Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

segunda-feira, setembro 17, 2007

A imparcialidade como ela deve ser...

Não resisti a não publicar alguns excertos desse texto aqui. E publico-os pela simples razão de que após tantos disparates que tenho lido, estas também são as palavras e a visão de um não-comunista. Sendo que nesta condição não pode ser acusado de Juiz em causa própria.

Aqui vai (os negritos são da minha autoria):


“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante!. Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei? ...


...As festas do Avante, por muito que custe aos anti-comunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça... Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo... Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história... E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão. ...


... Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados. ...


...Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. ...


...A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é dificil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideológicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista. ...


... As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisiveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca. ...


...Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do shampô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas. ...


...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas. ...


...A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar. ...


...Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.”




Publico aqui excertos de uma reportagem do Miguel Esteves Cardoso, sobre a Festa do Avante, para a Revista Sábado e que ainda não tive oportunidade de ler, a não ser estes pequenos excertos que retirei do blogue
Vermelho Vivo.
Embora sem a sua permissão, eu resolvi fazer o copy paste deste artigo, presumindo que teria a permissão do camarada. Fica aqui o meu agradecimento... Obrigado!



quarta-feira, setembro 12, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Para o ano há mais!

Cartaz da Festa de 1977


Como desde há 31 edições, terminou mais uma Festa do Avante com um saldo positivo! Milhares e milhares de visitantes criaram um ambiente de festa, diversão, de confraternização, amizade e solidariedade. A Festa terminou, mas a razão da sua existência continua persistir, a construção de um mundo melhor. De toda aquela "overdose" cultural eu realço os Kumpania Algazarra, que me espantaram pela alegria que transmitiram por todo o recinto, sem no entanto esquecer as centenas de artistas que animaram a Quinta da Atalaia e os palcos e que em muito contribuíram para o sucesso de mais uma de muitas Festas do Avante.
A quem nunca foi à maior Festa de Portugal aqui fica um conselho, façam-no para o ano... porque para o ano haverá mais!

quinta-feira, agosto 30, 2007

Política e Cultura na FESTA!


A Festa do «Avante!» será um momento privilegiado da apresentação e divulgação das posições e propostas do PCP sobre as grandes questões que marcam a actualidade política nacional e internacional que se projectarão nesses três dias para os milhares de visitantes da festa e para o país.



Situação do país e propostas do PCP para “Um Portugal com Futuro”
marcam a 31ª edição da Festa do Avante!
Nota do Gabinete de Imprensa da Festa do «Avante!»

1. A Festa do «Avante!» será um momento privilegiado da apresentação e divulgação das posições e propostas do PCP sobre as grandes questões que marcam a actualidade política nacional e internacional que se projectarão nesses três dias para os milhares de visitantes da festa e para o país. Dos muitos elementos que integram a intervenção politica do PCP nesta Festa, todos eles convergem na afirmação da ideia que o nosso país não está condenado a este rumo de injustiça e declínio nacional, que há outro caminho, que Portugal tem Futuro. Desta forma, estará presente no Pavilhão Central da Festa, uma grande exposição que se intitula, Com o PCP, por um Portugal com futuro.

O momento de abertura da Festa e o grande comício que terá lugar pelas 18 horas de Domingo, que contarão com a participação do Secretário-geral do PCP - Jerónimo de Sousa, serão palco para a apresentação das principais linhas de resposta, acção e intervenção política do PCP para os próximos meses.

2. Entre outros, três temas irão marcar a intervenção política do PCP na 31ª Edição da Festa do Avante.

A violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores que visa, por via das alterações que o Governo PS prepara na legislação de trabalho, a facilitação dos despedimentos sem justa causa, a desregulamentação de horários de trabalho, o ataque às remunerações e graves limitações à intervenção sindical, instalar a lei a selva nas relações laborais, naquilo que se confirma como uma autêntica declaração de guerra aos trabalhadores deste país.

A denúncia da tentativa de imposição do essencial do conteúdo da "Constituição" já rejeitada em 2005 sem a realização da auscultação no plano nacional de cada um dos países que integram a UE. Numa altura em que Portugal assume particulares responsabilidades assumindo a presidência do Conselho Europeu, as grandes potências e os grandes grupos económicos e financeiros - com a cumplicidade do Governo PS - procuram impor um novo salto qualitativo na integração capitalista europeia, reforçando e institucionalizando o federalismo, o neoliberalismo e o militarismo através da aprovação, sem consulta aos Povos, de um novo tratado dito reformador.

A realização da Conferência Nacional do Partido sobre questões económicas e sociais que, sob o lema " Outro Rumo. Nova política ao serviço do Povo e do país", como um importante momento de afirmação das propostas do PCP para a necessária ruptura democrática e de esquerda que o país precisa. Propostas que no plano económico e social, comportam a valorização dos direitos dos trabalhadores, a defesa dos serviços públicos e de uma outra intervenção do Estado na Economia, a defesa e valorização do nosso aparelho produtivo, o combate aos déficits estruturais da nossa economia e uma política económica assente na soberania e independência nacional.

3. Cerca de 50 Debates preenchem os três dias da Festa do «Avante!»

Na linha das anteriores edições, na Festa do "Avante!" terá também lugar, um importante conjunto de debates e a apresentação de vários livros, entre os quais, "85 Momentos de vida e luta do PCP", por onde passará a discussão, a reflexão, a análise e a denúncia nomeadamente sobre a política de direita do Governo PS, a União Europeia e as várias questões internacionais que marcam o nosso tempo, assim como, os aspectos sobre o reforço do PCP e do seu papel junto dos trabalhadores.

Nos cerca de 50 debates que se realizarão durante os três dias da Festa, abrangendo temas como o desemprego, a ofensiva contra o regime democrático, direitos das mulheres, desporto adaptado, imigração, os grupos económicos, transportes terrestres ou exploração digital de direitos, destacam-se os que se inserem na preparação da Conferência Nacional do PCP Sobre Questões Económicas e Sociais a realizar no próximo mês de Novembro.

