Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Fim da linha...

É no dia em que a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que não é tão universal assim, faz 60 anos de idade, que resolvi baixar a cortina sobre este blogue. Foram 4 anos de dedicação a um meio de comunicação que se revelou frutuoso, mostrando tudo aquilo que eu sou. Resta-me, e porque acho que não convém elaborar um grande texto de despedida, agradecer a todos os camaradas que me leram, assim como aos amigos e desconhecidos que fizeram deste local uma forma também de partilha de experiências, ideias e gostos. No fim repito uma das músicas que mais gosto. Porque quem gosta não esquece, nem troca... eu não troco nem trocarei os meus ideais. E porque o blogue morre mas não a minha fidelidade aos ideais, a luta continuará por outras formas. Até amanhã camaradas...

A Luta continua!

A Luta continua!

A Luta continua!

...

Lagrimas Negras


Clicar na Imagem para ouvir

Y aunque tu
me has echao en el abandono.
Y aunque tu
has muerto todas mis ilusiones.
En vez
de maldecirte con justo encono
en mis sueños te colmo,
en mis sueños te colmo de bediciones.

Sufro la inmensa pena de tu extravio
siento el dolor profundo de tu partida.
Y lloro sin que tu sepas que el llanto mio
tiene lagrimas negras,
tiene lagrimas negras como mi vida.

Que tu me quieres dejar
que yo no quiero sufrir
contigo me voy gitana aunqe me cueste morir.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Hollywood, mon amour


É um projecto delicioso. Marc Collin, produtor dos Nouvelle Vague, chamou a si as vozes de Skye, Juliette Lewis, Cibelle, Yael Naim, Dea Li, Katrine Ottosen, Nadeah, Leelou, Nancy Danino e Bianca Calandra e pediu-lhes isto: revisitem temas clássicos de bandas sonoras dos 80’s. Ou, simplificando em inglês, dêem-me 80’s Movie Songs Reinvented. Hollywood, Mon Amour oferece coisas como Call Me, de American Gigolo (1980), interpretado por Skye; When doves cry, de Purple Rain (1984), pela voz de Nadeah; Eye of the Tiger, de Rocky III, por Katrine Ottosen; ou Footloose, do homónimo Footloose (1984), cantado por Cibelle. Tudo para escutar aqui.

texto retirado do Húmus

domingo, dezembro 07, 2008

Jerónimo de Sousa defende convergência de esquerda

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu, ontem à noite, uma convergência de forças políticas e personalidades de esquerda "preocupadas com o país", mas recusou "uma formatação com todos a pensar a toque de caixa".

"Em relação a esta política, defendemos a convergência de diversos sectores, camadas e até de forças políticas e personalidades que estejam preocupados com o país", mas "não queremos uma formatação dessas forças, no plano social e político, com todos a pensar a toque de caixa", disse Jerónimo de Sousa.

Segundo o líder comunista, seria "importante" que "os sectores de esquerda se clarificassem", tendo em conta a "proposta de fundo" do PCP que parte da "necessidade crucial" de "provocar uma ruptura com esta política" e de fazer um "caminho diferente".

Jerónimo de Sousa falou aos jornalistas após uma intervenção num jantar com cerca de 500 militantes e simpatizantes do PCP na vila alentejana de Cuba (Beja) e que incluiu criticas ao "carácter sectário e fechado" do "fórum de esquerda sobre democracia e serviços públicos", que vai decorrer a 14 de Dezembro "sem a participação do PCP", que "não foi convidado".

"Se é para discutir uma alternativa política não contando com o PCP, força que consideramos determinante para uma política diferente, naturalmente será sempre uma iniciativa curta e fechada".

in Público

sábado, dezembro 06, 2008

Angel of dark day's

















por Daniel Oliveira

O Poço

Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.


Pablo Neruda




quinta-feira, dezembro 04, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Sem viver para o directo

"No passado ano, entraram 106 novos camaradas..." "A cobrança de quotas..." "Vendemos mais Avante!..." Estas frases, e outras do mesmo tipo, foram ouvidas à exaustão, durante dois dias e meio, no Campo Pequeno, em Lisboa. Eram os delegados ao XVIII Congresso do PCP, dando conhecimento ao colectivo do balanço das respectivas organizações que os elegeram como representantes. Além de relatarem a dimensão e actividade das organizações, quase todos trataram de afirmar os problemas do respectivo sector, as reivindicações, as críticas à governação.O tipo de discurso mudava apenas quando eram dirigentes de topo que subiam à tribuna para apontar o caminho doutrinário.E foram todos ouvidos e aplaudidos. Isto porque, nos congressos do PCP, os delegados assistem ao próprio congresso e não passeiam pelo recinto ou pela terra onde estão reunidos. Aguentam horas a fio as cascatas de intervenções, feitas exactamente no tempo previsto. Mais: os congressos do PCP começam às nove e meia da manhã e não se reúnem à noite.Os Congressos do PCP são, assim, congressos diferentes dos dos outros partidos. Mas este foi talvez o mais diferente dos congressos partidários dos últimos vinte anos da vida política portuguesa. É que, desta vez, já não há divergências internas suficientemente fortes e com expressão interna significativa para se fazerem ouvir no congresso. Desta vez não houve momentos de expectativa como os que se viveram nos congressos do PCP, desde que, no final dos anos 80, José Luís Judas pediu em pleno congresso o voto secreto - que hoje é obrigatório por lei geral dos partidos políticos -, até ao discurso crítico que Joaquim Miranda proferiu, há quatro anos.É por isso que muitos jornalistas andavam mais ou menos perdidos. Não havia notícia. Ou seja, não havia diferença, imprevisto ou improviso. Apesar de investirem no cenário, no efeito cénico e até na coreografia, os congressos do PCP não são feitos a pensar no sound byte para a rádio, nem no directo da televisão. No PCP, o objectivo é mais revolução.



