonebridge já levou o single ao Top 20 dos Club Charts na Alemanha. Assim, só falta saber quem é que perdemos, pois perdidos iremos ficar ao ouvir uma das vozes mais peculiares e originais oriundas da terra dos cangurus que consegue, de forma impressionante, atribuir crédito à música pop com a sua reinterpretação de Gimme More, da miss Britney Spears.

( clicar na imagem para ouvir no myspace)


in
Back to Music, Love and Lifestyle

*

* Blogue na Corda Bamba!



sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Tribunal Constitucional dá razão ao PCP Vitória da Festa do Avante!

Não é fácil ler António Lobo Antunes, porém, não poderá ser posta em causa a sua genialidade literária. Li o seu artigo na Visão, no qual anunciava publicamente a sua retirada da literatura pública. Isto porque Lobo Antunes admitiu que irá continuar a escrever, como antes o fazia sem que ninguém soubesse, e irá, depois de ler as obras erigidas, destruí-las junto do pinheiro da casa da família. Irá assistir sozinho às folhas de papel a desaparecerem desfazendo-se em cinzas. Já pensei várias vezes em eliminar este blogue, não queimando-o porque é impossível, mas fazendo-o evaporar-se com um simples clicar num botão. Ainda não o fiz porque o apego a algo que criamos, torna-se semelhante ao apego a um parente e é isto que me faz confusão na atitude publicada por Lobo Antunes. Como é possível alguém dizer com tanta simplicidade e frieza que destrói algo que sai de dentro de si, com a mesma naturalidade com que atira fora um qualquer objecto sem utilidade? Se fosse Saramago eu sentir-me-ia mais triste, mas tudo se reduz a opções.

Penso seguir-lhe o exemplo... calar a minha voz escrita!


O escritor António Lobo Antunes admite que vai deixar de escrever, numa altura em que se aproximam os 30 anos de carreira literária. “...Mais dois anos e calo-me. Calo-me de vez, já chega. Só queria deixar a obra redonda.”, revela numa entrevista publicada hoje pelo "Diário de Notícias".

Lobo Antunes vai publicar o último livro que escreveu, “Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?” e depois deste refere que escreverá apenas mais um para "arredondar" a obra. “Vou publicar este livro que acabei agora e escrever um último livro para arredondar a obra”. Essa é a minha ideia.”, enfatizou o escritor, acrescentando que, “depois, nessa altura, quando sair esse livro que arredonda, que eu penso que me levará dois anos de trabalho, se conseguisse começá-lo este ano, acabam os romances, acabam as crónicas, acaba tudo e não publico mais nada. A minha voz falada ou escrita já não se ouvirá mais”.

Questionado sobre o motivo desta decisão diz: “Porque a obra fica redonda, não faz sentido continuar”. O que fica por saber é a razão pela qual o número redondo dos 30 é diferente do número redondo dos 10 ou dos 40 anos de carreira.

O escritor refere não saber se vai continuar a viver em Lisboa ou se vai para fora do país na altura em que deixar de escrever. “Não sei, nem sei se daqui a dois anos estou vivo. Não sei o que vou fazer. Portugal é a minha terra e cada vez estou mais preso a ela. Se houvesse uma oferta irrecusável...”

Em relação ao novo livro, refere estar bastante satisfeito e confessa: “É um livro óptimo para dar um trabalhão à crítica. Eu queria fazer um romance à maneira clássica, que destruísse todos os romances feitos desse modo.” O escritor revela ainda que já tem um tema para a próxima e última obra, prometendo que vai publicá-la.

in Público

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

The best chippy in Portugal


Eu sempre disse que não gostava de fazer publicidade a nada, mas vou abrir uma excepção para um espaço pertença de um familiar. Upsssss!!! Não deveria ter dito isto... depois de verem o blogue perceberão! Aqui fica o reflexo na internet daquele que é o melhor chippy em Portugal, sem dúvida. Eles parecem loucos mas são boas pessoas.... (basta clicar na imagem).

