Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Chavez ganhou, todos nós ganhámos Comunicado de imprensa da Delegação


Neste domingo, 15 de Agosto, o povo da Venezuela tomou a decisão histórica de dizer NÃO à revogação do Presidente Hugo Chavez Frias, e, ao invés, reafirmou inequivocamente o seu mandato e as políticas do seu governo. Expressamos a nossa mais profunda satisfação e felicidade por esta clara expressão do NÃO ao neoliberalismo, do NÃO à mercantilização de tudo, do NÃO à intervenção estrangeira, do NÃO à desestabilização da Venezuela e do NÃO ao ALCA.

Esta vitória na Venezuela é uma vitória dos povos de todo o mundo; deverá ser atribuída principalmente às reformas políticas e sociais levadas a cabo por este governo com a participação real da população. O resultado do referendo deve-se à capacidade de combinar justiça social e respeito pelas liberdades cívicas e os direitos humanos. Deve-se também à vontade política de usar a riqueza do país para o bem-estar de todos os venezuelanos, e aos esforços do governo para construir um mundo mais pacífico com uma integração baseada em relações mais igualitárias entre países.

O muito alto nível de participação nesta eleição é significativo e constitui para nós, europeus, um contraste cruel com o muito baixo nível de participação nas eleições europeias, e é provavelmente imputável às claras escolhas políticas feitas pelo Projecto Bolivariano na construção de alternativas ao neoliberalismo e na construção de pontes entre instituições e participação popular.

Apelamos a todos os sectores da oposição para respeitarem os resultados tornados públicos pela mais alta autoridade eleitoral da Venezuela, deixando para trás quaisquer tentativas de desestabilização do governo e respondendo positivamente aos apelos para o diálogo feitos pelo governo.

• Vittorio Agnoletto, Itália, deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL), ex-coordenador do Fórum Social Europeu de Génova e ex-membro do Conselho Internacional para o Fórum Social Mundial de Porto Alegre • Josy Dubié, Bélgica, membro do partido ECOLO, ex-presidente do Comité de Justiça no Senado • Sahra Wagenknecht, Alemanha, deputada ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Jaromir Kohicek, República Checa, deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Sfia Bouarfa, Bélgica, senadora do Partido Socialista (PS), presidente do Comité Bélgica-Venezuela do IPU • Athanassios Pafilis, Grécia, deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Jean Cornil, Bélgica, senador do Partido Socialista (PS) • Ilda Figueiredo, Portugal, deputada ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL) • Isaura Navarro Casillas, Espanha, deputada do Parlamento Nacional pela Esquerda Unida • Giusto Catania, Itália (Sicília), deputado ao Parlamento Europeu pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL)


in PCP

sexta-feira, abril 18, 2008

Homer Simpson censura Hugo Chavez


Na Venezuela, a Comissão Nacional de Telecomunicações decidiu recomendar que a série de desenhos animados «Os Simpson» não fosse passada em horário infantil (como não o é na maioria dos países do mundo, incluindo o nosso). O Canal – privado – acatou a decisão, e colocou no horário antes ocupado pelos Simpson a série «Marés Vivas».
Umas horas depois, a Imprensa Internacional começa a noticiar «Venezuela proíbe os Simpson», depressa evolui para «Chavez proíbe os Simpson», até atingir o actual nível «Chavez proíbe Simpson e coloca 'Marés Vivas' no seu lugar».
A Comunicação Social dominada cá do burgo - acéfala caixa de repetição das mentiras e intoxicações «made in USA» - não podia deixar de amplificar a campanha. Imediatamente, esta acção se reflecte na chamada «blogoesfera», e em centenas de blogs, milhares de cidadãos melhor ou pior intencionados comentam e censuram a atitude de Chavez. E em milhões de locais da esfera real onde vivemos, milhões reproduzem e comentam esta informação. Nascem anedotas, sedimentam-se preconceitos, tiram-se conclusões.
De uma mentira torpe, de uma falsificação grosseira, a máquina conseguiu que milhões saibam que Chavez fez o que não fez, saibam que pensa o que não pensa, e concluam o que os donos da máquina querem que concluam.
Como Homer Simpson faria, sem reflectir, sem previamente criticar a informação recebida, milhões hoje censuram a Hugo Chavez um acto que não praticou, e extrapolam-no para a prática «dos comunistas».
E «factos» como este são criados e disparados às dezenas todos os dias.
Assim funciona a máquina triturante do pensamento único. Contra ela atiramos todos os dias a VERDADE. Às vezes parece um esforço inútil, mas não o é. Nesta luta, a verdade actua como a brisa do mar quando roça o casco de qualquer navio – parece que o navio segue indiferente à brisa, mas todos sabemos que é a brisa que participa na inexorável destruição do navio.