02.12.2008, São José Almeida in Público

terça-feira, dezembro 02, 2008

Momentos do Congresso...



Para ver mais momentos basta clicar na foto

Para pensar...

(...)
Municiados e fortalecidos pelas conclusões e orientações aqui aprovadas alarguemos este lema:
Sim é possível uma vida melhor para quem trabalha, lutando em defesa de direitos individuais e colectivos, contra o desemprego e a precariedade, por melhores salários e condições de trabalho.

Sim é possível: reformas e pensões mais dignas, melhor protecção na doença e na velhice e às pessoas com deficiência; reforçar o sistema de segurança social público e universal.

Sim, é possível uma outra política para a juventude no trabalho, na escola, na habitação, onde possam construir com estabilidade e felicidade o seu futuro.

Sim, é possível um ensino democrático, uma escola pública determinada pela formação integral do indivíduo e não sua formatação para mercantilizar em conformidade com os interesses do capital.

Sim, é possível um Serviço Nacional de Saúde universal geral e gratuito ao serviço dos portugueses e não ao serviço dos privados e do lucro.

Sim, é possível defender o nosso aparelho produtivo e a produção nacional, dinamizar o mercado interno, apoiar a nossa indústria, a nossa agricultura e as nossas pescas, o pequeno comércio pondo fim à liberalização e às privatizações e à economia de casino.

Sim, é possível acabar com o domínio do poder económico sobre o poder político.

Sim, é possível recuperar a nossa soberania económica e manter a soberania nacional dando combate e recusando uma Europa neoliberal, monetarista, federalista, propondo uma Europa de nações livres e iguais, uma Europa dos trabalhadores e dos povos.

Sim, é possível um país defensor da paz e da cooperação com todos os povos e países.
Mas isso é possível se esta política que vigora há décadas for interrompida, se se retomar e efectivar o projecto que a Constituição da República ainda consagra. Lutemos por isso!
(...)
Excerto do discurso final de Jerónimo de Sousa

Números do Congresso


Dos 1457 delegados ao XVIII Congresso do PCP, 26,7% ( número muito insatisfatório ainda) são mulheres e 73,3% homens; 60,4% dos delegados são dirigentes de movimentos e organizações de massas (dos quais 30% membros de Comissões de Trabalhadores e dirigentes e delegados sindicais); 36,3% dos delegados desempenham cargos públicos em diversos órgãos do poder central e, maioritariamente do poder local. Quanto à composição social dos delegados, o conjunto de operários e empregados atinge os 59%, os intelectuais e quadros técnicos os 29%, os estudantes 5%, os agricultores 0,8%, os pescadores o,2% e os diversos 3%. No que respeita à composição etária, 28 tem menos de 20 anos, 215 entre os 21 e os 30, 232 entre os 31 e os 40, 234 entre os 42 e os 50, 600 entre os 51 e os 64 e 148 têm mais de 64 anos.
Para quem diz que o PCP é um partido envelhecido, eu convido-os a analisar os dados da composição etária em que quase metade dos delegados são de gerações posteriores à Revolução de Abril.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

O filme

Este foi o filme que passou no primeiro dia de congresso em homenagem a Álvaro Cunhal, militante comunista antifascista infelizmente desaparecido desde o último Congresso.
Atenção ao discurso de Álvaro Cunhal sobre a definição de SONHO.

Existem "lapsos" assim...


Sessenta delegados votaram contra o actual comité central
O novo comité central do PCP acabou de ser eleito com 1377 votos a favor, 17 abstenções e 70 votos contra. Sabe-se já que José Casanova, apesar de integrar o comité central, não fará parte da comissão política.
Humberto Costa
21:57 Domingo, 30 de Nov de 2008

Alberto Frias
Este é o décimo oitavo congresso do PCP. O segundo dia do XVIII Congresso do PCP ficou marcado pela eleição do comité central, que regista a maior redução de sempre. Sem 41 membros, entram apenas 25 e este órgão passa ter apenas 158 elementos em vez dos 174 eleitos no congresso anterior.
A eleição decorreu durante esta noite e dos 1402 delegados, 1377 votaram a favor, 17 abstiveram-se e 06 votaram contra. A redução do número de membros do comité central prende-se com o facto de no processo de reorganização do ficheiro de número de militantes se ter verificado uma diminuição substancial de filiados. Dos cerca de 80 mil militantes, restam 50 mil.
Outra das novidades, que só será confirmada durante a madrugada, depois do comité central reunir e eleger os outros órgãos dirigentes, será a saída de José Casanova da comissão politica.
No que respeita à composição do comité central, verifica-se uma percentagem de funcionários que se situa muito perto dos 70 por cento, uma média etária de 47 anos e a presença de 39 mulheres, o que dá uma percentagem de 24,7 por cento.
Pela segunda vez esta eleição foi feita por voto secreto, não sem que no próprio regulamento do congresso ficasse lavrado o protesto: "a eleição do comité central por disposição antidemocrática da lei dos partidos, contrária ao direito e à possibilidade que os delegados ao congresso sempre tiveram de decidir democraticamente sobre o método de votação que entendem mais adequado, é feito por voto secreto".
É que não acertaram uma única vez!!

Aqui fica a homenagem a um grande Homem e Artista!

45 anos de carreira partilhados com os amigos e a família. Duas horas de concerto passam em revista uma carreira dedicada ao fado e um grande amor por Lisboa. (...) Uma noite fria e chuvosa não demoveu a população que praticamente lotou a sala ribeirinha para celebrar com Carlos do Carmo uns bem cantados 45 anos de carreira.