domingo, fevereiro 22, 2009

Twitter


Para quem gosta de aderir a estas coisas das comunidades, agora há uma nova e cada vez mais utilizada comunidade. Falo do Twitter. Esta ferramenta permite-te dizer o que fazes em cada momento e em Portugal são já 10 mil os seguidores. Apesar da sua limitação (da ferramenta), consegue-se encontrar boas páginas, como é o caso da do Bruno Nogueira. É divertido ler o que o Bruno faz a cada momento.... É verdade que talvez não permita uma exposição visual muito grande, portanto, o número de seguidores apenas será grande se se conseguir ser criativo e puxar pela cabecinha e não pela exposição fotográfica.

sábado, fevereiro 21, 2009

PCP promove pedido de fiscalização do Código de Trabalho


Um grupo de 34 deputados vai entregar no Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização abstracta da constitucionalidade do Código do Trabalho, respondendo afirmativamente a uma proposta avançada pelo PCP. O grupo de 34 deputados integra parlamentares das bancadas do PCP, BE, PEV, PS e PSD. Esta iniciativa levará a que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a conformidade com a Constituição de algumas das mais graves normas do Código do Trabalho.Em simultâneo, também em resposta a uma proposta do PCP, 27 deputados de várias bancadas subscreveram outros dois pedidos de fiscalização abstracta da constitucionalidade, designadamente sobre a Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações e sobre a Lei da Aposentação, relativas aos trabalhadores da administração pública.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Blogue


Na distribuição de pastas, Ricardo Araújo Pereira escolhe o Ministério da Ciência e Tecnologia, João Miguel Tavares escolhe a pasta do ministro da Presidência para poder dar conselhos a José Sócrates. Pedro Mexia escolheu a pasta dos Negócios Estrangeiros. Está reunido o Governo Sombra!

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Doi-me o Mundo de pensar. Estranho não é pensar, mas doer o Mundo de pensar. O que não é o Mundo senão o Eu? Todos pensamos no Eu e pouco no Nós. O Mundo passou a ser egoísta e ensimesmado, fechado numa redoma de vidro e pensando apenas em Eu. Como se o Mundo não fosse uma soma, multiplicação e subtracção de Eus. O Eu é apenas um átomo, uma partícula que compõe o Nós, o Mundo. Não deveria ser normal doer o Mundo por se pensar, mas doer a cabeça por se pensar neste mundo...

«Maradona by Kusturica»: o perfil do campeão

O ex-astro do futebol mundial Diego Maradona esteve em Cannes no dia 10 para promover um documentário sobre a sua vida. «Maradona by Kusturica» permitiu ao realizador Emir Kusturica expressar a sua admiração pela lenda do desporto, noticia a Reuters.

«Hoje em dia, quando a popularidade é projectada através do futebol como um desporto supremo no mundo, ele fica habilitado a tornar-se num Deus», afirmou Kusturica na conferência de imprensa.

Kusturica, duas vezes vencedor da Palma de Ouro, começou a fazer o documentário «Maradona» em 2005, quando o antigo campeão do Mundo estava a lutar contra problemas de saúde e contra os efeitos do consumo de drogas.

«Não era muito difícil falar disso. O que é interessa é que sobrevivi para falar sobre o assunto», assumiu El Pibe.

«Não somos obrigados a pensar como os Americanos»

O documentário incide muito pouco sobre a carreira futebolística de Maradona, focando-se com frequência no realizador, que na apresentação do filme é apresentado como «o Maradona do cinema».

Maradonna aparece no filme a denunciar George W. Bush, sentado ao lado de Fidel Castro, à mesa com a família de Kusturica e ainda em protestos anti-globalização.

«Não somos obrigados a pensar como os americanos. Temos o direito de pensar, falar e de nos expressarmos. Todos temos o direito à liberdade», afirmou o craque.

A auto-proclamada Igreja de Maradona, onde são celebrados casamentos e serviços pseudo-religiosos, é mostrada no documentário assim como a multidão de Nápoles, cidade onde atingiu os seus maiores sucessos, que aplaude o craque quando este chega

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Dizemos

Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais difícil operação das aritméticas humanas, dizemos aos abúlicos, Querer é poder, como se as realidades bestiais do mundo não se divertissem a inverter todos os dias a posição relativa dos verbos, dizemos aos indecisos, Começar pelo princípio, como se esse princípio fosse a ponta sempre visível de um fio mal enrolado que bastasse puxar e ir puxando até chegarmos à outra ponta, a do fim, e como se, entre a primeira e a segunda, tivéssemos tido nas mãos uma linha lisa e contínua em que não havia sido preciso desfazer nós nem desenredar emanharados, coisa impossível de acontecer na vida dos novelos, e, se uma outra frase de efeito é permitida, nos novelos da vida.

