Movimento das Palavras Armadas

Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Dave Matthews Band

Ao fim de quase 20 anos a mergulhar canções pop-rock na tradição folk, country e blues, Dave Matthews é, aos ouvidos de qualquer melómano, tão americano como o baseball ou o dólar. Mas foi em Joanesburgo, na África do Sul, que o líder democrático da Dave Matthews Band nasceu, há 42 anos. A profissão do pai, físico de formação e funcionário da IBM, obrigou-o a viajar por Inglaterra e pelos Estados Unidos, onde acabou por fixar-se, na juventude, passando os primeiros anos de "civil" a ganhar a vida como empregado de bar. "Nunca tive tanta motivação para servir uma boa bebida como tenho para dar um bom concerto. Quando era empregado de bar, a minha motivação era aniquilar as pessoas. Enchia bem os copos", recordou anos mais tarde, numa entrevista à revista Spin. Foi atrás do balcão que Dave Matthews encetou os primeiros contactos rumo à concretização de uma ambição que, apesar de sonhar com os Beatles "desde os cinco anos", nunca verbalizara: fazer da música o seu ganha-pão. Carter Beauford, baterista, e LeRoi Moore, saxofonista falecido no ano passado, foram os primeiros a juntar-se a este ensemble de baptismo involuntário. Terá sido LeRoi Moore que, certa vez, ao telefonar para um bar a marcar uma actuação, disse à voz do outro lado da linha que anotasse na agenda apenas o nome "Dave Matthews". O funcionário decidiu acrescentar a palavra "Band", longe de imaginar que acabara de inventar uma das marcas mais reconhecíveis e rentáveis da música feita na América, nas duas décadas que se seguiriam.
O palco foi, desde a primeira hora, o maior aliado da Dave Matthews Band, a cuja formação se juntariam o baixista Stefan Lessard e o violinista Boyd Tinsley. Mais de metade do primeiro álbum do grupo, Remember Two Things, de 1993, foi gravado ao vivo, espelhando a importância dos concertos no crescimento da banda. Apesar do estatuto absolutamente independente da Dave Matthews Band, Remember Two Things foi comprado por todos os estudantes universitários que, através de espectáculos ao vivo e da forte presença nas rádios das faculdades, o grupo tinha impressionado. Nos Estados Unidos, o disco chegou à platina e abriu o caminho para um percurso de vendas generosas, aclamação crítica e prémios Grammy - de 1994 a 1998, com os álbuns Under The Table and Dreaming, Crash e Before These Crowded Streets, a Dave Matthews Band escreveu muitas das suas melhores canções ("Ants Marching", "#41" "Don't Drink The Water"), firmando-se também como um grupo popular na Europa.
Numa entrevista recente, Dave Matthews admite que, nos anos que se seguiram a inspiração foi de diferente ordem: "Os primeiros três discos que fizemos tinham a energia de uma banda no seu momento mais saudável. Depois disso, parecia que nos juntávamos todos e éramos apenas os músicos a tocar naquele disco", explicou a um jornal de New Orleans, onde o novo Big Whiskey and the GrooGrux King foi gravado. Ironicamente, foi pouco antes da morte de LeRoi Moore, vítima de um acidente de motoquatro, que a velha energia do grupo de Charlottesville, na Virgínia, voltou a abençoá-los. "O momento em que voltámos a apaixonar-nos uns pelos outros em palco aconteceu no seu último ano. Não sei se era por lealdade ou por fé que acreditávamos que iria voltar... mas voltou quando o LeRoi ainda lá estava".



Texto de LIA PEREIRA in Blitz

Goya

Francisco de Goya, O Três de Maio de 1808, 1814, Madrid, Museu do Prado



A 3 de Maio, na Espanha ocupada pela França de Napoleão Bonaparte, cerca de 400 espanhóis presos no dia anterior e acusados de revolta contra o exército francês, foram executados pelos pelotões de fuzilamento.
No quadro, apenas as vítimas estão iluminadas e podem ser reconhecidas como pessoas que encaram a morte. Os soldados são figuras anónimas. Cada vítima tem gestos diferentes – as mãos fechadas em punho, juntas em oração, a tapar a cara ou totalmente afastadas como Cristo crucificado.
Esta pintura tornou-se um símbolo nacional da resistência espanhola.


Rose-Marie & Rainer Hagen, Goya, Edições Taschen

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Porque sim!

