Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.

terça-feira, dezembro 28, 2010

A ouvir.


"Têm nome de jogador de futebol, de empresário do Alto Minho ou até, se lhe juntarmos a devida designação, de Doutor (com ‘d’ grande). Mas isso é puro engano. Os Pinto Ferreira são uma banda pop. Sim, uma banda pop. Em duo. Um é o Pinto outro o Ferreira. É o que nos diz o videoclip do primeiro single ‘Violinos no Telhado’ onde os artistas aparecem de gravata e bigode retro, dentro de uma carripana, a cantar ‘quem diz o que sente não mente’, a caminho de um concerto num lar de terceira idade. Ora bem, há neles qualquer coisa de uns Divine Comedy já idos, não só pela construção pop das canções mas também pela ironia que apresentam, por exemplo, em ‘Elogio da Estupidez’. E ainda uns salpicos de pop francesa a atravessar os refrães portugueses de Agosto."

in Subscuta

quarta-feira, setembro 08, 2010

As palavras da lucidez.


O líder histórico cubano criticou o presidente do Irão por negar o Holocausto. A manifestação de desagrado em relação a Mahmoud Ahmadinejad foi expressa numa conversa com o jornalista norte-americano Jeffrey Goldberg, da revista «The Atlantic», que Castro convidou para visitar a ilha comunista.

Durante as cinco horas em que estiveram reunidos, foram abordados diversos temas, entre eles o do Holocausto e da relação de Teerão com Telavive.

«Ele criticou Ahmadinejad por negar o Holocausto e explicou por que é que o governo iraniano serviria melhor a causa da paz reconhecendo a história "única" do anti-semitismo e tentar compreender porque é que os israelitas receiam pela sua existência», lê-se no artigo publicado por Goldberg no site da «The Atlantic».

Segundo o jornalista, Castro recordou ainda que os judeus foram «expulsos da sua terra» e que foram acusados injustamente de todo tipo de males, até de «terem matado Deus».

«Os judeus tiveram uma vida muito mais dura do que a nossa. Nada se compara ao Holocausto», disse Castro, citado por Goldberg.

O jornalista questionou-o então se era capaz dizer a Ahmadinejad o que acabara lhe dizer a ele. Fidel respondeu: «Estou a dizer-lhe isto para que o possa comunicar».

in iol

sexta-feira, novembro 20, 2009





segunda-feira, agosto 03, 2009

Scott Matthew





Scott Matthew é um cantor e compositor nascido em Queensland, Australia. Ele, actualmente, reside e trabalha como um artista independente em Nova York. Era membro da banda pop Elva Snow, fundada com o ex-membro da banda do Morrissey, Spencer Cobrin. Antes do fim da banda, Matthew fez uma performance com a banda Songs to Drink and Drive. Scott Matthew é mais conhecido pelas suas performances em bandas sonoras como da série de animação “Ghost In The Shell: Stand Alone Complex” e da animação em loga metragem “Cowboy Bebop: Knockin’ On Heaven’s Door”, ambos produzidos pelo compositor Yoko Kanno. O seu trabalho com o rock “Lithium Flower” expô-lo no Japão e nos Estados Unidos quando ele fez um show no canal de televisão Cartoon Network. Matthew também escreveu a música “Go Where No One’s Gone Before”, tema para uma série de animação produzida por Billy Preston. Recentemente fez sucesso com sua contribuição para a banda sonora do filme “Shortbus” do diretor John Cameron Mitchell. A trilha incui seis canções do artista onde destaco o tema, Upside Down. A voz de Scott Matthew foi descrita como morna e um pouco andrógena. Além de cantar, ele mostra o seu talento como guitarrista.

domingo, agosto 02, 2009

Homem, Abre os Olhos e Verás



Helen Frankenthaler, Playa, 1950





Homem,abre os olhos e verás

em cada outro homem um irmão.

Homem,as paixões que te consomem

não são boas nem más.

São a tua condição.

A paz,porém, só a terás

quando o pão que os outros comem,

homem,for igual ao teu pão.

Armindo Rodrigues

sábado, agosto 01, 2009

Poupe o Ambiente!

De facto, existem momentos em que o seu PC não está a fazer mais nada senão a consumir energia (o que não é o caso neste momento).
Tem noção da quantidade de computadores que existe no mundo?Se todos adoptassem técnicas para evitar o consumo desnecessário do seu computador, o impacto económico e ambiental seria brutal! Mais dinheiro no bolso e menos emissões de CO2.
Com o objectivo de diminuir o consumo energético por parte dos computadores, a empresa Verdiem desenvolveu um software que para além de permitir configurar um plano de poupança de energia, ainda faz uma estimativa das poupanças anuais (em €) de acordo com o plano seleccionado.
Esse software chama-se Edison, é gratuito e está disponível para download no site da
Verdiem. Experimente e veja quanto pode poupar.
Para obter valores de poupança mais próximos da realidade, deve na primeira utilização alterar o valor do preço por kWh. Esse valor depende da potência contratada ao seu fornecedor de energia eléctrica.