In O Caderno de Saramago

Chavez ganhou, todos nós ganhámos Comunicado de imprensa da Delegação


Neste domingo, 15 de Agosto, o povo da Venezuela tomou a decisão histórica de dizer NÃO à revogação do Presidente Hugo Chavez Frias, e, ao invés, reafirmou inequivocamente o seu mandato e as políticas do seu governo. Expressamos a nossa mais profunda satisfação e felicidade por esta clara expressão do NÃO ao neoliberalismo, do NÃO à mercantilização de tudo, do NÃO à intervenção estrangeira, do NÃO à desestabilização da Venezuela e do NÃO ao ALCA.

Esta vitória na Venezuela é uma vitória dos povos de todo o mundo; deverá ser atribuída principalmente às reformas políticas e sociais levadas a cabo por este governo com a participação real da população. O resultado do referendo deve-se à capacidade de combinar justiça social e respeito pelas liberdades cívicas e os direitos humanos. Deve-se também à vontade política de usar a riqueza do país para o bem-estar de todos os venezuelanos, e aos esforços do governo para construir um mundo mais pacífico com uma integração baseada em relações mais igualitárias entre países.

O muito alto nível de participação nesta eleição é significativo e constitui para nós, europeus, um contraste cruel com o muito baixo nível de participação nas eleições europeias, e é provavelmente imputável às claras escolhas políticas feitas pelo Projecto Bolivariano na construção de alternativas ao neoliberalismo e na construção de pontes entre instituições e participação popular.

Apelamos a todos os sectores da oposição para respeitarem os resultados tornados públicos pela mais alta autoridade eleitoral da Venezuela, deixando para trás quaisquer tentativas de desestabilização do governo e respondendo positivamente aos apelos para o diálogo feitos pelo governo.

• Vittorio Agnoletto, Itália, deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL), ex-coordenador do Fórum Social Europeu de Génova e ex-membro do Conselho Internacional para o Fórum Social Mundial de Porto Alegre • Josy Dubié, Bélgica, membro do partido ECOLO, ex-presidente do Comité de Justiça no Senado • Sahra Wagenknecht, Alemanha, deputada ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Jaromir Kohicek, República Checa, deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Sfia Bouarfa, Bélgica, senadora do Partido Socialista (PS), presidente do Comité Bélgica-Venezuela do IPU • Athanassios Pafilis, Grécia, deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Jean Cornil, Bélgica, senador do Partido Socialista (PS) • Ilda Figueiredo, Portugal, deputada ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Isaura Navarro Casillas, Espanha, deputada do Parlamento Nacional pela Esquerda Unida • Giusto Catania, Itália (Sicília), deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL)


in PCP

VALOR: 108 milhões de euros

























Jackson Pollock, n.º5

domingo, fevereiro 15, 2009

Em nome do Trabalho

Vigília pelo Emprego e de Solidariedade junto Câmara Municipal de Santa Maria da Feira JOAO ABREU MIRANDA/LUSA





Santa Maria da Feira, 14 Fev (Lusa) - Jerónimo de Sousa defende que o Código de Trabalho deveria impedir as grandes empresas que receberam apoios do Estado -- como "é o caso dos patrocínios obscenos aos amorins e aos belmiros" - de usarem a crise como "desculpa" para despedir.

Num comício realizado hoje em Lourosa, concelho de Santa Maria da Feira, o secretário-geral do PCP defendeu que os grandes grupos empresariais, "com condições financeiras para aguentarem os efeitos da diminuição da procura", não deveriam poder usar a crise "como engodo para se verem livres dos trabalhadores".

O líder comunista referia-se aos despedimentos colectivos que se vêm verificando no distrito de Aveiro, em empresas como a Amorim, Suberus, Eccolet, Cifial, Granorte e Aerosoles (todas sedeadas no município da Feira, com excepção para a última, instalada no concelho de Ovar).