A Revista Programa da Festa, que será apresentada até à Festa, dará uma informação mais detalhada sobre este conjunto de debates, em que participarão membros da Comissão Política e do Secretariado do PCP, deputados na Assembleia da República e Parlamento Europeu, militantes que integram diferentes Grupos de Trabalho do PCP em áreas especializadas, assim como diversas personalidades da sociedade portuguesa. Do vasto conjunto de debates que se irão realizar destacamos os seguintes:

  • "Presidência portuguesa e o futuro da União Europeia"
  • "Outro Rumo! Nova política ao serviço do povo e do país"
  • "O imperialismo e a guerra - solidariedade anti-imperialista"
  • "Os direitos dos trabalhadores e o combate à estratégia de retrocesso do Governo"
  • "Pela Democracia, pela Liberdade - Por Abril"
  • "90 anos da Revolução de Outubro - A actualidade do projecto Comunista"
  • "A Democracia perante as campanhas de branqueamento e reabilitação do fascismo"
  • "A imprensa do Partido - instrumento decisivo na batalha das ideias"
  • "Um PCP mais forte: consolidar, crescer, avançar"
  • "Os grupos económicos em Portugal e o desenvolvimento do país"


Para mais informações clique aqui

quarta-feira, agosto 29, 2007

Como são as eleições em Cuba



Por Joaquín Oramas

De novo, milhões de cubanos foram convocados para eleições, cujos candidatos elegerão, por seu próprio direito, outros escolhidos por eles próprios, exercendo um poder que cabe ao povo, do qual muitos carecem e cujos governos apregoam que são exemplo de democracia.

Como noutras ocasiões, os fascistas que controlam o poder nos Estados Unidos e seus aliados, a máfia de Miami, implementam campanhas de desinformação sobre o processo eleitoral cubano, tendo por objectivo confundir aqueles que ignoram a realidade política, social e económica da Ilha. Daí que não repitamos o provérbio de "chover no molhado", se lembrarmos como se realiza o processo eleitoral em Cuba.

As pessoas que vão ser eleitas não são propostas por serem as que mais dinheiro têm ou mais recursos para comprar votos, pagar anúncios na televisão, na rádio, na imprensa escrita, na internet e imprimir cartazes com a suas imagens em campanhas proselitistas. Também não são escolhidas por nenhum aparelho político a serviço de nenhum grupo privilegiado. Todos os candidatos são cidadãos com prestígio na comunidade, que o próprio povo propõe e escolhe em assembleias públicas nas circunscrições. Nas mais das 14 mil circunscrições de todo o país, funcionam por volta de 25 mil colégios eleitorais, onde se mostra a lista de eleitores, bem como as biografias e fotos dos candidatos para decidir quem eleger. Da mesma maneira, colocam-se em estabelecimentos públicos, poucos dias depois de se realizar a eleição na circunscrição.

As biografias destacam as qualidades, prestígio e nível de instrução dos candidatos. Os candidatos não podem fazer promessas aos eleitores nem induzi-los a votarem neles.

"Eleições sem politiqueiros"

No processo eleitoral da Ilha não existe o espectáculo de colocar a imagem de politiqueiros em paredes e colunas de prédios prometendo demagogicamente coisas nas quais nem eles próprios acreditam. Também não se faz trabalho de propaganda do género nos meios de difusão. As propagandas sobre as eleições em Cuba exortam os eleitores a nomear e eleger os melhores e mais capazes, sem mencionar os nomes dos candidatos. Os eleitos, quer sejam delegados de circunscrições, membros de câmaras municipais e provinciais e deputados da Assembleia Nacional, cumprem suas funções sem cobrar um só centavo.

Isso quer dizer que não passam a ser profissionais do Parlamento, pois continuam fazendo seu trabalho habitual, pelo qual recebem o salário correspondente. Entre eles, professores, médicos e outros trabalhadores das ciências, operários qualificados, intelectuais, membros das Forças Armadas Revolucionarias e do Ministério do Interior, camponeses, advogados, membros das organizações de massas, que figuram entre os eleitos nas eleições na Ilha.

Em Cuba, tem direito ao voto pessoas com 16 anos de idade em diante e quando elas têm essa idade são inscritas imediatamente, o que se realiza a partir do Registo Civil onde estão inscritos todos os cidadãos. A votação é voluntária, livre e secreta. Não existe lei que obrigue os eleitores a votarem.

Em cada eleição realizada, mais de 90% do eleitorado foi às urnas. A contagem dos votos é feita publicamente ao concluir o horário de votação pelos membros da mesa eleitoral e na presença dos eleitores que vão voluntariamente ao lugar para verificarem a transparência da contagem. Não se sabe de caso algum de roubo de urnas, fraude ou ocupação de colégios eleitorais por forças militares para beneficiar o regime, como acontece em muitos países. Em Cuba, as urnas são custodiadas pelas crianças, sendo assim apagada a imagem dos militares com armas em cada colégio eleitoral, quem com sua presença, em lugar de cuidarem a ordem pública, ameaçavam os eleitores.

Também não há casos de cidadãos exigindo seu direito de votar, como acontece nos Estados Unidos, onde são excluídos milhares de votantes negros e hispânicos por meio de subterfúgios legais. Nem vergonhosas fraudes ao estilo do estado da Flórida, quando das primeiras eleições presidenciais de Bush. Nem o espectáculo de troca de cédulas eleitorais por comida ou dinheiro, como aconteceu na recente farsa eleitoral no Iraque encenada pelos agressores e ocupantes americanos, a fim de imporem um governo fantoche.

A maior preocupação dos eleitores cubanos na hora da votação é analisar em sua circunscrição quais dos candidatos possuem as melhores qualidades para enfrentarem os problemas que a população coloca. Não é uma eleição definitiva, pois os delegados ou outro membro qualquer em nível municipal, provincial ou nacional, podem ser revogados antes de cumprirem o mandato, se não cumprirem as responsabilidades que assumem ao serem eleitos.

Entre os delegados de circunscrições eleitos pela votação directa da população, são eleitos os candidatos às câmaras municipais, bem como às provinciais. Os deputados da Assembleia Nacional (Parlamento) são escolhidos, tendo em consideração os membros das provinciais. Inserem-se nelas outras representações de importantes sectores científicos, administrativos, camponeses, intelectuais, organizações de massas propostas por organizações sociais e instituições.

Cabe à Assembleia Nacional eleger entre os seus deputados, os membros do Conselho de Estado e este, o presidente.

É bom salientar que o Partido Comunista de Cuba não candidata nem escolhe os candidatos. E seus membros, como cidadãos, exercem o direito ao voto e integram as mesas eleitorais se lhes for pedido.

De jeito nenhum, cidadãos com laços familiares ou que convivam com algum dos candidatos a serem eleitos na circunscrição poderão fazer parte de uma mesa eleitoral. Além disso, nenhum colégio eleitoral, comissões de circunscrição e demais trabalhos relativos ao sufrágio, poderão funcionar num imóvel que seja propriedade de algum dos nomeados. São valores éticos que contribuem para a transparência das eleições.