In Blitz


















Fotos por Blitz/Rita Carmo/Espanta Espiritos

sábado, novembro 29, 2008

Este Fim-de-Semana.


Dias 29 e 30 de Novembro e dia 1 de Dezembro.
Assista em directo no site do PCP, em www.pcp.pt.

sexta-feira, novembro 28, 2008

"A MI PARTIDO"




Me has dado la fraternidad hacia el que no conozco.

Me has agregado la fuerza de todos los que viven.

Me has vuelto a dar la patria como en un nacimiento.

Me has dado la libertad que no tiene el solitario.

Me enseñaste a encender la bondad, como el fuego.

Me diste la rectitud que necesita el árbol.

Me enseñaste a ver la unidad y la diferencia de los hombres.

Me mostraste cómo el dolor de un ser se ha muerto en la victoria de todos.

Me enseñaste a dormir en las camas duras de mis hermanos.

Me hiciste construir sobre la realidad como sobre una roca.

Me hiciste adversario del malvado y muro del frenético.

Me has hecho ver la claridad del mundo y la posibilidad de la alegría.

Me has hecho indestructible porque contigo no termino en mí mismo.
Pablo Neruda


(inspirado no O Cheiro da Ilha)

quinta-feira, novembro 20, 2008

In Olhares.com por Alexander Kharlamov

É uma "boa" imagem...

«Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia... Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se. E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia».
Manuela Ferreira Leite Dixit

Porque reouvi hoje e porque é um dia especial...

Yanni, (nascido Yiannis Chrysomallis, grego: Γιάννης Χρυσομάλλης, em 14 de novembro de 1954 na cidade de Kalamata, Grécia). É um músico, teclista e compositor.
Yanni Chrysomallis nasceu no dia 14 de novembro de 1954, na cidade de Kalamata, na Grécia. Os seus pais eram artistas e fãs de música clássica. Filho de uma cantora e de um violonista, Yanni cresceu ouvindo Beethoven, Mozart, Chopin, Stravinsky e outros grandes nomes eruditos. Estes acabaram-se tornando as maiores influências de sua carreira como teclista e compositor new age.
Por ser autodidacta, Yanni não sabe ler ou escrever músicas do modo tradicional. Ao invés disso, inventou uma maneira própria de compor ainda na infância e continua criando suas músicas usando a mesma técnica até hoje, depois de quase vinte anos de carreira e mais de vinte e dois discos. A sua sonoridade é ao mesmo tempo acessível e elaborada, sempre unindo o pop e a música clássica. As composições de Yanni também ficaram famosas nos Estados Unidos após terem sido usadas em programas de televisão e na abertura dos Jogos Olímpicos.
in Wikipédia
Porque foram muitas as vezes que ouvi o seu album de 1993 (Yanni:Live at the Acropolis), e porque fui viciado no seu som, aqui fica um exemplo de uma das suas músicas de que mais gosto. Clique aqui

sexta-feira, novembro 14, 2008

Estreou ontem... e é sugestão!

( Blindness, Fernando Meirelles Brasil/ Japão/ Canadá, 2008)


Adaptação do premiado livro escrito por José Saramago, mostra uma inexplicável epidemia chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

JAZZANOVA


Jazzanova é uma banda de Nu Jazz alemã formada em 1996 por DJ's e produtores nativos de Berlim. A discográfica Sonarkollektiv pertence à banda.

A música é diversa, com pitadas de bossa nova, percussão afro, arranjos de música clássica, música chill out e muita influência de jazz. É agradável de ouvir, muito calma e tranquilizante.



Para ouvir clica aqui

quarta-feira, novembro 12, 2008

A Voz de Outono



Ouve tu, meu cansado coração,

O que te diz a voz da Natureza:

— «Mais te valera, nú e sem defesa,

Ter nascido em aspérrima soidão,


Ter gemido, ainda infante, sobre o chão

Frio e cruel da mais cruel deveza,

Do que embalar-te a Fada da Beleza,

Como embalou, no berço da Ilusão!


Mais valera à tua alma visionária

Silenciosa e triste ter passado

Por entre o mundo hostil e a turba vária,


(Sem ver uma só flor, das mil, que amaste)

Com ódio e raiva e dor... que ter sonhado

Os sonhos ideais que tu sonhaste!» —



Antero de Quental, in "Sonetos
LenaCor in Olhares.com
Confesso que me chocou profundamente a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática.
Manuel Alegre in ops!

sábado, novembro 08, 2008

Bajofondo


Para quem já gostava de Gotan Project não pode deixar de ouvir os Bajofondo. Com uma sonoridade semelhante à dos Gotan Project, com os quais são muitas vezes comparados, os Bajofondo ou Bajofondo Tango Club é um grupo formado por vários músicos contemporâneos argentinos e uruguaios. Na onda do Tango electrónico, eles fundem-no com outros estilos musicais criando um som inovador e agradável.
Destaco aqui as músicas Pa bailar con Julieta, Perfume, Ya no Duele e El Mareo.


Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que me continues olhando.

Pablo Neruda

sexta-feira, novembro 07, 2008

E eu acompanho-o...


O ex-líder parlamentar do PCP, Octávio Teixeira tece fortes criticas, no programa "Politicamente" da RCP, às teses do PCP ao XVIII Congresso daquele partido.

"Pessoalmente não acompanho essas teses"
, diz o economista e ex-líder parlamentar dos comunistas Octávio Teixeira entrevistado no programa "Politicamente", o Rádio Clube Português (RCP).