No caso da Corticeira Amorim, Jerónimo de Sousa rejeita que o despedimento recente de 193 trabalhadores seja motivado por dificuldades económicas: "O valor nominal de algumas das suas muitas empresas pode ter caído, mas amanhã ou depois novas operações especulativas multiplicam-lhes por dois, cinco ou 10 o valor das acções".

"Não é a questão de [Américo Amorim] ser só o homem mais rico do país e aquele a quem o Governo deu uma rica fatia da Galp (...) mas não me surpreenderá que, depois da crise, tornem a ir buscar esses mesmos trabalhadores que, nessa altura, já estarão em situação precária", afirmou o líder comunista.

A nível nacional, "também é curioso ouvir o Governo dizer que está a fazer uma política de promoção do emprego e depois, ao ler o PEC [Programa Estabilidade e Crescimento], ver que o PS quer simplesmente eliminar 56 mil postos de trabalho na Administração Pública" até 2011.

Para Jerónimo de Sousa, "a pressão para reduzir os direitos dos trabalhadores em nome da manutenção do emprego está a ganhar caminho" e o novo Código do Trabalho, com a "leitura trapalhona" que fez de algumas matérias, "é mais um instrumento de pressão sobre esses direitos".

O secretário-geral do PCP quer por isso apresentar ao Tribunal Constitucional um requerimento apelando à "fiscalização sucessiva" das alterações ao Código do Trabalho.

Sem especificar datas mas garantindo à Lusa que é "para muito breve", o líder realçou que "o requerimento vai ser apresentado por iniciativa do PCP mas conta com participação de outros deputados da Assembleia legislativa", sendo que, nesta fase, o partido está a proceder à recolha de assinaturas.

sábado, fevereiro 14, 2009

Lily Allen



Depois da chegada fulgurante com o irresistível "Alright, Still", Lily Allen volta à carga e a usar a vírgula no título de um disco, com o segundo álbum "It's Not Me, It's You". (...) Mesmo sem a frescura de "Alright, Still", "It's Not Me, It's You" acaba por ser um agradável álbum transversal de pop clássico (...)

in Cotonete

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe,
da farinha, da renda de casa, dos sapatos, dos remédios,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e
enche o peito de ar dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos
que é o político vigarista, aldrabão,
o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.



Bertold Brecht
(10.2.1898 – 14.8.1956)

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Takashi Murakami, não confundir com o escritor Haruki Murakami!


Takashi Murakami (nascido em 1963), é um dos mais inspirados e provocantes artistas japoneses da década de 90. O seu trabalho envolve desde pinturas cartoonistas à esculturas quase minimalistas e/ou gigantes balões insufláveis. Ele ainda produz bonecos, relógios, t-shirt's(entre outros produtos), muitos com o seu emblema-assinatura, o personagem Mr. DOB. Murakami tornou-se uma marca.
Inspirando um espírito sorridente e optimista na Espanha, o Museu Guggenheim de Bilbao apresenta até 13 de maio uma retrospectiva da obra do reverenciado artista. A exposição compreende mais de 90 obras do “Andy Warhol japonês” – que mistura a cultura pop com a arte tradicional nipônica em pinturas, esculturas, instalações e animações –, apresentadas em três etapas distintas. A primeira é referente à geração neo-pop japonesa, do início dos anos 90. A segunda é dedicada à evolução de DOB, seu alterego, e à corrente otaku, uma subcultura obcecada por mangás.
Para ver e saber mais visite

Malhar nos portugueses!