*É jornalista do jornal Granma

Fonte: Granma Internacional

domingo, agosto 19, 2007

A frase



"Louçã é um produto desse tempo [Maio de 68] que, por azaradas contingências, vive neste"
Alberto Gonçalves, "Diário de Notícias", 19-08-2007


in Público

sexta-feira, agosto 17, 2007

PORTUGAL, CAMPEÃO EUROPEU DA DESIGUALDADE




As políticas económicas neoliberais executadas em Portugal desde há muitos anos – intensificadas pelo governo Sócrates – reflectem-se nos indicadores estatísticos.

Os dados agora revelados pelo Eurostat, o serviço estatístico da União Europeia, revelam que Portugal já é o campeão europeu da desigualdade na distribuição do rendimento nacional: tem o pior Coeficiente de Gini do continente. Clique a imagem para ampliá-la.


in
resistir_info Não à guerra pelo petróleo.


quinta-feira, agosto 16, 2007

A novação Constitucional Venezuelana

agência reuters




O Presidente da Venezuela, apresentou hoje pela primeira vez a sua proposta de Constituição e toda a oposição e médias ocidentais se apressaram a dizer que tais alterações à Constituição só visam a perpetuação de Chávez no poder. A alteração, não pretendeu mais do que alterar a disposição que impedia a recandidatura de um presidente mais do que 12 anos consecutivos. Esta alteração permite que Hugo Chávez se volte a candidatar ao contrário do que acontecia, mas ele apenas se voltará a candidatar contra outros candidatos, será sempre o povo a permitir ou não, a duração do seu poder, que poderá não ser perpetuo, caso assim o povo o queira. Assim sendo, não vejo onde poderá estar o problema que alarma tanta gente!? Mas ao contrário ninguém faz referência às mudanças constitucionais que tornam a Venezuela num verdadeiro país Socialista, num país de um verdadeiro Socialismo do séc. XXI. Como é exemplo, a diminuição da carga horária semanal de trabalho, das 40 para as 36 horas, permitindo que o trabalhador utilize o restante tempo para formar a sua personalidade.
É esta e outras tantas alterações que põem a Venezuela na vanguarda do humanismo e na vanguarda dos países com preocupações sociais. E é isto que preocupa muita gente, que esta REVOLUÇÃO avance pelo mundo e é isso que irá acontecer contra a sua própria vontade.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Concepto de Revolución por FIDEL


“Revolución es sentido del momento histórico; es cambiar todo lo que debe ser cambiado; es igualdad y libertad plenas; es ser tratado y tratar a los demás como seres humanos; es emanciparnos por nosotros mismos y con nuestros propios esfuerzos; es desafiar poderosas fuerzas dominantes dentro y fuera del ámbito social y nacional; es defender valores en los que se cree al precio de cualquier sacrificio; es modestia, desinterés, altruismo, solidaridad y heroísmo; es luchar con audacia, inteligencia y realismo; es no mentir jamás ni violar principios éticos; es convicción profunda de que no existe fuerza en el mundo capaz de aplastar la fuerza de la verdad y las ideas. Revolución es unidad, es independencia, es luchar por nuestros sueños de justicia para Cuba y para el mundo, que es la base de nuestro patriotismo, nuestro socialismo y nuestro internacionalismo.”


FIDEL

terça-feira, maio 08, 2007

Protesto do PCP: Pelo pluralismo e liberdade de expressão


Mais de mil pessoas participaram, ontem, num protesto contra a exclusão do PCP, por parte da RTP, do programa Prós e Contras. Em frente à Casa do Artista, local onde foi gravado o programa, intervieram vários dirigentes do PCP e da JCP e foi aprovada uma moção pelo pluralismo e pela liberdade de expressão.











sexta-feira, abril 27, 2007

Em cena no TDMII: A filha rebelde

Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço. A estada em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie, que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país. No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão. A coragem será uma das principais marcas de Annie, que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.

in Teatro Dona Maria II


Esta quinta-feira, fui ver esta peça de teatro, não só pelo tema da mesma mas também porque, entretanto, soube que tinha música Cubana tocada ao vivo. Se com as expectativas altas entrei com elas preenchidas saí! A encenação é mágnifica, a representação soberba, a música fenomenal e a História tocante, envolvente e emocionante, ainda para mais para quem se identifica ideológicamente com a Annie. Queria também realçar a parte em que a actriz Ana Brandão canta a solo, para essa parte só tenho uma palavra ARREPIANTE...
Vale a pena ir ver, pena que o teatro em Portugal seja tão caro, felizmente, ainda existem algumas promoções.

quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

Sarkozy "elogia" Sócrates...

Sarkozy, político de direita, elogiou Sócrates, depois deste lhe mostrar todas as reformas que pretende fazer na Administração Pública, chegando mesmo a intitulá-lo de Blair português! Sarkozy ainda disse que se os socialistas Franceses fossem como Sócrates, ele proprio não saberia onde se posicionar políticamente em França. Sócrates aceitou o elogio e agradeceu-o como se se tratasse de uma confirmação da sua boa governação. O curioso nisto tudo, é que em 11 de Setembro de 2006, Soares em entrevista aos Prós e Contras, afirmou que Blair não é Socialista mas que Sócrates já o seria. Desta forma, só me ocorre que ou alguém anda a ver mal ou existe uma grande confusão entre o que é ser-se ou não socialista nos partidos socialistas.

sexta-feira, abril 06, 2007

No lixo o que não presta...


Joga no lixo o que não presta e não tem reciclagem possível. O Ultra-nacionalismo é uma parvoíce e o nazismo uma idiotice, só adere a elas quem não tem ocupação mais útil. Portanto, arranja uma ocupação inteligente.

quinta-feira, abril 05, 2007

A brincar....

in Público on-line

Curioso é que todos eles deram, numa reportagem sobre os Gato Fedorento, autógrafos ao senhor do PNR e aos seus filhos. Se calhar ainda não conheciam a peça!

...Se dizem algumas verdades.

terça-feira, março 13, 2007

Vergonha Nacional...

Privados abrem clínicas onde Governo fechou centros de saúde


Elsa Costa e Silva
e João Paulo Mendes
Três grupos privados e a União das Misericórdias Portuguesas são as entidades privadas e da rede social que já puseram em marcha um ambicioso programa de abertura de unidades de saúde que pretendem ocupar o vazio deixado pelo Estado ao fechar urgências, centros de atendimento permanente e maternidades.