Octávio Teixeira manifesta total desacordo com as referências à Coreia do Norte e à ex-URSS no documento aprovado pelo Comité Central dos comunistas e que está em discussão no seio dos militantes daquele partido para posterior aprovação no XVIII Congresso, que decorrerá de 29 de Novembro a 1 de Dezembro, no Campo Pequeno, em Lisboa.


Nas teses o PCP considera a República Democrática e Popular da Coreia um país que "define como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista". Questionado por Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes se subscreve as teses naquele capítulo Octávio Teixeira é peremptório: "Nunca a Coreia do Norte foi considerada pelo PCP como um país socialista e não vejo razão nenhuma para alterar essa posição".

Confrontado pelos seus entrevistadores sobre declarações no sentido das teses feitas há já alguns anos pelo actual líder parlamentar dos comunistas, Bernardino Soares, Octávio Teixeira desvaloriza-as: "Foi um descuido, um lapso".
Também relativamente às considerações sobre a queda da ex-URSS, justificadas nas teses pelas "graves cedências e capitulações ideológicas, políticas e de classe que se manifestaram sobretudo a partir de meados da década de 80", numa alusão à administração Gorbatchov, são contestadas.

Octávio Teixeira afirma que "a análise do que sucedeu na URSS e no antigo mundo socialista já está razoavel e suficientemente bem feita em congressos anteriores" afirmando não acompanhar estas teses também nesse capítulo.
O ex-líder parlamentar comunista não tem "a mínima dúvida que quem quer que tenha apresentado essa proposta teve algum vencimento de causa" porque as teses foram aprovadas pelo Comité Central.

quinta-feira, novembro 06, 2008


- Algumas pessoas pensam que eu sou um cruzamentoentre Malcolm X e Karl Marx».
«Outras vêem-me como ums mistura deJ.F.Kennedy e Jesus»
-« Eu espero que eles não fiquem demasiadodesapontados quando descobrirem queeu sou um rapaz perfeitamente normal»

Barack Obama Ganhou...

e agora!?

domingo, novembro 02, 2008

XVIII Congresso do PCP


Fui, este fim-de-semana, eleito delegado efectivo ao Congresso do Grande Partido Comunista Português, momento maior na vida do mais antigo e importante Partido dos Trabalhadores Portugueses. Fico feliz por poder participar em tal evento e tentarei honrar a confiança que os meus camaradas depositaram em mim!

sábado, novembro 01, 2008

Aconselho


A precipitação não é boa conselheira. Momentos há em que se deve apelar à lenta digestão das matérias sonoras. Julgar o disco de estreia dos portugas Guys from the Caravan à luz dos oito primeiros minutos – “Suicide (You Love You Commit)” e “Guy from the Caravan” – induz em erro. O álbum não é todo pastoril, entre os Belle & Sebastian, os Smiths e um bando de irlandeses carregados de Guinness. É um composto de músicas populares com espaço para o burlesco, a ousadia de harmonias vocais de outros tempos, o apego ao rock inglês com 40 anos de idade, uma alma trovadoresca e o prazer de ouvir um kazoo ou uma concertina. Ou seja: é de ouvir sem contra-indicações.

Pedro Gonçalves

in Time Out

Para ouvir algumas músicas do album Noah's Ark of Pain clique na imagem

Artigo 65º


Porque o Direito à Habitação é um Direito consagrado na Constituição no art. 65º, no título correspondente aos Direitos, Liberdades e Garantias:

Artigo 65.º

(Habitação e urbanismo)

  1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.
  2. Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:
    • a) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social;
    • b) Promover, em colaboração com as regiões autónomas e com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais;
    • c) Estimular a construção privada, com subordinação ao interesse geral, e o acesso à habitação própria ou arrendada;
    • d) Incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respectivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução.
  3. O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria.
  4. O Estado, as regiões autónomas e as autarquias locais definem as regras de ocupação, uso e transformação dos solos urbanos, designadamente através de instrumentos de planeamento, no quadro das leis respeitantes ao ordenamento do território e ao urbanismo, e procedem às expropriações dos solos que se revelem necessárias à satisfação de fins de utilidade pública urbanística.
  5. É garantida a participação dos interessados na elaboração dos instrumentos de planeamento urbanístico e de quaisquer outros instrumentos de planeamento físico do território.

Clicar na imagem para aceder ao Blogue

quinta-feira, outubro 30, 2008



Sei que não é tempo delas, mas aqui fica uma bonita foto tirada por um amigo que gosta de fotografia e que faz questão de as publicar num sitio da internet. Porque as suas fotos são bonitas e já lhe tinha prometido fazer um post dedicado ao seu sítio na net, aqui fica uma magnifica exemplar das suas capacidades de objectiva na mão. Para visualizar mais fotos do "artista" basta clicar na imagem.

«Viraste à esquerda, na comida?»


Virei à esquerda, na vida. Na política, muito! Estou do lado dos pobres e dos fracos. A direita política não toma conta deles. Percebi que é um conjunto de queques e betos, vivendo uma existência paralela. Posso ser conservador, defendendo o pobre, o trabalhador. A esquerda, aliás, é conservadora: não gosta que se estraguem as coisas, defende os pequenos produtores, o que é português, isso tudo. Esta crise deu para notar que a direita está cada vez mais cristalizada na defesa do patrão e do capitalismo. Esses cabrões estão a jogar com abstracções totais, mas que afectam as nossas vidas.


Miguel Esteves Cardoso, in «Comer, beber, esquerda… volver!» entrevista de Miguel Carvalho, Visão.