Quando a coisa corria mal a Guterres, o contra-ataque vinha no registo trauliteiro que o país conhecia em Jorge Coelho. "Quem se mete com o PS leva", imortalizou-o nos anais da ameaça política em Portugal. Com Sócrates, o ex-dono do aparelho do PS tem vários candidatos a sucessor. Santos Silva, por exemplo, quer fazer esquecer Coelho na arte da agressão verbal e da ofensa política sem sentido.
Ao ameaçar "malhar no PCP", Santos Silva recupera a "escola de Extrema-Esquerda" em que se formou, quando já então acusava os comunistas de "conservadores e reaccionários". Quem tem idade suficiente ainda se lembra do carinho com que a Direita e a Extrema-Direita ouviam estes e outros mimos discursivos...
Mas, tal como antes, Santos Silva sabe bem quanto este estilo visa desviar as atenções do que mais certeiramente atinge o poder instalado. O que Santos Silva quis foi que os militantes do PS não reflectissem sobre o "medo de falar no interior do PS" (denunciado por um deles em reunião partidária), impedindo assim o efeito de contágio desta acusação; o que Santos Silva sobretudo quer é impedir que o país perceba a real dimensão daquilo em que estão a transformar o PS em Portugal.
Aliás, o Governo já não governa. Limita-se a tapar buracos e a desviar as atenções para aparecer como anjinho nas próximas eleições. Para isso se prepara, mais que governa.
De um lado, Mário Lino exige às empresas meio milhão de euros por cerimónia corta-fitas, a organizar pelo núcleo de propaganda do Governo e a pagar, é claro, por todos nós…; de outro lado, ao mesmo tempo que desperdiça meios e oportunidades, Sócrates repete até à exaustão a urgência de agir e apresentar caminhos enquanto rejeita tudo o que se lhe apresenta e propõe, insistindo em vitimizar-se e usando até as revistas cor-de- -rosa para adocicar a imagem.
Parafraseando Santos Silva, afinal em quem é que o PS quer malhar? No PCP ou nos portugueses?
In JN

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

A vida intima de Salazar!

Foi extenuante a publicidade, feita de forma agressiva, à mini-série da Vida privada de Salazar que foi exibida na SIC no Domingo e Segunda-Feira. Tirei desta, de imediato, uma conclusão simples sobre a obra de ficção. Se Salazar tivesse vivido hodiernamente, com todas as Marias, VIP's, Nova gente e afins, Salazar seria a imagem do Santana Lopes. O homem de Estado engatatão, charmoso e delicado para com as mulheres. Formas simples de se rotularem as pessoas!
A série preferiu o lirismo da vida intima do estadista, à "vida pública" mesmo que sendo esta última aquela que influenciou a vida privada de milhões de portugueses. Qualquer monstro político tem a sua face mais delicada e sensível, mas isso não interessa nem nunca interessaria aos Portugueses que trabalhavam de sol a sol sem ganharem o justo para poderem ao menos remediar a sua vida privada, nem àqueles que exigindo os mais básicos direitos eram presos, torturados e condenados por uma Justiça parcial. Se tinha como objectivo entreter, acho que o conseguiu, se tinha como objectivo ensinar duvido. Em termos historicos a série é irrelevante, independentemente dos factos serem verdadeiros ou falsos. Optei por a não ver, porque a vida intima de cada um só a si diz respeito...

Está bem... façamos de conta


Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.


Mario Crespo in JN



Apesar de não indentificar-me com a totalidade do artigo ele serve para reforçar a ideia que eu já tinha transcrito para o meu blogue em artigo da minha autoria.

Hadash sai reforçado...


Hadash (acrónimo hebraico de Frente democrática de paz e igualdade) é um partido judeu-árabe comunista. No parlamento israelita (Knesset), passa a ocupar 4 lugares em vez dos 3 que ocupava, vendo reforçada a sua base eleitoral nestas últimas eleições Israelitas. Pelo feito ficam aqui as nossas saudações.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Karl Marx, in «O Capital», em 1867



Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Algures no Alentejo (Faro do Alentejo-Cuba)


Por Luís Oliveira

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Será Surdo!?

José Sócrates considerou, ontem à noite, que “o dever dos líderes políticos é apresentar propostas para resolver os problemas”, tendo em conta a “grave crise” financeira e económica internacional que se vive.
“O País está cansado daqueles que dizem aos portugueses o que é que não pudemos fazer, em vez de fazerem aquilo que devem, isto é, dizerem aos portugueses aquilo que é possível, que é desejável e que o País deve ambicionar fazer num momento destes”, afirmou José Sócrates.“O dever dos líderes políticos não é descrever o problema. O dever dos líderes políticos é apresentar propostas para resolver os problemas”, acentuou o líder dos socialistas, que aproveitou para explicar a agenda do Governo para fazer face à crise, reiterando a aposta na estabilidade do sistema financeiro, no investimento público e no apoio às empresas e às famílias.
Talvez não queira saber ou tenha a memória curta, mas devo-lhe lembrar ao senhor Sócrates que o PCP apresentou um pacote concreto de medidas contra a crise. Se é surdo o senhor o problema será seu...

