
Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.
terça-feira, março 25, 2008
FAREWELL

sábado, março 22, 2008
Kumpania Algazarra
Para ouvir clica aquiOs kumpania Algazarra misturam várias cores no seu som. Sempre tons alegres. Para mais facilmente se identificar a sua música poderíamos dizer que seriam a banda sonora perfeita para um qualquer filme de Emir Kusturica. Os sons de leste, com especial incidência na musica cigana, são a maior fonte de inspiração desta fanfarra.
Mas atenção que eles não se ficam por estas paragens e transportam para dentro das suas composições outras culturas. A faixa dois deste EP, “ Nove Estações”, traz consigo pedaços do calor de África.
E claro os sons portugueses. Eles cantam em português. Nasceram e cresceram em Sintra. O tema que deveria fechar este disco de nome “Bailinho da Caravana”, mas que por lapso fugiu daqui para voltar a dar lugar a “Ó Cidade”, apesar de aparecer registado, tem no bandolim o instrumento que nos remete para o tradicional português. Quem desejar ouvir este tema, que nos transporta igualmente para o médio oriente.
O que cativa nesta música é o facto de todas estas referências se conjugarem no mesmo espaço, sem se atropelarem, tornando estas canções mais atractivas.
Claro, que isto é folk. Um folk, que muito por culpa dos sopros, por vezes atira um pouco para o ska. Mas se numa qualquer discoteca desejarmos arrumar este disco, teremos, de o colocar na prateleira da world music. Sim, por que isto é música do mundo. De vários mundos.
Os Kumpania Algazarra criam sons que entram no nosso corpo e nos obrigam a mexer o pé. Por minutos libertamos o stress e esquecemos o dia a dia, perante um som que nos cativa o espírito.
Abram alas e deixem passar esta fanfarra. A festa vai começar. Tragam Kumpanhia e venham para o baile.
Nuno Ávila
DOIS PARTIDOS
Não, o texto acima não se refere ao PS e ao PPD/PSD. É de Guerra Junqueiro e foi escrito em 1896.
in Resistir.info
sexta-feira, março 21, 2008
Poeta Castrado, Não!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegada poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
De fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia !
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!
Ary dos Santos
quinta-feira, março 20, 2008
Momento...
Sou guiado pela planície por pensamentos barulhentos e errantes, enquanto no horizonte o sol mergulha nas searas e os chaparros vão por mim passando em sentido contrário, como se me dissessem adeus. Corrente contínua e massiva de árvores em debandada! Como se tudo fugisse do sítio para onde eu vou....
No meio de todo este bulício surge algo infinitamente pequeno, pinta vermelha feita pelo pintor com pincel número um. Uma papoila prematura que não se quis atrasar para a Primavera e que acabou encontrando a inicial invernosa primavera. Por certo que não conseguirá viver durante toda a Estação mas de uma coisa ninguém a pode acusar, de se ter atrasado para a sua Primavera!
quarta-feira, março 19, 2008
Poema XX-De Vinte poemas de amor y una canción desesperada

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.
terça-feira, março 18, 2008
Pelo sonho é que vamos

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
domingo, março 16, 2008
Tibete: uma teocracia feudal
- «In 1953, the greater part of the rural population---some 700,000 of an estimated total population of 1,250,000---were serfs. Tied to the land, they were allotted only a small parcel to grow their own food. Serfs and other peasants generally went without schooling or medical care. They spent most of their time laboring for the monasteries and individual high-ranking lamas, or for a secular aristocracy that numbered not more than 200 families. In effect, they were owned by their masters who told them what crops to grow and what animals to raise. They could not get married without the consent of their lord or lama. A serf might easily be separated from his family should the owner send him to work in a distant location. Serfs could be sold by their masters, or subjected to torture and death.»
Mais informação aqui.
Retirado do blogue Esquerda Republicana
Casa del Valle (Uma casa ideal...)





