Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

domingo, maio 31, 2009

Giorgio de Chirico, Mistério e melancolia de uma rua

Tudo
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deria


alfa

sexta-feira, maio 29, 2009

The Killers



A proposta musical para este fim-de-semana não é nada que não se conheça já. The killers, fazem parte das minhas bandas favoritas desde a altura em que ouvi o Read my mind. Depois, com este albúm novo, a banda mostrou que é uma das melhores bandas no espectro musical. Ela é hoje a minha proposta para o fim-de-semana, simplesmente por causa do novo single que só há dias ouvi, o spaceman. Sem dúvida mais um êxito! Para ouvir a música basta clicar no link associado ao nome da mesma. Aconselho a ouvi-la em alta definição.

Qual!?

Hoje irá realizar-se, na Assembleia da República, a 2.ª volta para a eleição do Provedor de Justiça. Entre os sobreviventes da 1.ª volta estão: Jorge Miranda e Maria da Glória Garcia. Entre os dois, eu prefiro o do meio. Parece que o PCP vai inviabilizar a escolha do Provedor de Justiça e a mim parece-me bem. Escrevo com conhecimento de causa, porque entre os dois não há escolha possível.

Fábrica de Braço de Prata


Corridas do Bairro Alto, a Ler Devagar e a Eterno Retorno juntaram forças e partiram rumo a Braço de Prata para se alojarem na antiga fábrica da zona. Antes um local onde de fabricava material de guerra; agora aqui, discutem-se ideias, fabricam-se conceitos e cria-se arte. Várias salas, diversas artes, um sem fim de propostas encerradas no mesmo espaço. Cada porta esconde um segredo. Existem quatro salas de galeria. Uma livraria polvilhada de exposições, uma livraria convencional que surge na sequência da famosa livraria Ler Devagar, conhecida também pela sua especialização na arte do cinema, três salas que serão lojas, uma sala onde a sétima arte ganha vida e uma esplanada. Um espaço moderno com uma decoração minimalista mas uma atmosfera agradável que vai convidando o visitante a ficar e ir ficando. Inadvertidamente, torna-se habitué... Kafka, Nietzche, Arendt, Deleuze, Virginia Wool, Turing, Artaud, Tcekov, Visconti, Marguerite Duras e Beauvoir. A memória de todos estes vultos passeia-se nos corredores e cada um delas apropria-se de uma das onze salas.

in Lifecooler

Para aceder ao site da Fábrica clica na imagem

quinta-feira, maio 28, 2009

José Júlio de Souza Pinto

José Julio de Souza Pinto (1856-1939) A Recolha das Batatas, 1898, Óleo sobre tela, Paris, Museu d'Orsay


Originário da Ilha Terceira, nos Açores, José Júlio de Souza Pinto foi muito novo para a cidade do Porto onde realizou brilhantes estudos artísticos. Obteve uma bolsa em 1880 que lhe permitiu continuar os estudos em Paris, onde frequentou A Escola de Belas-Artes e o atelier de Alexandre Cabanel. Em 1881, participou com um retrato no Salão da Sociedade dos artistas franceses. A partir de 1883, trabalhou a pintura de género, influenciado nos temas e no tratamento das formas pelo Naturalismo de Jules Bastien-Lepage.


O primeiro plano desta obra, que nos remete para as origens açorianas do autor, apresenta-nos um rapaz e uma rapariga a assar batatas numa pequena fogueira de raminhos, enquanto se avistam ao longe alguns camponeses atarefados na Recolha de Batatas, título definitivo atribuído à obra quando passa a integrar, desde 1891, a colecção do Musée du Luxembourg.

Esta evocação dos trabalhos campestres remete para a cena de género sentimental de exaltação e glorificação do rude trabalho dos camponeses que marcam as pinturas realistas de Jean-François Millet.

quarta-feira, maio 27, 2009

Vejo um animal menos forte do que alguns,

menos ágil do que outros, mas que, ao fim e

ao cabo, é de todos o mais bem organizado.