A minúcia!


Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675) foi um pintor holandês, que também é conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer.
Vermeer viveu toda a sua vida na sua terra natal, onde está sepultado na Igreja Velha (Oude Kerk) de Delft.
É o segundo pintor holandês mais famoso do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante uso da luz.
A Rendeira

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Bon Iver - Talvez o melhor disco do ano 2008


É sem margens para dúvida o melhor disco do ano este ‘for emma, forever ago ‘ de Bon Iver.
Reza a lenda que terá sido escrito numa remota cabana do Wisconsin (wikipédia) durante a convalescença do autor da ressaca de um desgosto amoroso e de facto este é um disco muito apropriado para estes dias cinzentos de chuva. O disco foi quase inteiramente gravado na cabana mas depois foi masterizado e produzido em estúdio, apenas acrescentado de alguns instrumentos.

A primeira coisa que sobressai do disco é justamente a voz de Bon Iver (alias de Justin Vernon) e a simplicidade aparente de algumas músicas e de facto o disco vive da conjugação destes dois factores. As letras apesar de simples estão recheadas de pequenas pérolas como “someday my pain, someday my pain/will mark you/harness your blame, harness your blame/and walk through” em the wolfes (act I & II) ou “i tell my love to wreck it all/cut out all the ropes and let me fall” em skinny love.
É um disco recheado de boas canções, uma viagem por entre a solidão, o amor e a desilusão; como já não ouvia há algum tempo e é tão difícil destacar uma única canção entre as dez que integram o disco que nem me atrevo a fazê-lo. Musicalmente diverso, com influências várias, desde a country ao soul e r&b, ‘for emma…’ é um disco único, precioso e intimista que se agarra ao leitor de mp3 e que se cola a nós como o frio de inverno. A voz em falsete remete-nos para pequenas histórias, mete-nos dentro delas e agarra-nos de tal forma que não temos vontade de acabem.

Retirado do elogio da sombra por Mário Venda Nova


Pode ouvi-lo aqui na rádio do blogue, ou pode clicar no link para o myspace de Bon Iver


sábado, janeiro 31, 2009

O caso Sócrates.

O caso Freeport, não é mais que o Caso José Sócrates e isto porquê!? Passo a explicar. José Sócrates foi eleito com base num programa eleitoral, mas também tendo por base as promessas feitas aos portugueses, entre as quais a de não aumentar os impostos, coisa que imediatamente fez assim que foi eleito. Depois desta mentira, em que a maioria dos portugueses caíram, não se poderia continuar a afirmar que José Sócrates mantinha a sua honra intocada.
Depois veio o caso da Licenciatura de Sócrates na Universidade Independente. Um boato que tanto era de difícil prova, como era de difícil desmentido, deixando uma nuvem de suspeição que nunca chegou a desfazer-se completamente. A verdade é que apesar de não se ter provado a possível ilicitude na obtenção do "canudo", essencial para se subir na hierarquia de um Partido como o Socialista, as dúvidas sobre coisas menos naturais neste procedimento também subsistiram. A seguir vieram os casos dos projectos assinados pelo Primeiro-Ministro na Guarda, que mereceu uma investigação por parte da Câmara Municipal. Suspeitava-se, na altura, que o Primeiro-Ministro teria assinado projectos da autoria de um funcionário e amigo da Câmara que não o poderia fazer por imposição da lei, prática esta que a ter acontecido seria uma fraude à lei, no entendimento de alguns penalistas. Nada ficou mais uma vez provado, mas a suspeição manteve-se e mantém-se. Agora foi o reacender do Caso Freeport. A verdade é que todo e qualquer cidadão é inocente até condenação em Juízo. O problema é que apesar de não haver por enquanto provas, a teia de relações familiares e de amizades envolvidas num processo que foi muito mais célere do que o habitual, deixa mais dúvidas que certezas. Sabe-se que para haver constituição de arguidos é necessário haver fundadas e fortes suspeitas da prática de um crime, mesmo que Sócrates não venha a ser condenado ou não se prove que tenha cometido qualquer crime, a verdade é que é o facto de José Sócrates ter muitos telhados de vidro que o tornam num Caso.
A Honra, que ele disse querer defender, está afectada desde que foi eleito com base na mentira e tem-se vindo a deteriorar com a descoberta do seu envolvimento em processos esquisitos para as práticas habituais.
Outra das atitudes que me tem vindo a deixar perplexo é o facto de José Sócrates, apesar de tentar disfarçar, mostrar saber mais do que um comum cidadão português deveria saber sobre um caso em investigação e por isso em segredo de Justiça. Se os jornalistas não podem saber o que está em segredo de Justiça, como o disse e bem Sócrates, a verdade é que José Sócrates não pode desmenti-los mostrando conhecer o Processo.
Por mais que Sócrates venha a público em Conferências de impressa defender a sua honra, ela é todos os dias afectada, tendo como último episódio o relatório que era da OCDE, mas que depois não era da OCDE, mas que ele nunca tinha dito que fora um relatório da OCDE. O caso é Sócrates e não o Freeport.