Isto prova que as pessoas mudam e por vezes para melhor. Esta viragem de MEC já tinha sido evidenciada quando fez uma reportagem sobre a "Festa do Avante!" e que nós publicámos na devida altura aqui no blogue.


quarta-feira, outubro 29, 2008

The Killers

The Killers são uma banda dos Estados Unidos de rock alternativo e que lançou há bem pouco tempo seu novo single, "Human". Já me tinham surpreendido com a música "Read My Mind", a qual ouvi recentemente enquanto passeava num espaço comercial. A sua principal particularidade é o facto de, muitas vezes, as suas letras não fazerem qualquer sentido lógico e eu gosto disso...

sábado, outubro 25, 2008

André Borges-Pintura

A pintura começa na mesa onde apoias os frascos
Clicar na imagem para entrar no blogue

Através de um dos últimos comentários colocados no meu blogue, e o qual eu desde já agradeço, fui dar a este magnífico blogue sobre pintura e ao qual eu aconselho a visita. Parabéns ao autor do blogue.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Um evento a marcar na agenda...



Segunda-feira, dia 15 de Dezembro, Rita Red Shoes actuará no arena alive do casino de Lisboa. A entrada será gratuita.

segunda-feira, outubro 20, 2008

A brincar...


Foi lançada uma petição para que o Hino Nacional, “A Portuguesa”, fosse substituido. E que melhor substituto que não este hino à portugalidade que é o “Movimento Perpétuo Associativo” dos Deolinda.

Porque o tempo dos “heróis do mar” já lá vai há muito…Porque não somos actualmente nem “nobre povo”, nem “nação valente”…
Porque, como tal, não faz sentido mantermos um hino que reflecte um nacionalismo tacanho e bélico (Às armas, às armas, pela pátria lutar, contra os canhões marchar marchar” (???)) e que está completamente desactualizado e desfocado da realidade do país…
Porque nesta nação reina o conformismo, a apatia e o desinteresse generalizado por aquilo que nos rodeia…
Porque é preciso um “murro no estômago” para acordarmos do estado de latência a que chegámos…
Porque qualquer nação que queira evoluir tem de ter uma noção clara e consciente dos seus males e dos seus vícios mais negativos;
Porque não é possível continuarmos a assobiar para o lado, a fingir que está tudo bem, a acenar a bandeirinha e o cravo nas horas certas, enquanto no dia-a-dia nada fazemos para que as coisas melhorem…
Porque qualquer demonstração de idealismo e convicção forte é considerado, desde logo, uma utopia, um defeito, um fracasso…
Porque, em consequência disso, quem melhor se safa são cada vez mais os mediocres, os oportunistas, os “lambe-botas”…
Porque se exige uma reflexão séria sobre o futuro do país…
Porque é urgente que ocorra uma mudança de mentalidades no nosso país, capaz de gerar um maior dinamismo, um maior espírito crítico, uma maior irreverência…
Porque precisamos de um hino que esteja realmente de acordo com a actualidade nacional, que melhor retrate o país…
Por tudo isto, os subscritores desta petição vêm, por este meio, propor o tema “Movimento Perpétuo Associativo” dos Deolinda como novo hino nacional.



Movimento Perpétuo Associativo - Deolinda

Agora sim, damos a volta a isto!

Agora sim, há pernas para andar!

Agora sim, eu sinto o optimismo!

Vamos em frente, ninguém nos vais parar!

(resposta:)

Agora não, que é hora do almoço…

Agora não, que é hora do jantar…

Agora não, que eu acho que não posso…

Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!

Agora sim, há fé neste querer!

Agora sim, só vejo gente boa!

Vamos em frente e havemos de vencer!

(resposta:)

Agora não, que me dói a barriga…

Agora não, dizem que vai chover…

Agora não, que joga o Benfica…

e eu tenho mais que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!

Agora sim, eu sinto a união!

Agora sim, já ouço a liberdade!

Vamos em frente, é esta a direcção!

(resposta:)

Agora não, que falta um impresso…

Agora não, que o meu pai não quer…

Agora não, que há engarrafamentos…

Vão sem mim, que eu vou lá ter… (x13)

Sol de Inverno



Sabe deus que eu quis



Contigo ser feliz



Viver ao sol do teu olhar,



Mais terno.



Morto o teu desejo



Vivo o meu desejo



Primavera em flor



Ao sol de inverno
El Rapto de la Utopía
Julio César Banasco


Sonhos que sonhei



Onde estão



Horas que vivi



Quem as tem



De que serve ter coração



E não ter o amor de ninguém.



Beijos que te dei



Onde estão



A quem foste dar



O que é meu



Vale mais não ter coração



Do que ter e não ter, como eu.



Eu em troca de nada



Dei tudo na vida



Bandeira vencida



Rasgada no chão,



Sou a data esquecida



A coisa perdida



Que vai a leilão.



Sonhos que sonhei



Onde estão



Horas que vivi



Quem as tem



De que serve ter coração



E não ter o amor de ninguém.



Vivo de saudades, amor



A vida perdeu fulgor,



Como o sol de inverno



Não tenho calor.







Jerónimo Bragança

Para reflectir...