As fotos de Leonardo Finotti mostram a beleza de uma casa bem enquadrada na paisagem. Para mim, uma casa ideal...
domingo, março 09, 2008
Saudade

mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que
nos machuca, é não ver o futuro
que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...
Pablo Neruda
Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
sexta-feira, março 07, 2008
Lisboa de vermelho
Há mais de trinta anos que o PCP não promovia em nome próprio, uma manifestação. Fê-lo no passado sábado, 1 de Março, numa inédita acção de massas em defesa da liberdade e da democracia.
A resposta foi dada pela impressionante massa humana que, compreendendo a importância vital da luta em defesa do regime democrático, respondeu ao apelo do PCP e pintou de vermelho as ruas de Lisboa, num desfile como Lisboa há muito não via.
Quando o início da manifestação entrou no Rossio, começando a tornar rubra a velha praça, ainda muitos estavam a arrancar do Príncipe Real. Ao longo dos anos, já muitas manifestações tiveram aquele local como ponto de passagem ou de chegada, mas nenhuma como esta o fez transbordar assim. Para onde quer que se olhasse, e até onde a vista alcançava, era o vermelho ondulante das bandeiras do PCP que dominava.
Do palco, chegavam as palavras sempre actuais de Ary dos Santos: «Quantos somos? Como somos? / novos e velhos: iguais. / Sendo o que nós sempre fomos / seremos cada vez mais.» E os manifestantes não paravam de entrar na vermelha praça…
Ao longo do percurso – que se iniciou do Príncipe Real e desceu a Rua do Século em direcção ao Largo do Carmo, para em seguida rumar ao Rossio passando pela Praça da Figueira – ninguém ficava indiferente à passagem de tamanho cortejo. Uns, «conhecedores» do PCP apenas pelos meios de comunicação social e pelos generalizados preconceitos, surpreendiam-se com a dimensão da manifestação e o número de jovens (que eram «muitos, muitos mil para continuar Abril», como cantavam). Outros, entusiasmados com a sua vitalidade, não resistiam a saudar os manifestantes. Em resposta, eram incentivados a integrar o cortejo, o que muitos fizeram. De algumas janelas agitavam-se lenços e camisolas vermelhos em fraternas saudações.
In Avante!
domingo, março 02, 2008
Complexo Desportivo Ribera Serrallo, em Cornella de Llobregat, Barcelona.
sábado, março 01, 2008
Estranha forma de vida
Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.
Amália Rodrigues
Faleceu Maria Adelaide Dias Coelho Aboim Inglez
Faleceu ontem Maria Adelaide Dias Coelho Aboim Inglez. Nascida em 1932, em Castelo Branco, no seio de uma família antifascista, dedicou toda a sua vida à luta contra o fascismo e pela liberdade. Maria Adelaide aderiu ao PCP em 1953, tendo passado dez anos na clandestinidade. Presa por duas vezes passou dois anos na Cadeia de Caxias, Maria Adelaide assumiu várias tarefas clandestinas das quais se destacam o seu papel na ligação entre a organização dos camaradas presos nas cadeias fascistas e a organização do Partido no exterior, assim como na luta de solidariedade e pela libertação dos presos políticos. Entre 1968 e 1975, por indicação do Partido, residiu em Moscovo com Carlos Aboim Inglez, seu companheiro de sempre.Mais de 50 MIL na Marcha Liberdade e Democracia
Em intervenção no final da Marcha, Jerónimo de Sousa, disse: «Permitam-me que vos saúde. Que manifeste a minha admiração e alegria pelo nível e dimensão desta Marcha inédita, transformada numa torrente humana onde se sente o pulsar da inquietação face aos perigos e ameaças, do protesto e do descontentamento perante as injustiças, aliados à determinação e à confiança na luta pela liberdade e democracia. Admiração e alegria tanto mais sentidas quanto nos tempos que correm sopram os ventos avassaladores da ideologia dominante que nos convidam e empurram para o pântano do conformismo e fatalismo, da alternância sem alternativa, da interiorização nas consciências da ideia da inevitabilidade das injustiças e desigualdades, da negação de um Portugal desenvolvido e democrático que acreditamos ser possível com a vitória de Abril.»
Agora sim eram Comunistas e foram mais de 50 mil a provarem que há muitos mil para continuar Abril...
Signo de Escorpião
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Áspero amor
Áspero amor, violeta coroada de espinhos...
Lança das dores, coroa da ira,
Por quais caminhos e como te dirigiu a minha alma?
Por que precipitaste teu fogo doloroso,
Repentinamente, entre as folhas frias do meu caminho?
Quem te ensinou os passos que te levaram a mim?
Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha casa?
A verdade é que tremeu a noite apavorante,
A aurora encheu todas as taças com seu vinho
E o sol estabeleceu sua presença celeste,
Enquanto o amor cruel me cercava sem trégua,
Até que padecendo-me com espadas e espinhos,
Abriu meu coração um caminho ardente.
Pablo Neruda
domingo, fevereiro 24, 2008
Comunista eleito Presidente do Chipre