Visita com Nostalgia!


Presidente cubano, Raul Castro, presta homenagem ao soldado desconhecido, em Moscovo
EPA/MAXIM SHIPENKOV

Alguém sabe a resposta?


Já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?
Almeida Garrett

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Um Novo Socialismo!

Os construtores de um Novo Socialismo no Fórum Social Mundial

NoFitState


A Companhia de novo circo Londrino esteve há pouco tempo em Portugal!

Pensar Évora como cidade do presente e do futuro,

tendo em conta o legado do passado,
e a sua condição de património da humanidade,
é o desafio que a CDU propõe
aos participantes num encontro
com o Arquitecto Álvaro Siza Vieira,
no próximo dia 31,
com início às 15h30, no Café Arcada,
prolongando-se pelas ruas do Centro Histórico,
seguido de uma conferência, pelas 17h00, no Palácio D. Manuel.
Haverá, ainda, pelas 20h00,
nos Cantares de Évora (Celeiros),
um convívio em torno das iguarias
que também integram o nosso património cultural.



retirado do Alvitrando

quinta-feira, janeiro 29, 2009

"Ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades."

Rimbaud
(citado por Pablo Neruda na recepção do Nobel na Academia Sueca, profecia em que eu acredito)

Esperanza Spalding



Foi criada sozinha pela mãe, que a influenciou grandemente e que a apoiou totalmente quando decidiu-se pelo mundo da música. Aos 4 anos depois de assistir uma apresentação do violoncelista Yo-YoMa apaixonou-se pela música. Depois de um ano, já tocava violino - instrumento que estudou com dedicação total até os quinze anos. Nessa época assumiu-se como a primeira violinista de uma orquestra comunitária no Oregon, "The Chamber Music Society Of Oregon".
Esperanza canta em inglês, espanhol e português. Tocou acompanhada por grandes nomes do jazz, como Pat Metheny, Joe Lovano, Michel Camilo e Donald Harrinson.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

O verdadeiro fórum dos Povos...


O fósforo branco ainda...

O fósforo branco é usado regularmente para o fabrico de fogos de artifício e bombas de fumo para camuflar movimentos de tropas, em operações militares. A sua utilização como componente de armas químicas é proibida pelas Convenções de Genebra e especialmente pela Convenção de Armas Químicas, reafirmando os termos do Protocolo de Genebra de 1925, que proíbe o uso de armas químicas e biológicas.


O fósforo branco podem causar ferimentos e morte de três maneiras:

por queimaduras profundas;

por inalação, como fumo;

por ingestão.

Uma exposição prolongada, sob qualquer forma, pode ser fatal. Segundo a GlobalSecurity.org, citada pelo The Guardian, "Fósforo branco resulta em lesões dolorosas por queimadura química". Partículas incandescentes de fósforo branco, resultantes da explosão inicial de uma bomba de fósforo, podem produzir extensas, dolorosas e profundas queimaduras (de segundo e terceiro graus). Queimaduras por fósforo carregam um maior risco de mortalidade do que outras formas de queimaduras devido à absorção de fósforo pelo organismo, através da área queimada, resultando em danos ao fígado, coração, rins e, em alguns casos, falência múltipla de órgãos. Além disso, essas armas são particularmente insidiosas porque o fósforo branco continua a queimar, a não ser em ambiente privado de oxigênio, até que seja completamente consumido, de forma que as pessoas atingidas, ainda que mergulhem na água, continuarão a queimar ao emergirem para respirar. Em alguns casos, a queimadura pode ser limitada a áreas de pele exposta, pois as pequenas partículas não queimam completamente através da roupa antes de serem consumidas.