In Diário de Notícias


Perante esta evidência, há uma questão que me coloco: Como é possível que estes grupos privados venham a ter a respectiva retribuição, se, segundo os dados do Governo, nessas localidades os atendimentos por noite eram abaixo dos dez, sendo esta uma das razões invocadas para o seu encerramento!? Ora, segundo as regras do mercado (algo que é indignificante - aplicar termos económicos a serviços como os da Saúde, tornando esta um bem comercializável.), se a procura é mínima então não compensará oferecer esse tipo de serviços, pois nenhum grupo privado abdica do seu fim, o lucro. Será hipócrita pensar o contrário! Sinceramente há aqui algo que não bate certo, existe qualquer coisa que não consigo perceber ou será que os pressupostos estão errados!?
O sr. Ministro da Saúde, o sr. Primeiro-Ministro e o Partido Socialista que respondam...

sábado, março 03, 2007

O FIM destas políticas!

Ontem foram mais de 100 mil os manifestantes nas ruas de Lisboa, quer do sector privado, assim como do sector público. Eu estive junto com os manifestantes do sector privado e tendo em conta o seu número, apercebi-me de que aquela era uma manifestação como nenhuma outra antes vista. Perante o que assisti, só alguém muito cabeçudo e autista ficará indiferente àquela demonstração de descontentamento, quer para com as políticas laborais, assim como para com as restantes políticas deste Governo, como a da saúde.
Esta manifestação foi uma mas maiores desde há 20 anos e tem a particularidade de ter como alvo um Partido que se diz socialista e praticante de medidas políticas socialistas!

domingo, fevereiro 18, 2007

As razões soltas do meu voto


Nunca votei em tal programa, porque nunca acreditei na sua isenção, nem tão pouco na sua capacidade de nos representar o Grande Português. Quando soube quem eram os 10 eleitos por quem votou, fiquei espantado com a presença entre aqueles de Álvaro Cunhal. Não me surpreendeu tanto a figura de Salazar, pois a polémica criada em torno do seu nome durante a eleição levaria certamente a tal resultado, tanto mais que, apesar de fingirmos não existirem, os fascistas continuam a fazer política de forma impune neste nosso país, inclusive, nos partidos da direita representados no parlamento nacional! Afinal Álvaro Cunhal estava entre os eleitos sem qualquer legitimidade, segundo os importantes intelectuais deste nosso país, que imediatamente o compararam a Salazar, embora no extremo oposto. Devo contudo reconhecer que me terei enganado relativamente ao programa, pois apesar de achar um absurdo tentar encontrar um Grande Português entre tantos que já existiram e num país com mais de 500 anos de história, a verdade é que o programa tem contribuído para a discussão entre os portugueses pelo menos de partes da História desta Nação. Apesar disso, nesta fase já votei e como é óbvio o meu voto foi para Álvaro Cunhal, não apenas por ser Comunista, mas pelas razões que resolvi aqui explanar. Ouve-se muita lamentação por não existirem artistas nos 10 mais, negligenciando a obra artística de Álvaro Cunhal, enquanto desenhador. Fala-se apenas de Cunhal como o político, forma como é referenciando pelo concurso, que lutou contra a ditadura fascista. É óbvio que essa é a faceta mais conhecida de Cunhal, porém, um Homem não se pode avaliar apenas por uma parte das suas acções, mas pelo conjunto delas que constituem a sua vida.

Álvaro Cunhal nasceu numa família da classe média-alta, não passavam grandes dificuldades ao contrário da maioria dos portugueses da altura. Como muitos outros, Cunhal poderia ter-se preocupado só consigo e ter vivido uma vida rica, sem que tivesse que passar por muito do que passou. No entanto, vendo o Povo a sofrer perante o poder opressivo de uma ditadura que de dia para dia prejudicava o futuro do país, Álvaro Cunhal optou por enfrentar esse poder afim de dar condições mais dignas ao Povo português. Para isso alinhou pela ideologia Comunista que até ao fim da sua vida defendeu coerentemente, acreditando no Socialismo. É então que Cunhal mostra toda a sua grandiosidade enquanto Homem e entra na dura vida da clandestinidade, quando poderia, como já afirmámos, viver em condições inacessíveis à larga maioria da população. Inconformado com a situação no país em que vivia e hipotecando anos da sua vida ele opôs-se à ditadura de Salazar. Foi graças à sua acção enquanto militante Comunista, que o regime foi enfraquecendo. Foi Ele quem organizou o Partido Comunista e o dotou duma máquina capaz de fazer abalar o poder instalado e foi por causa da sua acção e do seu reconhecimento entre os opositores ao regime, que este o perseguiu impiedosamente. Esteve preso vários anos e nem isso o fez perder a convicção de que só com uma luta organizada o Fascismo poderia cair. Lutou dentro do Partido contra uma facção que cria que o regime estava caduco e que o Partido apenas devia esperar que a ditadura por si só se desmoronasse, era a teoria da inacção, quando nada disto se fazia prever! Foi Cunhal que então apelou a acção do Partido, junto com os operários, os trabalhadores agrícolas e o restante Povo, tornando o Partido Comunista no Partido do Povo português, o único que fazia frente a um poder olhado como implacável. Muita gente afirmará, Pois mas isso foi o que ele fez pelo Partido Comunista e isso apenas é importante para os seus militantes! Nada mais errado, não fosse a grande importância da acção dos militantes do PC na luta contra a ditadura de Salazar e porventura a Revolução não teria ocorrido tão cedo. Foi o desgaste provocado pelo Partido Comunista organizado que permitiu alertar o Povo para a necessidade de uma mudança política. Porém, e como foi referido atrás, Álvaro Cunhal não foi só o politico clandestino – antes do 25 de Abril – e o político depois do 25 de Abril, mas foi também o artista, o escritor, o historiador e o grande intelectual. Apesar de preso, Álvaro nunca parou de aprender e juntamente com outros seus Camaradas, Cunhal estudou a Revolução do Mestre d’ Aviz, considerada pelos Comunistas Portugueses como a primeira Revolução em Portugal. Cunhal estudou-a para compreender a dinâmica Revolucionária de classes daquela época, para que a pudesse aplicar ao presente em que vivia. Tanto quanto sei, estes estudos têm grande importância sendo até mesmo objecto de estudo nas Faculdades no curso de História. Fez ainda uma das melhores traduções para português do Rei Lear de Shakespeare. No cativeiro a que foi submetido, Cunhal também desenhou, desenhos esses de grande qualidade artística e de grande simbolismo. Durante o tempo de masmorra Cunhal ainda teve tempo para terminar o curso de Direito e apesar de se apresentar escoltado por membros da PIDE e perante um jurí catedrático fiel ao regime, Álvaro não se intimidou e levou como tese de licenciatura “O Aborto”, isto numa altura em que se vivia sob a égide de uma Ditadura apoiada pela Igreja! Apesar da polémica do tema, que ainda hoje como é sabido foi duramente debatido, Cunhal terminou o Curso com média de 16 valores. Álvaro também escreveu romances realistas, tem uma boa obra bibliográfica, quer de romances ou contos sobre as situações pelas quais passou – alguns dos quais foram recentemente transformados em filmes e séries televisivas –, quer de livros políticos. Intelectualmente Cunhal tinha um grande reconhecimento quer Nacional, quer Internacionalmente. Álvaro tinham um grande reconhecimento entre os colegas Estudantes Universitários e era reconhecido pelo Povo, como o maior opositor de Salazar, isto internamente. No exterior Cunhal também foi reconhecido pelo Homem que era e pela sua luta. Durante a sua prisão recebeu apoio de muitos intelectuais, entre os quais Pablo Neruda que lhe dedicou um poema, no exílio, depois de três prisões, Cunhal foi recebido na União Soviética como se de um Líder Nacional se tratasse, embora a sua pátria fosse Portugal, este Pequeno país no ocidente da Europa. Teve honras de chefe de estado, recebeu casa e um carro com motorista ao seu dispor, que poucas vezes utilizou, porque a sua maneira de ser era essa mesmo, a abnegação dos bens materiais e a preocupação com os outros. Aprendeu a ler russo e a falar russo, lendo os jornais soviéticos sem necessitar de tradutor. Apesar de respeitado na URSS, Cunhal também era temido, pois a sua visão do papel da URSS no mundo não era a mesma dos líderes soviéticos. Enquanto estes pensavam que os novos países Comunistas no mundo deveriam ser satélites da URSS, Cunhal sempre defendeu a autonomia dos países Comunistas, sendo apologista de que estes pudessem aplicar um Socialismo diferente do da URSS, sem que esta interviesse.