Líder do partido comunista Akel, Demetris Christofias, de 61 anos, obteve 53,36 por cento dos votos contra 46,64 por cento do antigo ministro conservador dos Negócios Estrangeiros Ioannis Kasoulides, 59 anos, segundo os resultados definitivos.
A taxa de participação nesta segunda volta das presidenciais foi de 90 por cento.
Nas ruas de Nicósia, os partidários de Christofias festejam a vitória do seu candidato com uma concentração em frente do quartel-general do partido comunista na capital.
Demetris Christofias é o sexto Presidente da antiga colónia britânica que alcançou a independência em 1960. Primeiro dirigente do partido comunista cipriota a candidatar-se a presidenciais, Christofias tornou-se o único chefe de Estado comunista entre os 27 países membros da União Europeia.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Momento

(...)
Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.
Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
“O mais é nada".
Fernando Pessoa
sábado, dezembro 15, 2007
Parabéns Grande Niemeyer!

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15 de Dezembro de 1907
Nasce no Rio de Janeiro.
1945
Ingressa no Partido Comunista Brasileiro.
1957- 58
Projecta o Palácio da Alvorada em Brasília e os principais prédios da Nova Capital.
15 de Dezembro de 2007
Celebra 100 anos
Um pequeno excerto da grande biografia de Niemeyer, para a ver completa clique aqui
segunda-feira, novembro 26, 2007
Jardim da saudade

Tenho ainda em mim o teu cheiro
o cheiro do amor e sinto-te
como se estivesses aqui
Tenho-te aqui comigo, em pensamento,
e abraço-te e beijo-te e quero-te outra vez
da mesma maneira como nos quisemos
e nos amámos ontem ainda
Olho-te e sorris com esse sorriso maroto
de menino
Nos teus olhos há estrelas que cintilam
e eu já não sei o que faço ou
o que penso, porque tu, com esse teu jeito,
levas-me pela mão para o jardim da saudade...
In o blogue O Cheiro da Ilha que recomendo a sua visita.
Porque não deu a comunicação social a devida atenção a esta conferência!?




terça-feira, novembro 20, 2007
domingo, novembro 18, 2007
Veja-se a lógica...
O dirigente nacional do PS Augusto Santos Silva admitiu que a política do Governo foi desfavorável para a Função Pública, o que condicionou o resultado das autárquicas, mas prometeu a diminuição da pressão em 2008, informa a agência Lusa.
«Tivemos uma queda [nas sondagens] quando fizemos todas as maldades de 2005 [aos funcionários públicos] e, por isso, perdemos as autárquicas», referiu Santos Silva.
Santos Silva disse ter consciência que «uma parte dos funcionários públicos está muito zangada» com o Governo, mas também sublinhou que muita da contestação pública tem estado a cargo de «60 funcionários do PCP», responsáveis pela «manifestação ambulante» que na zona do Alentejo «anda atrás do primeiro-ministro para todo o lado».
O PS fez muitas maldades aos funcionários públicos, mas pelos vistos estes até são masoquistas, pois só os afectos ao PCP se manifestam! Só é cego quem não quer ver...
domingo, novembro 11, 2007
A reacção à Chavez...