Fazer da cal o bilhete de identidade. Comer o primeiro u de Augusto. Às Marias chamar Bias. Petiscar ao fim do dia. Acreditar em Deus e no Partido Comunista. São coisas de alentejanos.
Explicar Deus como “alguém que manda” nisto. Casar pela Igreja. Baptizar os filhos. Ser indiferente à missa. Não faltar à procissão. Desprezar a confissão. Cantar ao Menino pelos Reis. Chamar magana à morte. Dizer dos familiares que lhe morreram: “o meu pai que Deus tem” ou “a minha Joaquina que Deus tem”. Tirar o chapéu diante do cemitério. Temer as trovoadas como os gauleses do Astérix. Benzer o pão antes de entrar no forno. Não derramar azeita. São coisas de alentejanos.
Estar apaixonado quando está triste. “Andar atrás de” quando está apaixonado. Chamar boda ao casamento e ao copo d’água função. Anteceder os nomes dos filhos do pronome possessivo meu ou minha: o meu João, a minha Ana. Da mulher dizer apenas “a minha”, ignorando-lhe o nome. Não ter trambelho para os trabalhos domésticos. Enforcar-se quando se vê viúvo. São coisas de alentejanos.
Ver cair a geada. Chamar charoco ao frio e busaranho ao vento gelado. Dizer que está aspereza quando há temporal. Ao Sol chamar “o astro”, como se fosse o único no céu. Ao calor chamar calma. Viver com o Suão. Chamar às planuras descampados. Cerros aos outeiros. À floresta arvoredo.
Olhar o horizonte e saber ter vagar. Dizer: estou à espera de me ir embora. Declarar com solenidade: devagar que tenho pressa. Abalar no comboio da Cuba. A Lisboa chamar aldeia grande. Ter parentes na Brandoa. São coisas de alentejanos.
Estar de roda do lume. Sentar no chão para conversar. Parar no largo ao olhinho do sol. Ter sempre a navalhinha petisqueira no bolso das calças. Condutar o pão, o vinho e a vida. Beber só em companhia. Cantar quando os outros também cantam. À seca chamar desgraça. Querer a barragem de Alqueva. São coisas de alentejanos.
Porque sim!

Pedro Ferro, in Público, 9 de Outubro de 1995

Terça-feira, Julho 07, 2009

2.550.000.000,00 €

Assim mesmo, com estes zeros todos. Convido-o a fazer as contas. Como entender. De cabeça. Ou com a máquina de calcular. Mas faça.

Foi o que alguns roubaram aos accionistas, depositantes e credores do Banco Português de Negócios (BPN).

E foi o que o Governo PS/Sócrates roubou aos contribuintes portugueses para cobrir aquele roubo. Pensando que uma mão lava a outra mão!
E, perante tamanha vigarice, permito-me perguntar: ainda assim vai haver quem vote neles?!

Ainda haverá quem goste de ser burlado, enganado, tramado, ludibriado, zombado, assim desta maneira, sem um pingo de vergonha na cara, por um primeiro-ministro que utiliza o dinheiro de todos os portugueses como se fosse seu?



alfa

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Esclarecimento




Polémica: Presidente do Mineiro Aljustrelense (Hélder Vairinhos) desmente PCP

"Pinho não entregou cheque ao Clube"

in Correio da Manhã



No passado dia 14 de Fevereiro noticiou a Agência Lusa
que “Manuel Pinho vai assistir domingo ao jogo da 2ª Divisão B entre o Sporting Clube Mineiro de Aljustrel e o Torreense, onde será homenageado “pelo seu papel no encontro de uma solução para as minas”. Afirmava a Lusa que “Segundo fonte do Ministério da Economia, o ministro Manuel Pinho foi convidado para assistir ao jogo do Clube Local “como forma de agradecimento pelo seu papel no encontro de uma solução para as minas” de Aljustrel” e que “O ministro irá por sua vez, oferecer equipamentos desportivos à equipa de Aljustrel, acrescentou a mesma fonte, sublinhando que a iniciativa está a ser coordenada pelo governador civil de Beja”.


Na mesma notícia, informava a Agência Lusa que o dirigente do Sindicato Mineiro Jacinto Anacleto, declarava desconhecer tal homenagem e que a Câmara Municipal também nada sabia sobre a mesma.


No dia 16 de Fevereiro, no decorrer do jogo de futebol entre o Sport Clube Mineiro Aljustrelense e o Sport Clube UniãoTorreense, foi anunciado que se encontravam no estádio não o Senhor Ministro da Economia e Inovação para ser homenageado e o Senhor Governador Civil como coordenador da iniciativa mas os senhores Dr. Manuel Pinho e General Manuel Monge na qualidade de simples cidadãos.


No decurso do jogo foi entregue ao cidadão Manuel Pinho, pela Direcção do Sport Mineiro, uma camisola do Clube que havia sido prometida ao Ministro da Economia e Inovação o qual, por sua vez, não se sabe se na qualidade de Ministro da Economia e Inovação, se na qualidade de representante da EDP, anunciou a oferta da EDP de cinco mil euros destinados à aquisição de novos equipamentos para o Sport Clube Mineiro Aljustrelense.


Ou não fizesse aquele senhor parte de uma direcção do Clube, cujo vice-presidente é o recandidato pelo PS à Câmara Municipal de Aljustrel!!! Há informações que devem ser dadas nas noticias para melhor as compreendermos.




Domingo, Julho 05, 2009

France Hyères, 1932, National Gallery of Canada, Ottawa








Estrada de vida
desolada
crua e lisa,
talvez suspensa.
Estrada lisa,
deserta,
- rumo de mar, leme incerto.

alfa

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Ashkan Sahihi

Muito se tem falado do Irão e por isso aqui fica a morada de um fotógrafo Iraniano cujo trabalho é a polémica!

Quarta-feira, Julho 01, 2009

“Aocana”


Nome maior da movida que renovou o flamenco a partir de Barcelona e modernizou a rumba catalâ, os Ojos de Brujo acabaram de editar o seu quarto disco de originais: “Aocana” (”Agora” na língua caló dos ciganos ibéricos). Mais um registo que contamina rumbas e bulerias com todo o tipo de outras influências musicais: do tango ao reggae, hip-hop, bhangra e até mesmo trash-metal. Tudo cabe neste caldo cultural.