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Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.


O líder histórico cubano criticou o presidente do Irão por negar o Holocausto. A manifestação de desagrado em relação a Mahmoud Ahmadinejad foi expressa numa conversa com o jornalista norte-americano Jeffrey Goldberg, da revista «The Atlantic», que Castro convidou para visitar a ilha comunista.
Durante as cinco horas em que estiveram reunidos, foram abordados diversos temas, entre eles o do Holocausto e da relação de Teerão com Telavive.
«Ele criticou Ahmadinejad por negar o Holocausto e explicou por que é que o governo iraniano serviria melhor a causa da paz reconhecendo a história "única" do anti-semitismo e tentar compreender porque é que os israelitas receiam pela sua existência», lê-se no artigo publicado por Goldberg no site da «The Atlantic».
Segundo o jornalista, Castro recordou ainda que os judeus foram «expulsos da sua terra» e que foram acusados injustamente de todo tipo de males, até de «terem matado Deus».
«Os judeus tiveram uma vida muito mais dura do que a nossa. Nada se compara ao Holocausto», disse Castro, citado por Goldberg.

De facto, existem momentos em que o seu PC não está a fazer mais nada senão a consumir energia (o que não é o caso neste momento).Dominamos os conhecimentos, através da ciência. Sabemos quais as causas, mas ignoramos as consequências. Temos o conhecimento, mas falta-nos a sabedoria que só é adquirida pela experiência!
Afinal, qual é a medida, de facto, do nosso conhecimento?
alfa
Li nasceu em Ystad, Skåne, na Suécia em 1986. A sua vida está desde cedo ligada ao Mundo e às Artes, sendo filha de pais artistas (a mãe era pintora e o pai músico). Um pouco mais crescida Li e os seus pais mudaram-se para Estocolmo. Mais tarde quando Li tinha seis anos, a familia veio viver para Portugal, onde viveram aqui por cinco anos. A vida agitada dos pais fez-la passar bastante tempo entre Lisboa e Marrocos. Também passou Invernos no Nepal e na Índia, e aos 19 anos a cantora e a familia mudam-se para Nova Iorque durante três meses. Quando Li não está em tour, a cantora reside em Södermalm, dístrito de Estocolmo.
Vai alta no céu a lua da Primavera
Penso em ti e dentro de mim estou completo.
Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.
Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.
Alberto Caeiro

A EP - entrada permanente - não é apenas a possibilidade de acesso a dezenas de espectáculos, exposições e tantos outros acontecimentos nos três dias da Festa, mas um acto de solidariedade com a Festa e com o PCP, o promotor daquela que é a maior iniciativa político-cultural que se realiza no país.
Todos os anos é exigido ao PCP um grande esforço financeiro para realizar a Festa e as despesas fazem-se antes da abertura das portas. Por isso, é fundamental que se realizem receitas antecipadamente através da aquisição de EP’s.
Festa do Avante 2009 EP - Titulo de Solidariedade - €19,00 (até 3 de Setembro) €28,00 em 4, 5 e 6 de Setembro, à venda nos Centros de Trabalho do PCP
Rogério Ribeiro, Estendia a Mão Larga e Espessa aos Recém-VindosNaquela noite, em Ourique, as eleições para a Câmara não eram uma mera disputa política. Frente a frente estiveram duas culturas. Arrancadas à profundidade da história, emergiram numa só noite crispada as contradições que desde sempre cavaram o fosso entre o Portugal das miudezas e o Portugal universalista.
O Portugal da Inquisição e o do Padre António Vieira. De José Agostinho de Macedo e de Garrett. Ruralidade e cidadania - diante uma da outra, como galos a medirem-se. Nesse inverno de tensões à flor da pele, em Ourique.
A clivagem - nessa campanha eleitoral que despertou a atenção do país - foi transversal. A linha divisória dos dois campos estilhaçava o perímetro identificador dos partidos. Não era de política que se tratava: eram duas culturas que não se entendiam. Dum lado, os senhores de uma população de camponeses encurralados pelo isolamento geográfico. Do outro, um "estrangeirado": Francisco Felgueiras, rodeado apenas de quatro ou cinco crentes como ele - não mais. Um solitário. A quem o lugar era culturalmente hostil.
Os senhores da vila celebrizaram-se nesse Dezembro com uma palavra de ordem estreita e marialva: "ainda há homens em Ourique". Era a reacção instintiva de uma cultura hermética, serrana, temente da novidade e da mudança. Do outro lado dizia-se estradas e portões, saneamento básico e saúde, barragens e jardins de infância.
Naquela noite a contagem dos votos demorava. Noite nevosa. Encapotada num nevoeiro gordo a despegar-se das serranias escuras. Na rua formavam-se grupos. Nervos a estalar: cada um a conter o grito de triunfo ate ao instante supremo da explosão.
O homem da cidade ganhou as eleições. À tangente. Ganhou-as monte a monte. De galochas pelos caminhos enlameados da serra. Ganhou-as a conversar. A escutar. Explicando em voz grave.
Por uma unha negra as ganhou – terminando o mandato não tornou a candidatar-se. Dizia que "povo é povo em qualquer parte do mundo". Foi esta visão uniformizada que o deitou abaixo. A sua urbanidade sempre funcionou no microclima cultural e mental de Ourique - onde a planície alentejana acaba e começa a serra algarvia - como um anticorpo. A comunicação nunca se consolidou. Mas com o tempo o vencido tornou-se vencedor: Ourique nunca mais seria a mesma desde aquela noite de Dezembro de 82. Nessa noite os camponeses ficaram a saber que a sua vontade conta. Nunca ninguém lhes havia dito isso antes.
Francisco Felgueiras tropeçou na morte numa destas madrugadas. Morreu como viveu: só. Foi sepultado na Cuba. Nesse dia, mas exactamente dez anos antes, descia à cova Zeca Afonso. Ao "estrangeirado" de Ourique podiam lançar-lhe na campa qualquer jogral de Grândola.
Jornal Público, Primavera de 1997
Robert Doisneau, Down to the Factory, 1946
É impossível falar de Róisín Murphy sem falarmos dos Moloko, uma das bandas inglesas mais importantes no movimento electrónico, da qual era voz e alma. Êxitos como “Sing It Back” continuarão a marcar o ritmo das pistas de dança de todo o mundo.
Luís XV, Rei de França e Príncipe de Andorra,
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