Texto de Manuel Gouveia






terça-feira, novembro 20, 2007

Benvindo Chavez!!!

domingo, novembro 11, 2007

A reacção à Chavez...


Hugo Chavez voltou a reagir às palavras que lhe dirigiu o Rei durante o encerramento de la XVII Cimeira Ibero-Americana, "¿por qué no te callas?", durante uma conversa com jornalistas transmitida pela televisão estatal. O presidente venezuelano assegurou com o humor que o caracteriza que lhe disseram que "al Rey lo tuvieron que agarrar y se puso muy bravo, como un toro... yo no soy muy torero, pero olé".

A arrogância prepotente do rei espanhol




por Carlos Aznárez [*]

"Já acabou a época dos vice-reis", terão pensado os chefes de Estado da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, de Cuba e do Equador, quando no âmbito da XVII Cimeira Ibero-americana tiveram de ouvir as palavras raivosas do Bourbon espanhol, Juan Carlos, a recriminar o chefe revolucionário Hugo Chávez por ter tido a "ousadia" de chamar fascista ao ex-mandatário José Maria Aznar. As verdades foram doridas para a delegação espanhola, sobretudo quando Chávez destacou cada um dos actos cometidos pelo governo Aznar no apoio ao golpe de Estado de Abril de 2002 na Venezuela.

O fascista Aznar teve dois defensores de luxo: primeiro o "socialista" Zapatero e a seguir o monarca espanhol, o qual exigiu ao chefe bolivariano que calasse a boca e não agredisse o seu compatriota e irmão de ideias no que se refere ao fascismo. Zapatero, refutando Chávez, pediu respeito para com Aznar porque "fora eleito com o voto dos espanhóis".

Mas faltava algo para que os ouvidos do novo colonialismo espanhol se irritassem ainda mais. Entrou o nicaraguense Daniel Ortega, que falando em nome do seu povo (e de todos os povos que lutam contra o colonialismo e o imperialismo) contou a história nefasta da empresa espanhola Unión Fenosa na sua actuação na Nicarágua. Chamou-os de mafiosos, de imperialistas e de provocadores que crêem, disse Ortega, que o povo da Nicarágua é seu súbdito.

Valia a pena ver a cara de Moratinos, Zapatero e do próprio Bourbon quando Ortega lhes dizia estas verdades. E naturalmente o Bourbon optou por retirar-se em meio a urgentes consultas da delegação espanhola. Zapatero e Moratinos ficaram, mas a resmungar. Ortega não se calou e, na parte final do seu discurso (que recordava aqueles tempos gloriosos quando no comando da FSLN falava às massas vermelho-negras do seu país), saiu em defesa aberta de Hugo Chávez.

Finalmente, chegou a dignidade de Cuba, na voz do vice-presidente Carlos Lage, que rompeu uma lança em favor de Chávez e de forma muito clara respondeu a um Zapatero cada vez mais incomodado que "não basta que um povo o eleja para que um mandatário seja alguém respeitável". E ascrescentou: "Bush foi eleito e é o assassino do povo iraquiano e eu não lhe tenho nenhum respeito".

Quem quiser ouvir que ouça: os povos da América Latina já não podem ser avassalados nem por ianques nem por bourbons. Com essa arrogância que os caracteriza, estes defensores das transnacionais que esfaimaram a nossa gente (que outra coisa é a Repsol, Telefónica, Union Fenosa, Endesa e outras semelhantes) tentaram fazer calar mas não conseguiram os chefes revolucionários que hoje lhes falam na cara em nome dos seus povos. Por isso tiveram que optar (como no caso do Bourbon) por retirar-se.

Em boa hora, pois NÃO OS QUEREMOS E DEVEM SABÊ-LO.

Acabou-se a época dos vice-reinados (apesar de alguns ainda continuarem em genuflexão) e é a hora dos povos. Daí a dignidade de Chávez, de Evo, de Ortega, de Correa, de Lage, advertindo aos poderosos e aos colonizadores que a América Latina não quer saber mais das suas propostas neoliberais e imperialistas.

[*] Editor de Resumen Latinoamericano.

O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , Nº 950


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

domingo, outubro 28, 2007

Uma adivinha...

O presidente A propõe uma nova Constituição e submete-a à votação do seu povo. O presidente B também propõe uma Constituição. Quando uma parte do povo diz não, cessa a votação. Um pouco mais tarde, esta mesma Constituição é imposta — mas sem votação. Qual dos dois é o democrata? Erraram todos. O primeiro presidente chama-se Chávez e portanto é um populista e um ditador. O segundo presidente chama-se Sarkozy e União Europeia e portanto estes são democratas. Viva a democracia! A adivinha é de Michel Collon .