A arrogância prepotente do rei espanhol

"Já acabou a época dos vice-reis", terão pensado os chefes de Estado da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, de Cuba e do Equador, quando no âmbito da XVII Cimeira Ibero-americana tiveram de ouvir as palavras raivosas do Bourbon espanhol, Juan Carlos, a recriminar o chefe revolucionário Hugo Chávez por ter tido a "ousadia" de chamar fascista ao ex-mandatário José Maria Aznar. As verdades foram doridas para a delegação espanhola, sobretudo quando Chávez destacou cada um dos actos cometidos pelo governo Aznar no apoio ao golpe de Estado de Abril de 2002 na Venezuela.
O fascista Aznar teve dois defensores de luxo: primeiro o "socialista" Zapatero e a seguir o monarca espanhol, o qual exigiu ao chefe bolivariano que calasse a boca e não agredisse o seu compatriota e irmão de ideias no que se refere ao fascismo. Zapatero, refutando Chávez, pediu respeito para com Aznar porque "fora eleito com o voto dos espanhóis".
Mas faltava algo para que os ouvidos do novo colonialismo espanhol se irritassem ainda mais. Entrou o nicaraguense Daniel Ortega, que falando em nome do seu povo (e de todos os povos que lutam contra o colonialismo e o imperialismo) contou a história nefasta da empresa espanhola Unión Fenosa na sua actuação na Nicarágua. Chamou-os de mafiosos, de imperialistas e de provocadores que crêem, disse Ortega, que o povo da Nicarágua é seu súbdito.
Valia a pena ver a cara de Moratinos, Zapatero e do próprio Bourbon quando Ortega lhes dizia estas verdades. E naturalmente o Bourbon optou por retirar-se em meio a urgentes consultas da delegação espanhola. Zapatero e Moratinos ficaram, mas a resmungar. Ortega não se calou e, na parte final do seu discurso (que recordava aqueles tempos gloriosos quando no comando da FSLN falava às massas vermelho-negras do seu país), saiu em defesa aberta de Hugo Chávez.
Finalmente, chegou a dignidade de Cuba, na voz do vice-presidente Carlos Lage, que rompeu uma lança em favor de Chávez e de forma muito clara respondeu a um Zapatero cada vez mais incomodado que "não basta que um povo o eleja para que um mandatário seja alguém respeitável". E ascrescentou: "Bush foi eleito e é o assassino do povo iraquiano e eu não lhe tenho nenhum respeito".
Quem quiser ouvir que ouça: os povos da América Latina já não podem ser avassalados nem por ianques nem por bourbons. Com essa arrogância que os caracteriza, estes defensores das transnacionais que esfaimaram a nossa gente (que outra coisa é a Repsol, Telefónica, Union Fenosa, Endesa e outras semelhantes) tentaram fazer calar mas não conseguiram os chefes revolucionários que hoje lhes falam na cara em nome dos seus povos. Por isso tiveram que optar (como no caso do Bourbon) por retirar-se.
Em boa hora, pois NÃO OS QUEREMOS E DEVEM SABÊ-LO.
Acabou-se a época dos vice-reinados (apesar de alguns ainda continuarem em genuflexão) e é a hora dos povos. Daí a dignidade de Chávez, de Evo, de Ortega, de Correa, de Lage, advertindo aos poderosos e aos colonizadores que a América Latina não quer saber mais das suas propostas neoliberais e imperialistas.
O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , Nº 950
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
sexta-feira, novembro 09, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
Morte completa
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Prisão em mim...
domingo, outubro 28, 2007
Uma adivinha...
quinta-feira, outubro 25, 2007
sábado, outubro 13, 2007
Nobel da Literatura 2007
Doris Lessingsexta-feira, outubro 12, 2007
40 anos depois da sua morte!
domingo, outubro 07, 2007
Desespero
Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.
Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.
Não fui eu que te quis. E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu
A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero.
Ary dos Santos

