sexta-feira, julho 31, 2009

Paradoxo

Otto Dix, Retrato da Jornalista Sylvia von Harden, 1926



Dominamos os conhecimentos, através da ciência. Sabemos quais as causas, mas ignoramos as consequências. Temos o conhecimento, mas falta-nos a sabedoria que só é adquirida pela experiência!
Afinal, qual é a medida, de facto, do nosso conhecimento?

alfa





Lykke Li

Li nasceu em Ystad, Skåne, na Suécia em 1986. A sua vida está desde cedo ligada ao Mundo e às Artes, sendo filha de pais artistas (a mãe era pintora e o pai músico). Um pouco mais crescida Li e os seus pais mudaram-se para Estocolmo. Mais tarde quando Li tinha seis anos, a familia veio viver para Portugal, onde viveram aqui por cinco anos. A vida agitada dos pais fez-la passar bastante tempo entre Lisboa e Marrocos. Também passou Invernos no Nepal e na Índia, e aos 19 anos a cantora e a familia mudam-se para Nova Iorque durante três meses. Quando Li não está em tour, a cantora reside em Södermalm, dístrito de Estocolmo.
Os links têm videos diferentes.

quinta-feira, julho 30, 2009

Vai alta no céu

Camille Pissarro, Os castanheiros em Osny, 1873




Vai alta no céu a lua da Primavera

Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.

Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,

E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.

Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,

Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,

Isso será uma alegria e uma verdade para mim.

Alberto Caeiro






quarta-feira, julho 29, 2009

Não há Festa como o «Avante!».



Artistas da Festa do «Avante!» 2009:













Grande Gala de Ópera(ver programa)
Aldina Duarte
Bandarra
Blind Zero
Carla Pires
Ciganos d'Ouro
Clã
David Fonseca
Francisco Naia
Frei Fado d'El Rei
Gazua
Guy Davis
Hazmat Modine
João Lencastre's Communion
Laurent Filipe
Luísa Amaro
Maria Alice
Maria João e Mário Laginha
Nelson Cascais
Peste & Sida
Roda de Choro de Lisboa
Samuel
Seth Lakeman
Ska P
Skalibans
Tabanka Djaz
Telectu e convidados
Tereza Salgueiro
The Men They Couldn't Hang
The PostCard Brass Band
The Soaked Lamb
Vanessa Alves
Vitorino com os Cantadores do Redondo
Voces del Sur
Willie Nile



A EP - entrada permanente - não é apenas a possibilidade de acesso a dezenas de espectáculos, exposições e tantos outros acontecimentos nos três dias da Festa, mas um acto de solidariedade com a Festa e com o PCP, o promotor daquela que é a maior iniciativa político-cultural que se realiza no país.
Todos os anos é exigido ao PCP um grande esforço financeiro para realizar a Festa e as despesas fazem-se antes da abertura das portas. Por isso, é fundamental que se realizem receitas antecipadamente através da aquisição de EP’s.
Festa do Avante 2009 EP - Titulo de Solidariedade - €19,00 (até 3 de Setembro) €28,00 em 4, 5 e 6 de Setembro, à venda nos
Centros de Trabalho do PCP











Realces meus na lista dos artistas.

Naquela noite, em Ourique!

Rogério Ribeiro, Estendia a Mão Larga e Espessa aos Recém-Vindos
(Serigrafia concebida pelo pintor para o romance de Manuel Tiago, Até Amanhã, Camaradas)

Naquela noite, em Ourique, as eleições para a Câmara não eram uma mera disputa política. Frente a frente estiveram duas culturas. Arrancadas à profundidade da história, emergiram numa só noite crispada as contradições que desde sempre cavaram o fosso entre o Portugal das miudezas e o Portugal universalista.
O Portugal da Inquisição e o do Padre António Vieira. De José Agostinho de Macedo e de Garrett. Ruralidade e cidadania - diante uma da outra, como galos a medirem-se. Nesse inverno de tensões à flor da pele, em Ourique.
A clivagem - nessa campanha eleitoral que despertou a atenção do país - foi transversal. A linha divisória dos dois campos estilhaçava o perímetro identificador dos partidos. Não era de política que se tratava: eram duas culturas que não se entendiam. Dum lado, os senhores de uma população de camponeses encurralados pelo isolamento geográfico. Do outro, um "estrangeirado": Francisco Felgueiras, rodeado apenas de quatro ou cinco crentes como ele - não mais. Um solitário. A quem o lugar era culturalmente hostil.
Os senhores da vila celebrizaram-se nesse Dezembro com uma palavra de ordem estreita e marialva: "ainda há homens em Ourique". Era a reacção instintiva de uma cultura hermética, serrana, temente da novidade e da mudança. Do outro lado dizia-se estradas e portões, saneamento básico e saúde, barragens e jardins de infância.
Naquela noite a contagem dos votos demorava. Noite nevosa. Encapotada num nevoeiro gordo a despegar-se das serranias escuras. Na rua formavam-se grupos. Nervos a estalar: cada um a conter o grito de triunfo ate ao instante supremo da explosão.
O homem da cidade ganhou as eleições. À tangente. Ganhou-as monte a monte. De galochas pelos caminhos enlameados da serra. Ganhou-as a conversar. A escutar. Explicando em voz grave.
Por uma unha negra as ganhou – terminando o mandato não tornou a candidatar-se. Dizia que "povo é povo em qualquer parte do mundo". Foi esta visão uniformizada que o deitou abaixo. A sua urbanidade sempre funcionou no microclima cultural e mental de Ourique - onde a planície alentejana acaba e começa a serra algarvia - como um anticorpo. A comunicação nunca se consolidou. Mas com o tempo o vencido tornou-se vencedor: Ourique nunca mais seria a mesma desde aquela noite de Dezembro de 82. Nessa noite os camponeses ficaram a saber que a sua vontade conta. Nunca ninguém lhes havia dito isso antes.
Francisco Felgueiras tropeçou na morte numa destas madrugadas. Morreu como viveu: só. Foi sepultado na Cuba. Nesse dia, mas exactamente dez anos antes, descia à cova Zeca Afonso. Ao "estrangeirado" de Ourique podiam lançar-lhe na campa qualquer jogral de Grândola.