Nos Açores o PS venceu com maioria absoluta, elegendo 30 deputados. O PSD elegeu 18 deputados, tendo descido 20 pontos percentuais. O CDS-PP subiu em número de deputados, tendo eleito 5 deputados, mais 3 do que os que já tinha anteriormente. O BE triplicou o número de votos, estreando-se com 2 deputados e a CDU volta ao parlamento regional com um deputado, com sensivelmente o mesmo número de votos que teve anteriormente. A grande surpresa fica-se pela eleição de um deputado do PPM! Por outro lado a abstenção supera os 50%.
Em resumo, os grandes vencedores são o PS, o CDS-PP que garante uma subida bastante significativa e o BE que triplica o número de votos e o PPM que contra todas as expectativas elege um deputado. Os derrotados são o PSD que não conseguiu aproveitar o desgaste provocado ao PS por tantos anos de poder e a CDU que não conseguiu capitalizar o descontentamento que se reflecte no número da abstenção. Carlos César tem razão quando diz que não é culpa do PS o número da abstenção, porque cabe aos partidos da oposição mobilizarem os eleitores descontentes a votarem em si, mas a abstenção é um mau reflexo num sistema cuja legitimidade é baseada na participação popular. Caso Carlos César não tenha ainda notado, acabou por ser eleito por uma maioria mas de apenas metade da população eleitora, legitimidade democrática algo duvidosa esta! A verdade é que a CDU deveria, à semelhança do BE, ser capaz de capitalizar o descontentamento e assim subir em termos percentuais. A recuperação da representação parlamentar não justifica qualquer satisfação, quando essa representação deveria ser muito superior. Infelizmente, acabámos por ser uns dos derrotados da noite...

sexta-feira, outubro 17, 2008

Novo CD e novo single "Forgiven"


Clicar na imagem para ouvir


Os Within Temptation são já conhecidos do público português, somando discos de ouro e platina a actuações ao vivo completamente inesquecíveis, para todos os que tiveram a oportunidade de assistir, em directo, ao fenómeno que é a banda da carismática cantora Sharon den Adel, surge agora ‘Black Symphony’.

‘Black Symphony’ é o registo perfeito, em áudio e vídeo, de uma dessas actuações, desta feita perante mais de 10.000 fãs, de um concerto único com a participação da Metropole Orchestra e de um coro de 20 vozes.

A revista Kerrang!, que é a referência em termos de rock, considerou este concerto como 'The best show on Earth' !


In SonyBMG

http://www.alentejopopular.pt/


Como anteriormente pedimos, aqui está o sítio na internet do «Alentejo Popular», com um novo visual, bem mais atraente e com o contéudo interessante de sempre. Este jornal é um dos melhores na região e já merecia uma página online, de forma a divulgar ainda mais este meio de comunicação. A todos os que elaboram e trabalham para o jornal, os meus mais sinceros parabéns e que o «Alentejo Popular» permaneça nas bancas por muitos anos. Ah! é verdade, a página tem uma óptima qualidade e está muito bem conseguida, assim como a imagem do próprio jornal, será sem dúvida um sítio de referência no que diz respeito a notícias da Região Alentejo.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Bella ciao




A "Bella Ciao" é uma canção da resistência Italiana da Segunda Grande Guerra Mundial, sendo a sua origem incerta e o autor da canção desconhecido. Foi agora utilizada em publicidade do IKEA.


Una mattina mi son svegliato,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Una mattina mi son svegliato,
e ho trovato l'invasor.


O partigiano, portami via,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
O partigiano, portami via,
ché mi sento di morir.


E se io muoio da partigiano,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
E se io muoio da partigiano,
tu mi devi seppellir.


E seppellire lassù in montagna,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
E seppellire lassù in montagna,
sotto l'ombra di un bel fior.


E le genti che passeranno,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
E le genti che passeranno,
Mi diranno «Che bel fior!»


«È questo il fiore del partigiano»,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
«È questo il fiore del partigiano,
morto per la libertà!»



Tradução em Português



Acordei de manhã
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
Acordei de manhã
E deparei-me com o invasor


Ó resistente, leva-me embora
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
Ó resistente, leva-me embora
Porque sinto a morte a chegar.


E se eu morrer como resistente
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E se eu morrer como resistente
Tu deves sepultar-me


E sepultar-me na montanha
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E sepultar-me na montanha
Sob a sombra de uma linda flor


E as pessoas que passarem
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E as pessoas que passarem
Irão dizer-me: «Que flor tão linda!»


É esta a flor
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
É esta a flor do homem da Resistência
Que morreu pela liberdade

quarta-feira, outubro 15, 2008

Arte de Cuba


terça-feira, outubro 14, 2008

Exposição de artistas Cubanos na Assembleia da República


Constitui um grande motivo de satisfação para o Grupo Parlamentar de Amizade Portugal –Cuba poder proporcionar a presente exposição de obras de artistas plásticos cubanos na Assembleia da República.

Para além do diálogo, da cooperação e do estreitamento de relações de natureza política entre instituições parlamentares, que constituem a razão de ser fundamental da existência de grupos de amizade, a criação de um Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Cuba na Assembleia da República – a que a Assembleia Nacional de Cuba correspondeu com a criação de um Grupo de Amizade Cuba – Portugal, com o qual mantemos as mais fraternas relações – assumiu também como um dos seus objectivos a promoção de iniciativas que pudessem contribuir para a aproximação e o melhor conhecimento mútuo da realidade cultural de ambos os países. Esta exposição insere-se nesse objectivo.

Em nome do Grupo Parlamentar de Amizade, cumpre-me agradecer à Embaixada da República de Cuba em Portugal ter tornado possível esta exposição, assegurando a presença entre nós de artistas plásticos cubanos de elevado prestígio e oferecendo-nos a possibilidade de apreciar obras de elevada qualidade, e aos serviços competentes da Assembleia da República que, com empenho, criaram condições para que esta iniciativa pudesse realizar-se.


António Filipe

Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal - Cuba
Clicar na imagem para obter mais informações

segunda-feira, outubro 13, 2008

...



Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,

é não te ver e amar-te,
como um cego.

Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.