Muito se fala do Humanismo de Aristides Sousa Mendes, mas a verdade, e não menosprezando o seu feito, é que Cunhal ao contribuir activamente para o fim da Ditadura e apelando simultaneamente para o fim da Guerra colonial terá também contribuído humanamente para a poupança de milhares de vidas humanas, porventura muitas mais do que aquelas que são atribuídas a Aristides de Sousa Mendes.

Muita gente tenta compará-lo a Salazar, afirmando que se tratava de um ditador embora de esquerda, são estes aqueles que ainda há bem pouco tempo diziam que os Comunistas comiam crianças ao pequeno-almoço. É óbvio que Cunhal terá defeitos, mas os seus defeitos confundem-se com o maior “defeito” do Partido Comunista Português. Ou seja, Álvaro preferia continuar a “apoiar” o pior dos países Comunistas, que se sabia aplicar más políticas sociais, do que lhe retirar o apoio sendo esta atitude um ponto a favor do pior dos seus inimigos, os EUA. Este, para quem não compreende, até porque é de difícil explicação, torna-se num ditador apenas porque prefere apoiar o pior dos seus amigos do que o pior dos seus inimigos. É um problema que os Comunistas sempre tiveram e sempre irão ter enquanto os seus inimigos aproveitarem essa ideia como arma política. Tem-se falado também da falta de luto por Salazar, mas o que me apercebi é que o Povo português já afastou o preconceito do comunismo como algo de mau, enquanto os docentes universitários deste país continuam, ridiculamente, a sofrerem de um anti-comunismo primário e a preverem que Cunhal seria um Ditador caso tivesse chegado ao poder!

Os Reis nasceram com essa condição que se lhes conhece, os nobres igualmente, Cunhal não, Cunhal nasceu com uma condição diferente daquela que adquiriu e teve a coragem de abdicar de uma vida normal para se pôr ao lado do Povo oprimido.

Votar em cunhal é votar num dos portugueses mais completos de sempre, é votar num homem idóneo e integro, num homem corajoso. É votar acima de tudo no próprio povo português. Quem não é o maior português de sempre senão o próprio Povo?! Votar em Cunhal é votar em todos os que contribuíram para a Revolução e que não sobreviveram para desfrutar da Liberdade, é votar no operário, no pescador, no trabalhador rural, enfim... é votar nos Trabalhadores.

Votei em Álvaro Cunhal porque falei com ele e tenho orgulho em um dia ter contactado de perto com um dos maiores Portugueses de sempre. Muito se diz sobre o Álvaro, mas o que me apercebi do meu breve contacto com ele é que o Álvaro era imponente intelectualmente, mas muito humano, acessível e afável, contudo, era essa sua imponência que criava constrangimento em quem com ele comunicava, pelo menos a mim criou.

Álvaro Cunhal foi sem dúvida o último grande Príncipe da Europa e deixou o Partido Comunista Português como o maior Partido Comunista da Europa, para além do legado de Liberdade e Igualdade ao Povo Português.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O SIM à possibilidade de opção venceu...


Estou feliz com a vitória do SIM no referendo, que acaba com anos de omissão política e legislativa de um problema que sempre afectou as mulheres portuguesas, principalmente as mais pobres. Porém, continuo a sentir-me indignado com a falta de coragem política do Partido Socialista e do seu Governo, que escondidos atrás do “pressuposto” da coerência política de terem prometido um referendo, realizaram-no gastando com isso cerca de 10 milhões de euros – 2 milhões de contos – num país que segundo os próprios tem grandes dificuldades económicas, razão que invocam para as políticas económicas e sociais que vão aplicando. Daqui depreendo que o argumento é falso, pois afinal temos 10 milhões de euros para fazer um referendo, sobre uma matéria que deveria ser tratada na Assembleia da República com base na maioria de esquerda eleita pelo povo nas eleições legislativas. Para além disso se a justificação é a coerência política, então que tivessem sido coerentes quando foram eleitos com a promessa de não aumentar os impostos e o fizeram logo que foram investidos no poder. Nessa altura tivessem feito também um referendo popular para decidir se o Povo queria que se aumentasse os impostos, ao contrário daquilo que prometeram ao mesmo.

Mas afinal dos 10 milhões de euros ainda se aproveitou qualquer coisa... felizmente!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Sérgio Vilarigues

Ontem, dia 8 de Fevereiro, faleceu aos 92 anos, Sérgio Vilarigues, um dos mais destacados dirigentes comunistas em mais de oito décadas e meia de história do PCP, com uma vida dedicada à luta dos trabalhadores e do seu Partido de sempre, pela liberdade, a democracia e o socialismo.

