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Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

A proposta musical para este fim-de-semana não é nada que não se conheça já. The killers, fazem parte das minhas bandas favoritas desde a altura em que ouvi o Read my mind. Depois, com este albúm novo, a banda mostrou que é uma das melhores bandas no espectro musical. Ela é hoje a minha proposta para o fim-de-semana, simplesmente por causa do novo single que só há dias ouvi, o spaceman. Sem dúvida mais um êxito! Para ouvir a música basta clicar no link associado ao nome da mesma. Aconselho a ouvi-la em alta definição.

José Julio de Souza Pinto (1856-1939) A Recolha das Batatas, 1898, Óleo sobre tela, Paris, Museu d'OrsayOriginário da Ilha Terceira, nos Açores, José Júlio de Souza Pinto foi muito novo para a cidade do Porto onde realizou brilhantes estudos artísticos. Obteve uma bolsa em 1880 que lhe permitiu continuar os estudos em Paris, onde frequentou A Escola de Belas-Artes e o atelier de Alexandre Cabanel. Em 1881, participou com um retrato no Salão da Sociedade dos artistas franceses. A partir de 1883, trabalhou a pintura de género, influenciado nos temas e no tratamento das formas pelo Naturalismo de Jules Bastien-Lepage.
O primeiro plano desta obra, que nos remete para as origens açorianas do autor, apresenta-nos um rapaz e uma rapariga a assar batatas numa pequena fogueira de raminhos, enquanto se avistam ao longe alguns camponeses atarefados na Recolha de Batatas, título definitivo atribuído à obra quando passa a integrar, desde 1891, a colecção do Musée du Luxembourg.
foto alfa, “A caminho de Vila Alva…”
Otto Dix, Kartenspieler [Cardplayers]1920

Mais uma vez não fiquei longe dos números. Previa cerca de 100 mil pessoas e acho que estiveram bem mais que 85 mil. A maior acção do género organizada em Portugal por uma formação política. É impossível ter uma Família maior!
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Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.

Em todo o mundo capitalista desenvolve-se uma nova casta dominante de banqueiros, empresários e políticos, “velha” e absolutamente saudosa das relações sociais e laborais características do século XIX.
Paradoxalmente, essa casta, gosta de sublinhar a sua pretensa “modernidade” e tem vindo a instalar com relativo sucesso um quadro de pensamento único no Estado, nas empresas, nas universidades e nos meios de comunicação. Juram a pés juntos que não existe alternativa ao “seu” quadro político, jurídico, financeiro, económico e social!
No entanto, não deixa de ser curioso verificar a estupefacção com que os novos manipuladores do capital reagem perante as incertezas das bolsas e os rumos da economia internacional no curto e no médio prazo! Afinal, brincam a feiticeiros da finança e não dominam as suas premissas fundamentais!
Então, estabelecem o que é “novo” e o que é “velho” na ideologia, no governo, nas leis. O “novo” surge associado à desregulação das leis do trabalho, às manipulações financeiras, à extrema hierarquização da sociedade. Com eles “acabaram-se” os trabalhadores. Agora, há os “colaboradores” prontos a usar e a despachar!
Esta nova realidade política verifica-se num tempo que tem consigo algo que é absolutamente novo: pela primeira vez nas sociedades capitalistas tecnologicamente evoluídas alguns teóricos consideram que a “massa humana” já não é materialmente necessária, de um ponto de vista económico, nem utilitário.
Este é uma concepção perigosa e geradora de um tremendo retrocesso das conquistas sociais e laborais dos trabalhadores durante o século XX e que a legislação dos estados sociais do pós-guerra veio a confirmar e pressupõe um retrocesso a conceitos políticos anteriores às revoluções liberais dos séculos XVIII e XIX!
Assim, instalando-se uma nova relação de forças nas lutas sociais, a elite aristocrática que assume o poder exerce-o com uma violência arrogante inadmissível e sujeitam os cidadãos a uma espécie de punição social, que só a luta dos trabalhadores e a consciência social e política dos cidadãos será capaz de deter.
alfa
Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
Alberto Caeiro, "O Guardador de Rebanhos"

Projecto cuja raíz assenta na música popular portuguesa, mas que se quer disponível para diversas "contaminações" de outros continentes, sendo desde já evidentes a América Latina e África.
O repertório actual apresenta não só letras originais, mas também poemas de Eugénio de Andrade, José Régio, Ary dos Santos, David-Mourão Ferreira e Maria José de Castro.
Clicar na imagem para ouvir as músicas do grupo. Aconselho em especial a música No teu olhar!