Pablo Neruda

sábado, outubro 11, 2008

Homenagem a José Saramago

"Mas no que respeita a José Saramago, creio que a sua condição de comunista e a grandeza da sua obra literária não são facilmente dissociáveis: estou em crer que, sem essa condição, a massa humana de muitos dos seus livros não se moveria com o mesmo fulgor e não se sentiria em muitos deles o penoso, trágico, exaltante, contraditório, luminoso, sombrio, incessante movimento da história. Sem dúvida, o Nobel deu projecção planetária ao autor e à obra.

Mas se esse prémio foi importante para José Saramago - e um motivo de alegria e orgulho para todos nós - esta sua concreta atribuição ao escritor José Saramago não foi menos importante para os prémios Nobel.

No discurso de há dez anos, na Academia Sueca, José Saramago disse: «A voz que leu estas páginas quis ser o eco das vozes conjuntas das minhas personagens». Poderíamos acrescentar: «E essas vozes conjuntas são um eco do povo, dos trabalhadores, dos imperfeitos humanos que constroem a história»."


Jerónimo de Sousa

in Homenagem de comemoração do 10.º aniversário de atribuição do Nobel a José Saramago

sexta-feira, outubro 10, 2008

terça-feira, outubro 07, 2008

Comunicado

Julgo que esta é a primeira vez que me dirijo a quem lê o meu blogue para justificar o meu afastamento, prendendo-se o mesmo com a falta de tempo e disponibilidade para continuar a postar neste espaço. Devo informar que o meu retorno ainda não tem qualquer tempo de duração previsto e está limitado pela disponibilidade que me for possível. Sendo que a sua reactivação tem um objectivo concreto e que se prende com um sonho que pretendo concretizar a curto prazo, depois... depois só o tempo o dirá!! Quanto ao objectivo, em bom tempo o direi e com o tempo falarei dele.

DoAmor

Paulo de Carvalho é, na minha opinião, uma das mais impressionantes vozes deste planeta. Faz aliar a uma musicalidade rara, recursos vocais que poucos na área do canto popular conseguem. Como se isso não bastasse, ainda é um inspirado compositor, e uma generosa pessoa. E é Português. Dos melhores que conheço. Graças a Deus.”


Ivan Lins


Afastado dos discos de originais há dez anos, Paulo de Carvalho regressa agora com "DoAmor", um álbum belíssimo que assume uma sonoridade Jazz.

domingo, outubro 05, 2008

Onde está a esquerda?

"(...) a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: “Onde está a esquerda?” Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões."


José Saramago

in O Caderno de Saramago (clicar para ler na íntegra).




sábado, outubro 04, 2008

Jason Mraz


Clique na imagem para ouvir o single I'm Yours

Ele transmite tudo de bom… se estás triste, ele resolve! Tem a felicidade nas palavras, nos acordes da guitarra, na boa vibe que transmite.


Jason Thomas Mraz é cantor e compositor mas sem um estilo definido. A sua música é uma mistura de pop, rock, folk, jazz, country, hip hop e até rap. E a 'culpa' pode estar na sua formação académica - já que estudou no American Musical and Dramatic Academy em Nova Iorque.

Em 2002 lançou finalmente o primeiro álbum, Waiting for My Rocket to Come mas só em 2005 atingiu a fama com o disco Mr. A-Z (um trocadilho com seu próprio nome).

Entretanto, foi 'ganhando terreno' ao fazer as primeiras partes dos concertos de artistas como The Rolling Stones, Bob Dylan, Dave Matthews Band, Alanis Morissette, Jewel e Bon Jovi, entre muitos outros.

Agora, aos 31 anos de idade está de volta e está a contagiar o mundo com a energia positiva da sua música. O último álbum chama-se We Sing, We Dance, We Steal Things e é um autêntico sucesso! É que a avaliar pela qualidade do single 'I'm Yours' é impossível não adorar Jason Mraz nem deixar de desejar que continue por muitos e bons anos…

sexta-feira, outubro 03, 2008

É tempo de convergências em benefício do Povo.






Jerónimo de Sousa defendeu uma «alternativa de esquerda» ao governo do Partido Socialista. O secretário-geral do PCP disse não afastar «nenhuma força progressiva de esquerda».
Foi a expressão usada pelo líder do PCP, Jerónimo de Sousa, no que é visto como uma aproximação clara ao Bloco de Esquerda.

«Perante a necessidade de uma convergência das forças sociais e políticas, não excluindo nenhuma força progressiva de esquerda, temos a proposta de que sem ruptura com esta política não há arrumação de forças que garanta uma alternativa de esquerda», disse.

Esta posição foi defendida por Jerónimo de Sousa num debate sobre as teses que serão levadas ao Congresso dos comunistas que está marcado para o final do ano.


in TSF


Sugestão para ouvir...


O original data de 1967 e quem a cantava eram os The Four Seasons… mas Kapricon e Critical, ou melhor dizendo, os Madcon deram-lhe uma nova vida!! Beggin é o single de apresentação do já segundo álbum desta dupla norueguesa - So Dark The Con Of Man – e é daquelas músicas que ouvindo uma vez, não te sai mais da cabeça tão cedo…

in MegaFM


quarta-feira, outubro 01, 2008

Um momento (de entrega) pessoal...

Clicar na imagem para ler a notícia...

domingo, setembro 28, 2008

Rosa


Hoje o céu está mais azul,
Eu sinto
Fecho os olhos, mesmo assim
Eu sinto
O meu corpo estremecer
Não consigo adormecer

Ah, nem o tempo vai chegar
P'ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor

Hoje o céu está mais azul
Eu sinto
Olho à volta, mesmo assim
Eu sinto
Que este amor vai acabar
E a saudade vai voltar

Ah, nem o tempo vai chegar
P'ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor

Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia
Não sei como explicar
Mas é mesmo assim o amor



Rodrigo Leão

Para ouvir clique aqui



Para afixar em todos os edificios públicos.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Também a minha opinião



Clicar na imagem para ler!

quarta-feira, setembro 24, 2008

O Dogma que o era...