Jean-Jacques Rousseau, Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens

terça-feira, maio 26, 2009

Cal, solidão e orgulho

O sol incendeia a cal e esmaga-se na nudez alva das paredes. As casas estão assolapadas contra o solo. Recolhidas umas às outras como rebanho pela frega da calma. Tudo no Alentejo é horizontal: a terra, o montado de sobro e azinho, as searas, os montes, as aldeias, as vilas. Tudo. Só os homens são verticais, como as faias e os eucaliptos. Solitariamente altivos e graves. De uma gravidade olímpica.
Verticais e inteiros no modo de tratar o sol por tu. De lidar com ele como quem lida com a mulher e os filhos. O alentejano acende cigarros nos dedos do sol. O mesmo sol que para lá da penumbra de um postigo se passeia no largo da vila, tão livre, tão livre, como só um rei sem trono pode ser.
Rei sem trono é o alentejano. Tal qual o sol: a pagar em solidão o que em altivez lhe sobra.
Cada alentejano tem um eremita dentro de si. É uma natureza fechada. Orgulhosa. O silêncio esmaga gritos dentro do peito escancarados. Um ser sóbrio, altivo e solitário carregando aos ombros toda a tragédia que o mundo pode ter. É assim o fruto humano desta "charneca rude" que Florbela cantou. Dono de si próprio.
Alentejano: expressão concentrada de todas as matrizes que a solidão pode ter. Toda ela, toda a solidão do mundo, inteirinha no coração de um homem só, riscando nos descampados veredas que nenhum deus guiou. “Olhai o vagabundo que nada tem e leva o sol na algibeira!”, escreveu Manuel da Fonseca.




Pedro Ferro, Descubra Portugal.




foto alfa, “A caminho de Vila Alva…”

segunda-feira, maio 25, 2009

Quem tudo quer, tudo perde

Hoje tive a confirmação do provérbio: Quem tudo quer, tudo perde. Já esperava que tal acontecesse.
Na elaboração da mesa eleitoral de uma das freguesias do Concelho onde sou Mandatário para as eleições europeias, o PS chegou e apontou 3 nomes para a sua constituição, exigindo a Presidência, o Secretário e um escrutinador. Com a entrada na sua constituição pela primeira vez desde há muito tempo do PSD, à CDU restava-nos colocar um elemento na Vice-presidência, perdendo um dos elementos que tínhamos. Ou seja, não querendo que o PSD ficasse de fora, a CDU seria colocada ao nível de uma força partidária que não tem qualquer expressão eleitoral a nível concelhio. Não cedemos, porque a diferença percentual, em termos eleitorais, entre PS e CDU, de apenas 3 unidades, não justificava as imposições da representante do PS. Achámos que devido à entrada do PSD na constituição das mesas, o PS devia perder um membro ficando em igualdade com a CDU, aliás, igual ao que aconteceu na elaboração das mesas da maior freguesia do Concelho. Perante a intransigência de parte a parte e devido à falta de consenso, restou a solução do sorteio para os membros da mesa, com os nomes indicados pelas forças partidárias.
Resultado do concurso: PSD 3 elementos, sendo que a presidência da mesa é sua. CDU 2 elementos, ficando nós com a Vice-presidência e Secretário. PS 0 elementos. Quem tudo quis, tudo perdeu!

A actualidade de Paul Lafargue ou a questão do “novo” e do “velho”:



“Deveres do Capitalista - 19. Não especula sobre a essência da virtude, da consciência e do amor; mas faz especulações com a sua compra e venda.”


Paul Lafargue
, A Religião do Capital, jornal Le Socialiste, 1886


Otto Dix, Kartenspieler [Cardplayers]1920

domingo, maio 24, 2009


Surpreendendo quem a escuta pela primeira vez, Rita Redshoes encanta com as suas canções e com o ritmo que os seus sapatos vermelhos marcam ao tocar um no outro… Temas como "Dream on Girl", “The Beginning Song” e “Choose Love” retirados do já emblemático “Golden Era” – o seu disco de estreia, já são considerados hinos pelo público português.
Assim, Rita Redshoes anuncia o seu primeiro grande espectáculo em Lisboa, o culminar de um ano intenso cheio de concertos e de novas experiências, num dos espaços que já se tornou circuito obrigatório dos espectáculos da capital – o S. Jorge.
Dia 28 de Maio, Rita Redshoes irá levar a Lisboa um misto de magia e ousadia, num espectáculo preparado especialmente para a ocasião.
A new star is born! Rita Redshoes.

O dia 28 já esgotou estando disponível uma nova data, dia 29 de Maio pelas 22h.

sábado, maio 23, 2009

A Marcha... por um País melhor!

Foto RTP/Lusa

Mais uma vez não fiquei longe dos números. Previa cerca de 100 mil pessoas e acho que estiveram bem mais que 85 mil. A maior acção do género organizada em Portugal por uma formação política. É impossível ter uma Família maior!


Mais fotos disponíveis aqui


Hoje!


quinta-feira, maio 21, 2009

Dia da Espiga

Renoir, Menina com as espigas.

Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.


quarta-feira, maio 20, 2009

Left Right Left Right Left

O novo Albúm dos Coldplay gratuito no site da Banda.

terça-feira, maio 19, 2009

O Largo

O Largo pertence a um passado que se prolonga no presente, coexistindo com o desenvolvimento das telecomunicações e da informatização que transformou o mundo numa aldeia global. O Largo, afinal, adquiriu uma dimensão planetária. Expressões como Software, Windows, Excel, PhotoShop e PowerPoint integraram o nosso vocabulário. Há quem passe o dia a surfar na Internet!
O futuro imediato passa pelo telemóvel da Google, pela televisão por Internet, pelos computadores ultra-portáteis, pelos DVD de alta definição, pelo ecrã e-paper.
E pelo novo sistema Windows Mobile 6 que o Vista já está nas lojas há demasiados meses!
No entanto, e até por tudo isso, devemos privilegiar e apreciar aquilo que a natureza nos proporciona e o que os seres humanos fazem desde sempre. Olhar com olhos de ver o voo rasante dos pássaros, o ribeiro de águas cristalinas, a lonjura da planície. Ou saborear o pão quente acabado de sair do forno!
Esta é a outra parte da nossa civilização, da nossa cultura, de nós próprios, que não vamos permitir que seja destruída ou irreversivelmente degradada.

alfa

O Largo

Mas o largo é, sobretudo, o poiso dos homens velhos. Juntam-se em grupos. Farejam todos os cantos do largo: no Inverno a perseguir o “olhinho de sol”, capaz de criar a ilusão de algum calor naqueles ossos secos como paus.
Todos os caminhos vão dar ao largo. As ruas nele desaguam. E as conversas. Os velhos olham e escutam. Murmuram. Os velhos falam por meias palavras. Comentam. Rosnam. Pregam sentenças. Acenam com as cabeças. Só as cabeças se movem nestas naturezas de azinho. O largo é um crivo social. Uma peneira moral. E os velhos um conselho de anciãos a medir com conhecimentos de vivência já com barbas, o pulso à vila e às suas gentes.


Pedro Ferro, Descubra Portugal

segunda-feira, maio 18, 2009

A actualidade de Lafargue

“O Eleito do Capital - 15. O capitalista é a lei. Os legisladores redigem os códigos segundo as suas conveniências e os filósofos ajustam a moral aos seus costumes. Todas as acções que pratica são justas e boas. Todo o acto que lesa os seus interesses é um crime e será punido.”

Paul Lafargue,
A Religião do Capital, jornal Le Socialiste em 27 de Fevereiro de 1886.




Diego Rivera, A vendedora de flores

domingo, maio 17, 2009

A emergência de uma nova “casta” política

Em todo o mundo capitalista desenvolve-se uma nova casta dominante de banqueiros, empresários e políticos, “velha” e absolutamente saudosa das relações sociais e laborais características do século XIX.

Paradoxalmente, essa casta, gosta de sublinhar a sua pretensa “modernidade” e tem vindo a instalar com relativo sucesso um quadro de pensamento único no Estado, nas empresas, nas universidades e nos meios de comunicação. Juram a pés juntos que não existe alternativa ao “seu” quadro político, jurídico, financeiro, económico e social!

No entanto, não deixa de ser curioso verificar a estupefacção com que os novos manipuladores do capital reagem perante as incertezas das bolsas e os rumos da economia internacional no curto e no médio prazo! Afinal, brincam a feiticeiros da finança e não dominam as suas premissas fundamentais!
Então, estabelecem o que é “novo” e o que é “velho” na ideologia, no governo, nas leis. O “novo” surge associado à desregulação das leis do trabalho, às manipulações financeiras, à extrema hierarquização da sociedade. Com eles “acabaram-se” os trabalhadores. Agora, há os “colaboradores” prontos a usar e a despachar!
Esta nova realidade política verifica-se num tempo que tem consigo algo que é absolutamente novo: pela primeira vez nas sociedades capitalistas tecnologicamente evoluídas alguns teóricos consideram que a “massa humana” já não é materialmente necessária, de um ponto de vista económico, nem utilitário.

Este é uma concepção perigosa e geradora de um tremendo retrocesso das conquistas sociais e laborais dos trabalhadores durante o século XX e que a legislação dos estados sociais do pós-guerra veio a confirmar e pressupõe um retrocesso a conceitos políticos anteriores às revoluções liberais dos séculos XVIII e XIX!

Assim, instalando-se uma nova relação de forças nas lutas sociais, a elite aristocrática que assume o poder exerce-o com uma violência arrogante inadmissível e sujeitam os cidadãos a uma espécie de punição social, que só a luta dos trabalhadores e a consciência social e política dos cidadãos será capaz de deter.

alfa

sábado, maio 16, 2009

foto alfa: o fim do dia em Vila Alva


Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, "O Guardador de Rebanhos"

sexta-feira, maio 15, 2009

Flor-de-Lis


Projecto cuja raíz assenta na música popular portuguesa, mas que se quer disponível para diversas "contaminações" de outros continentes, sendo desde já evidentes a América Latina e África.

O repertório actual apresenta não só letras originais, mas também poemas de Eugénio de Andrade, José Régio, Ary dos Santos, David-Mourão Ferreira e Maria José de Castro.


Clicar na imagem para ouvir as músicas do grupo. Aconselho em especial a música No teu olhar!