Sérgio de Matos Vilarigues, operário salsicheiro, aderiu à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1932 e ao Partido Comunista Português em 1935.

Preso em 1934 passou pelas prisões de Peniche e Angra do Heroísmo antes de ser transferido em 1936 para o Campo de Concentração de Tarrafal donde saiu em 1940.

Participante destacado na reorganização de 1940/41, Sérgio Vilarigues passou à clandestinidade em 1942 onde se manteve ininterruptamente até Abril de 1974.

Eleito para o Comité Central no III Congresso em 1943, foi responsável, entre outras tarefas, pela Organização Regional do Algarve, do Sul do Tejo, do Norte, das Beiras e de Lisboa.
Foi responsável directo da imprensa do Partido, em largos períodos entre 1947 e 1972, perfazendo um total de 16 anos.

Membro do Secretariado do Comité Central do PCP desde 1947 foi desde o V Congresso sucessivamente reeleito para o Comité Central do PCP, para a Comissão Política e o Secretariado, tendo deixado de pertencer a estes organismos executivos em 1988, quando passou a integrar a Comissão Central de Controlo e Quadros.

Sérgio Vilarigues assumiu importantes responsabilidades ao nível dos organismos executivos do Comité Central. Foi responsável pelas relações internacionais do PCP tendo desempenhado tarefas de grande importância e significado histórico de que é exemplo a sua presença na proclamação da independência de Angola em 11 de Novembro de 1975.

Na sua condição de resistente antifascista e tarrafalista participou recentemente, a convite do governo de Cabo Verde, nas comemorações que assinalaram os 70 anos da abertura do Campo do Tarrafal.

Um dos mais destacados exemplos da resistência ao fascismo, da luta pela liberdade, democracia e transformações revolucionárias de Abril, Sérgio Vilarigues era um exemplo de relacionamento fraterno e profundamente humano, associado a uma inquebrantável combatividade e firmeza na luta política.


Curvamo-nos perante a sua memória, agradecendo o legado que nos deixou...

Obrigado Camarada... Até Sempre!

As nossas sentidas condolências à sua família.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Agora é SIM!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Em que mundo vive?



Quem votar 'sim' fica sem funeral religioso



Hugo Teixeira
em Portalegre

"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", garante o cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre). A excomunhão automática atinge ainda "todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros", sublinha, enquanto consulta página a página o Código Canónico.


In Diário de Noticias on-line


Será impressão minha ou o senhor pároco desconhece que o voto é secreto!? Pela mesma ordem de ideias seriam feitos muito poucos funerais católicos em Portugal se se aplicasse com rigor o código Canónico!
Senhor pároco, o estado é laico (é apenas uma constatação, para o caso de ainda desconhecer tal facto!) e há muito que as regras da Santa Sé deixaram de ser norma!


quarta-feira, janeiro 10, 2007

NACIONALIZE-SE!

"Tudo aquilo que foi privatizado nacionalize-se", defendeu Chávez



Susana Salvador


O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, toma hoje posse para um novo mandato, durante o qual promete levar ainda mais longe a sua política de "socialismo do século XXI" - um misto de cristianismo, comunismo e indigenismo. Para já, Chávez anunciou que pretende nacionalizar as empresas de telecomunicações e electricidade, bem como acabar com a autonomia do Banco Central.

Estes projectos serão empreendidos após a aprovação, nos próximos dias, da "mãe" de todas as leis revolucionárias, que dará ao Presidente poderes especiais para legislar de forma rápida e sem a aprovação do Congresso. Recorde-se que a Assembleia Nacional é dominada por Chávez, uma vez que a oposição boicotou as últimas legislativas.

"Tudo aquilo que foi privatizado, nacionalize-se. Vamos recuperar a propriedade social dos meios estratégicos de produção", disse Chávez na segunda-feira, durante a tomada de posse dos novos ministros. Nas vésperas do início do novo mandato, o Presidente, que venceu as eleições de Dezembro com quase 63% dos votos, empossou 15 novos ministros. A principal alteração foi a substituição do vice-presidente José Vicente Rangel por Jorge Rodríguez, tido como mais radical.

"Estamos num momento existencial da vida venezuelana. Vamos a caminho do socialismo e nada nem ninguém poderá evitá-lo", acrescentou Chávez. Entre as empresas que pretende nacionalizar está a Companhia Anónima Nacional Telefones da Venezuela, a maior do país, da qual a Telefónica espanhola detém 6,9% das acções. A principal accionista (28,5%) é contudo a empresa americana Verizon Communications. Outro grupo internacional sediado nos EUA, AES, é o dono da Electricidade de Caracas.

Além dos sectores das comunicações e da electricidade, Chávez referiu também a necessidade de "o controlo e domínio" da refinação de crude na região petrolífera de Orinoco passar para mãos do Estado. Actualmente, as refinarias são operadas pelas companhias British Petroleum, Exxon Mobil, ChevronTexaco, ConocoPhillips, a francesa Total e a norueguesa Statoil. Washington mostra-se "muito inquieta".

Outra alteração será o controlo estatal do Banco Central. "Não deve ser autónomo, essa é uma tese neo-liberal", afirmou Chávez. Um dos directores do banco, Domingo Maza Zabala, criticou a decisão, dizendo à estação Globovision que "para poder exercer as suas funções, o Banco Central tem de ser autónomo". O anúncio destas alterações provocou ontem uma queda de 10,5% na bolsa venezuelana.

in DIARIO DE NOTÍCIAS


Ora aqui está como se deve proceder! Isto sim é socialismo. Os sectores estratégicos de produção nas mãos do Estado...

sábado, dezembro 30, 2006

Assassinado.


O Presidente do Iraque foi, esta madrugada, assassinado na sequência de uma condenação emitida por um Tribunal sem legitimidade e depois de um julgamento irregular e completamente parcial. Resta-nos dizer que, para qualquer, caso somos contra a pena de morte, pois esta viola princípios da dignidade Humana. Ao assassinar Saddam, os seus carrascos transformaram-se naquilo pelo que o executaram, porque uma vida tem o mesmo valor que 148 ou mais. Ninguém merece a pena de morte...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Para isso é preciso ACREDITAR...

Após 15 anos da queda da URSS, 56,3% dos russos lamentam a queda do Estado soviético, segundo inquéritos da consultoria Bashkirov e parceiros.