O mercado "livre" suportado pelos contribuintes norte-americanos







Nos últimos tempos temos assistido a uma crise identitária por parte do capitalismo ou será apenas a confirmação de que o mesmo não responde às necessidades dos Povos!? Mesmo entre os mais conservadores defensores da economia de mercado e apesar de não gostarem muito do papel do Estado interventor, parece unânime de que a correcção seria necessária para evitar males maiores, embora se prefira definir a intervenção operada pela Administração de Bush como qualquer coisa, mas nunca uma nacionalização.

Desde há muito tempo que se vem defendendo que a economia Socialista não é viável e que o Estado se deve resumir ao papel fiscalizador de uma economia de mercado que deve funcionar da forma mais livre possível de modo a realizar a sua própria selecção. Desta forma, olha-se o mercado como um ser mutável que funciona e se equilibra ao sabor da procura e da oferta, sendo esse equilíbrio favorável tanto a um como a outro factor. É esta a magnífica e intocável ideia preconizada pelos liberais e é este dogma que foi definitivamente abalado pela recente crise dos Bancos e Seguradoras Americanas. Como justificam agora os acérrimos defensores do mercado livre a injecção de capital do Estado, de dinheiro dos contribuintes, em sociedades à beira da falência por causa de uns amigos deles que as geriram mal e mesmo assim ganharam muito dinheiro!? Como justificam agora a intervenção do Estado no mercado que apenas funcionou, excluindo os menos aptos ou os menos zelosos na sua administração, auto-equilibrando-se!?

terça-feira, setembro 23, 2008

Ceguei



Ceguei
De tanto te amar e tanto te querer
Ceguei
De te olhar todos os dias e não te ver
Ceguei
De ter o teu cheiro em mim e não te sentir
Ceguei
E tu emudeceste
Porque falo contigo e não me respondes
Porque te beijo e não sentes nada
Porque te estendo a mão e nem sequer a vês
Cegaste…


Retirado do Blogue O Cheiro da Ilha.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Ramos-Horta promove iniciativa contra sanções a Cuba


Díli, 18 set (Lusa) - O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, disse à Agência Lusa que pretende juntar personalidades premiadas pelo Nobel da Paz contra o embargo norte-americano a Cuba.


Para Ramos-Horta, as sanções dos EUA a Cuba abomináveis. "Vou escrever primeiro a Nelson Mandela e a Desmond Tutu e a outras personalidades para, juntos, pedirmos aos Estados Unidos que ponham termo ao embargo a Cuba", declarou o presidente timorense, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1996.

O chefe de Estado timorense voltou há menos de uma semana de uma visita oficial a Cuba, país com que o Timor Leste tem relações estreitas de cooperação, sobretudo com a presença de mais de 200 médicos cubanos no país asiático.

Ramos-Horta disse que os Estados Unidos estavam do lado errado em Angola, enquanto Cuba estava do lado certo. "O mesmo governo que os EUA ostracizaram durante tantos anos é hoje um aliado querido", disse, em relação ao governo do MPLA e do presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

"Mas Cuba, que ajudou a defender Angola contra a agressão sul-africana, continua sob sanções americanas. É um pouco exagerado", acrescentou. "Como chefe de Estado posso pouco, mas tenciono reunir outros premiados com o Nobel da Paz, quando em dezembro for a Roma".

Ainda segundo Ramos-Horta, "os EUA normalizaram relações com o Vietnam, que é comunista, com a Líbia, que não se tornou uma democracia, e têm relações muito fortes com a Arábia Saudita, que também não o é. Continuam, porém, a punir Cuba".

O presidente do Timor Leste viaja na sexta-feira para os EUA, para participar do ritual anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e na cúpula dos Objectivos do Milénio, entre outras iniciativas.

sexta-feira, maio 02, 2008

1.º de Maio





Foi um dos maiores Dias do Trabalhador na histórica Alameda D. Afonso Henriques, que a CGTP denomina como sua. Quem já fez dezenas de celebrações do 1.º de Maio não tem dúvidas em dizer que este foi «um regresso a um local cheio de significado histórico»: cerca de 80 mil pessoas ocuparam o espaço frente à fonte luminosa para ouvir o secretário-geral da CGTP. Carvalho da Silva ameaçou o Governo com formas de luta «mais eficazes», não excluindo «qualquer forma de luta legal».


Ofensiva do Governo contra os jovens é «mais violenta»

O líder da CGTP não se esqueceu dos mais jovens e uma das dirigentes da Inter-Jovem, Catarina Vieira, disse ao PortugalDiário que se «notam mais trabalhadores neste 1.º de Maio» porque a «ofensiva do Governo é mais violenta». À celebração acorreram, por isso, mais jovens do que o habitual, «que reivindicam os seus direitos».

quinta-feira, maio 01, 2008

Um dia...


Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,

das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,

dos tantos risos e momentos que partilhamos.

até dos momentos de lágrimas, da angústia, das

vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...

do companheirismo vivido.


Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.


Em breve cada um vai para seu lado, seja

pelo destino ou por algum

desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas

que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...


Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e

perguntarão

Quem são aquelas pessoas?"

Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons

anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...

reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes

daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a

sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não

deixes que a vida

passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de

grandes tempestades...

poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem

morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!"


Fernando Pessoa