in wikipédia


As bombas de fósforo branco são incendiárias. Podem ser lançadas pelos militares no terreno para iluminar ou criar um ecrã de fumo. Mas estão proibidas pela Quarta Convenção de Genebra quando lançadas em zonas com "concentrações de civis" onde os alvos militares não estão claramente separados. E são sempre proibidas se forem lançadas do ar. Gaza - um milhão e meio de habitantes numa estreita faixa - é um dos lugares mais densamente povoados do mundo.(...)
Tanto a Amnistia Internacional como a Human Rights Watch comprovaram extensamente o uso de fósforo branco e consideram-no uma violação da Convenção de Genebra (ver caixas). Quando o corpo humano é atingido por uma bomba de fósforo, a queimadura continua até ter oxigénio, por vezes até ao osso. É necessário tratá-la de forma diferente, mas, se os médicos não souberem, os tecidos continuam a ser queimados. (...)
"Numa área de 100 metros quadrados em Gaza pode haver 200 pessoas. As áreas atacadas são densamente povoadas. Portanto, quando se usa fósforo branco em Gaza é criminoso." (...)
Mas além do fósforo, fala no uso de DIME (Dense Inert Metal Explosive), um explosivo novo. O ferido chega com vários buraquinhos no tronco, que parecem ferimentos superficiais, mas em estado crítico. "Abrimos o abdómen e descobrimos muitos danos nos órgãos, perfurações nos intestinos, danos no fígado, sangramentos, e não conseguimos perceber o que está a causar aquilo. Depois de tentarmos reparar tudo, duas horas depois da operação, começa a sangrar e a sangrar, a ponto de não o conseguirmos ressuscitar."(...)
In Público e vídeo aqui
Sem imagens dos assassinados por estes tipos de armas, porque concluí que eram demasiado chocantes, apesar de sinceras que eram!

terça-feira, janeiro 27, 2009

Little Boots



Little Boots é a cantora e tecladista de 24 anos Victoria Hesketh, da cidade de Blackpool, cujas influências incluem David Bowie, Gary Numan e Kate Bush. Victoria Hesketh adoptou o nome de Little Boots um ano depois de sair do trio de música independente Dead Disco e seguir pelo caminho da música pop com sintetizadores.
Para ouvir no Myspace, aconselho a Meddle

A "refundação da Bolívia"


O presidente boliviano Evo Morales proclamou domingo a "refundação da Bolívia" após a aprovação por referendo de uma nova Constituição que põe termo "ao Estado colonial", indicou a televisão local.
"Hoje é a refundação da Bolívia (...) é o fim do Estado colonial, termina o colonialismo interno e externo", afirmou o primeiro presidente indígena do país andino.
"Graças à consciência do povo boliviano, é o fim da grande propriedade e dos grandes proprietários", afirmou Morales da varanda do palácio presidencial de La Paz.


De acordo com as televisões, em projecções avançadas domingo à noite, o sim venceu com cerca de 58 por cento.
in A Lusa

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Música em directo de dezenas de clubes e salas de concerto


Clicando sobre a imagem pode chegar ao sítio http://www.awdio.com/ onde, mediante inscrição gratuita, pode ouvir em directo a música que está ser tocada em dezenas de clubes de todo o mundo, com a possibilidade de selecção por país, fuso horário e género musical.

sábado, janeiro 24, 2009

A VERDADE...


Um exemplo engenhoso do discurso e da política ocorreu recentemente na Assembleia das Nações Unidas e fez a comunidade do mundo sorrir.

Um representante da Palestina começou: "Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés:
- Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou, que oportunidade boa de tomar um banho! Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-as roubado."
O representante Israelita saltou furioso e disse, "Que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura."
O representante Palestiniano sorriu e disse: "E agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."
"furtado" ao Alvitrando