Dos cidadãos da Rússia, Ucrânia e Bielorússia, 69 em cada 100 entrevistados têm essa opinião, segundo a agência Monitor Euroasiático.



Isto a par das Votações do Partido Comunista Russo, permite perspectivar uma nova Rússia Socialista, basta seguir os exemplos dos países sul-americanos embora com as peculiaridades próprias do Estado em questão e nunca desistir.




segunda-feira, dezembro 04, 2006

Venezuela VERMELHA!


A Revolução Bolivariana avança, independentemente das dúvidas de muitos!
61,62% foi o resultado de Hugo Chávez, parabéns aos Venezuelanos que fizeram as escolha certa....

quarta-feira, outubro 25, 2006

CARTA ABERTA A SÓCRATES

Enviaram-me esta carta por e-mail e pediram-me que a divulgasse e assim fiz!


Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é . 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.
Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores . De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão ).
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO! .
Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.
3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?
4º Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?
· Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?

· Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?

· Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?

· Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos , que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?

· Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?

A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.

QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA ,
FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.

QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,
PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.

Santana Castilho (Professor Ensino Superior)

sexta-feira, outubro 06, 2006

Um elogio incómodo... ou talvez não!

" O CDS tem que melhorar para poder fazer frente a UM BOM GOVERNO. Porque nós temos um bom Governo!"
Nobre Guedes (militante do CDS - partido de Direita)
in Prós e Contras

terça-feira, setembro 12, 2006

Será que o retirou da gaveta... ou é para rir!!

O Blair não é socialista. Para mim, que sou socialista, que acredito no socialismo, o Blair não é socialista!
Mário Soares
in Prós e Contras sobre o 11 de Setembro.

terça-feira, agosto 29, 2006

Quando se é diferente...

(...) Não admira, pois, que Carlos Costa passasse a pessoa não grata. Porque, demonstrada a verdade das acusações do IGAT, o PCP ter-se-ia tornado igual aos restantes partidos, naquilo que eles têm de pior e de mais censurável. Mas não estavam lá, também, o PS e o PSD? Veremos que Coelho irá sair desta cartola.
Mas a relevância do episódio não se fica por aqui. As reacções do PSD local não espantam. Profissionais da algazarra, armaram a tenda e desataram a denunciar pecadilhos e a anunciar a sua supermilagrosa banha da cobra. Que cura tudo menos a idiotice dos vendedores. E querem vendê-la ao PS. Que, desconfiado, hesita. É assim. As estruturas locais do PSD, para não serem excepção, estão cheias de gente que só vê uma forma de valorizar o seu partido. Berrando bem alto que os outros são ainda piores! Por isso, o coro desatou a cantar a canção da mentira eleitoral da substituição de eleitos e de métodos profiláticos do PCP. Que, afinal, lhe evitam Isaltinos Valentins e Fátimas. E que, a bem da nossa saúde política, nenhum partido perdia nada em adoptar, para evitar todos os constantes e descarados oportunismos e carreirismos. Falta nos estatutos de todos os partidos (que, afinal, não passam de clubes de interesses) um artigo 54.º dos estatutos do PCP. Para se poder fazer uma desinfecção geral. De que todos estamos precisados. Mas a falsa democraticidade dos nossos democratas tolhe-os. Chamam democracia interna à pulhice, à traição e ao vulgar oportunismo. E, afinal, vivem, lindamente, com elas. Viver na porcaria, ou evitá-la, eis a questão.
IN Correio da Manhã
João Marques dos Santos
Nota: Salvaguardo a minha posição em relação ao Camarada Carlos Sousa, que não é a mesma expressa pelo autor do texto e que pelo que me parece erroneamente lhe chama de Carlos Costa. Mas pela transparência resolvi postar metade do artigo tal como escrito!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Leve impressão...

É impressão minha ou o Dr. João Soares substituiu na Câmara Municipal de Lisboa o Dr. Jorge Sampaio - que se candidatou às eleições Presidenciais - sem que para isso tenha havido eleições antecipadas!? Os que mais falam deviam era estar bem caladinhos com a consciência pesada, pois quem deixa 30 milhões de euros (6 milhões de contos) de dívida numa Câmara devia era estar a autoflagelar-se...

sexta-feira, agosto 18, 2006

VENEZUELA RETIRA EMBAIXADOR DE ISRAEL


"Ordenei retirar o nosso embaixador de Israel porque na verdade causa indignação ver como aquele Estado continua a esmagar, bombardear e despedaçar inocentes com os aviões gringos que têm", declarou o Presidente Hugo Chávez dia 3 na cidade de Coro. Acerca dos crimes israelitas no Líbano Chávez considerou "inexplicável como o mundo assiste a isto de braços cruzados. Não se explica que ninguém faça nada para travar este horror". E concluiu: "Essa é uma das razões pelas quais o governo dos Estados Unidos anda numa campanha aberta e franca, imoral, para impedir o nosso ingresso no Conselho de Segurança das Nações Unidas".

A voz do Capital

São vários, aliás, são sempre os mesmos aqueles que apregoam como dogma que os sindicatos são um entrave à empregabilidade, funcionam como uma corporação que impede que outros tenham acesso ao Trabalho. Dizem os fazedores de opinião – outro dogma – que a liberdade de concorrência em todos os aspectos da vida só traz vantagens. Estranho, ou não, todos eles estão ou estiveram ao serviço daqueles que só têm a ganhar com a tal liberalização. Passemos então a tentar desmontar tal convicção: A liberalização da força de trabalho traduzir-se-ia, como tem acontecido, em legislação laboral mais flexível, que permite despedimentos mais fáceis. Desta forma voltamos ao passado, em que o Trabalhador é considerado um meio produtivo que se pode enviar para qualquer lado para que se possa explorar a sua força de Trabalho sem que se pense que o trabalhador não é uma maquina, mas sim uma pessoa com família. Imagine-se nesta situação: você Trabalhador é bastante competente e produtivo, mas por qualquer outra razão o Capitalista está ávido por despedi-lo e sabendo que o senhor não aceita deslocar-se do sítio onde está empregado – por razões familiares – para trabalhar noutro sitio a cerca de 300 km de distância resolve fazer-lhe esta proposta. O Sr. não aceita e como é óbvio arrisca um despedimento com justa causa e a tudo o que isso implica. O que acha agora o senhor da sua situação sabendo que o desemprego é muito!? Sujeita-se ou arrisca-se a não ter dinheiro para pôr o pão na mesa lá em casa!? A escolha é difícil, porém, alguma terá que fazer e em qualquer das duas – garanto-lhe – estará sujeito à humilhação. Mas voltemos à conversa inicial, podemos até defender que os sindicatos são associações corporativas, mas elas não impedem o emprego antes pelo contrário, elas impedem o desemprego. Os sindicatos são associações nas quais os trabalhadores (partes mais fracas de um contrato) encontraram forma de reunindo esforços poderem defenderem interesses e aspirações comuns. O capitalista tem ao seu dispor todo o poder do capital e de tudo o que com ele pode fazer, os Trabalhadores economicamente nada fortes só aglomerando a sua força conseguem equilibrar uma balança que lhes é desfavorável. Os sindicatos evitam assim que os Trabalhadores, partes menos esclarecidas no contrato, possam ser enganados pelo Capitalista. Desta forma, os sindicatos evitam despedimentos e não são um obstáculo à empregabilidade, pois se o capitalista quiser pode contratar mais Trabalhadores, não deve é com essas contratações prejudicar Trabalhadores capazes, para além disso, os Trabalhadores empregados serão também depois apoiados pelos sindicatos!
É óbvio que atacar os sindicatos é fácil e necessário, pois eles não são um entrave à empregabilidade, mas sim um entrave à tal flexibilidade laboral que conduziria aos despedimentos sem qualquer causa e isso pouparia indeminizações aos capitalistas. Melhor, alguns sindicatos são um entrave a essas ambições, porque outros há que defender os Trabalhadores não é bem a sua vocação!

terça-feira, agosto 08, 2006

A Revolução vai continuar


A semana que passou fui sobressaltado pela notícia de que o Camarada Fidel estaria mortalmente doente. A notícia como todas as do mesmo género, sobre pessoas que amamos e admiramos, foi um abalo nas minhas convicções, mas rapidamente fiz por pensar que a situação não seria exactamente como a relatada nas notícias. Imediatamente se viram bandeiras americanas ao lado das bandeiras Cubanas em Miami, orgulhosos Cubanos que através de uma criança – talvez por ser um Ser ainda com uma pureza intocada – expressaram a sua vontade: Permanecer nos EUA mas ir a Cuba abrir um MC’ Donald’s. É esta a liberdade que os cubanos exilados querem para o seu país!? Esta liberdade que se traduz num regresso ao passado, em que as máfias (agora em Miami) reinavam em Cuba com a cumplicidade dos EUA? Foi de uma situação de decadência social e de condições extremamente degradantes a nível laboral que o Homem que neste momento está enfermo – como qualquer ser humano – tirou Cuba. Foi contra uma ditadura de Fulgêncio Baptista, suportada pelos EUA (país que curiosamente apoia os cubanos de Miami) que este Homem lutou e venceu, contra todas as probabilidades e contrariando até os mais cépticos e agora, são alguns saudosos cubanos que tentam rebobinar a fita do filme. Ah... mas já me esquecia, o que esses cubanos e americanos querem é levar a democracia a Cuba! O que é para eles uma Democracia!? Será a democracia dos EUA e as dos países ocidentais em que ganha o que tem mais dinheiro para comprar tempos de antena e espaços nos media ou por vezes até o que é declarado vencedor nem sempre o é na realidade!? É este o tipo de democracia que querem, em que quem governa é quem tem o apoio do capital!? Não consigo perceber a necessidade de impor sistemas políticos aos outros países, nem que seja pela força e contra a vontade das populações. Cuba não é uma democracia à moda ocidental, mas não é por isso que não deixará de ser uma Democracia! Em Cuba todas as pessoas têm capacidade eleitoral activa e passiva, ou seja, todos podem eleger e serem eleitos – não têm que arranjar assinaturas e proporem-se como nas democracias ocidentais! -, o sistema é piramidal e o próprio Fidel é eleito pela Assembleia Nacional. É verdade que há apenas um partido, mas isso não implica que as pessoas não se possam expressar livremente dentro do mesmo, agora colaborar em conspirações organizados pelos EUA, isso é imperdoável! Um conhecido vendedor de políticos, daqueles que criam o político – como se de um produto se tratasse – e o vendem na democracia dos EUA disse uma vez que mesmo que houvessem mais partidos em Cuba e mesmo que a democracia fosse como aquela que os cubanos de Miami preconizam, Fidel ganharia sempre. Se os Cubanos assim o querem porque terão outros que colaborar com um estado terrorista que quer à força contrariar a vontade do Povo!? Isto tudo resulta depois nos tais prisioneiros políticos, capangas dos EUA, que conspiram contra o estado Cubano participando em acções terroristas, é obvio que um país ameaçado comete sempre excessos, mas só dando bons exemplos é que se previnem males maiores. Hugo Chavez – eleito à moda das democracias ocidentais – por pouco que percebia isso tarde demais. Bem, mas esta é outra estória....

Já que muitos dizem que Cuba é uma ditadura, pois bem, fossem todas as democracias como a ditadura Cubana e o mundo certamente seria melhor. Em vez de enviar bombas e soldados para outros países patrocinando guerras em seu próprio proveito, Cuba envia médicos e professores que ajudam as populações dos países mais pobres. É este Estado que ajuda cerca de 60 países com perto de 10.000 médicos espalhados pelo mundo que muitos afirmam ser uma ditadura enquanto que as democracias apenas espalham guerras e dor pelo mundo.

Fidel como ser humano que é está doente, como grande Comandante irá certamente ultrapassar esta pequena batalha. Foi depois de ter pensando sobre tudo isto, que percebi que as especulações não são notícia e que o Comandante está melhor do que muitos quereriam. Para além disso, o que me confortou foi pensar que um Estado com tal humanidade sobreviverá sempre, mesmo sem o seu fundador. Os cães ladram mas a caravana passa...

sábado, julho 22, 2006

António Aleixo (Sempre actual!)


Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê o seu proveito?

À guerra não ligues meia,
porque alguns grandes da terra,
vendo a guerra em terra alheia,
não querem que acabe a guerra.

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
q'rer um mundo novo a sério.

sexta-feira, julho 21, 2006

segunda-feira, junho 12, 2006

Eu fui...

"Quem está habituado à Festa Do Avante, não há nada no Rock in Rio que o espante."
Excepto claro alguns concertos musicais e a tenda VIP, que para quem acredita num mundo melhor sem diferenças sociais é algo de espantar. Espanta que para a organização num mundo melhor haja diferenciação social entre quem tem muito dinheiro e por isso goza de mordomias sem pagar e que os restantes (a maioria) tenham de pagar tudo. É caso para dizer que andam os POBRES a patrocinar o Mundo melhor preconizado pelos ricos!
E não gostei...