Jornal Público, Primavera de 1997


terça-feira, julho 28, 2009

Implicito...

Luís Fazenda admitiu sair da Assembleia da República se for eleito vereador e tiver pelouros. O mesmo é dizer: Se me acontecer o mesmo que aconteceu ao Zé Sá Fernandes eu fico na Câmara, têm é que me pagar ordenado! Não se percebe qualquer interesse por detrás desta afirmação!!

Robert Doisneau – fotógrafo da evolução histórica

Robert Doisneau, Down to the Factory, 1946




Robert Doisneau, fotógrafo francês do quotidiano e da sociedade trabalhadora parisiense, revela no seu trabalho uma extraordinária capacidade de definir o conflito entre o “presente” e o “futuro” histórico, isto é, a previsão da evolução histórica.
Assim, a sua obra tem a capacidade de sintetizar e transmitir de uma forma realista e interventiva o instante que se esvai, de tão breve, ao mesmo tempo que nos leva a reflectir sobre as dinâmicas sociais e económicas e a imaginar a sociedade do futuro.





alfa

segunda-feira, julho 27, 2009

Novo Single





David Fonseca voltou, na 2.ª feira, com um novo single que disponibiliza gratuitamente no seu site. Depois da festa, que era o seu último album, parece que o compositor e cantor adoptou um estilo mais melancólico. Este single fará parte de um albúm que ainda não tem nome e deverá ser lançado em Outubro. Por enquanto o single está aí para se ouvir.

Róisín Murphy

É impossível falar de Róisín Murphy sem falarmos dos Moloko, uma das bandas inglesas mais importantes no movimento electrónico, da qual era voz e alma. Êxitos como “Sing It Back” continuarão a marcar o ritmo das pistas de dança de todo o mundo.

Dois álbuns e muita estrada depois, a menina Irlandesa que se mudou para Manchester aos 12 anos, tornou-se, per si, uma referência incontornável. Devido a dois belíssimos álbuns, “Ruby Blue” (2005) e “Overpowered” (2007) colocou-se na boca do mundo e nas colunas de qualquer festa que se preze.

O primeiro, produzido pelo guru da electrónica Matthew Herbert, incluía o single “"If We're in Love", que viria a fazer parte da banda sonora da série americana “Grey's Anatomy”.

Com “Overpowered”, o álbum, e “Overpowered”, o single, Róisín Murphy, dá o definitivo salto para a notoriedade mundial, como artista em nome próprio. Os concertos sucedem-se em ambiente de grande festa.

O Mar...

por Ashleymaccabe




"O mar faz tudo o que lhe pedires." - disseram-me.
Então pedi ao mar que fizesse ondas,
o mar fez ondas...
Pedi ao mar para parar,
o mar parou!
Pedi-lhe que voltasses.
E o mar...
O mar suspirou.

domingo, julho 26, 2009

Reflexão sobre o exercício do poder a propósito do retrato do rei Luís XV

Luís XV, Rei de França e Príncipe de Andorra,
Conde da Provença, Conde de Diois, Conde de Valentinois,
Conde de Barcelona, Conde da Sardenha, Conde do Rossilhão,
Conde de Forcalquier e das ilhas adjacentes e Delfim de Viena







Por vezes, o exercício prolongado do poder faz o seu “ocupante” perder a sua própria identidade pessoal e assumir outra determinada pela "forma" e pelo “modelo” que assume o seu próprio poder.
Então, esse político protege-se da crítica reforçando pactos de auto-engano com seus colegas de partido. Reforçam a crença de que representam o Bem contra o Mal, recusam escutar os outros que lhe fazem a crítica e que poderiam norteá-lo para corrigir os seus erros e ajudá-lo a superar as suas contradições.



alfa

La Fura dels Baus

Clique na imagem para aceder ao site do Grupo



Grupo de teatro catalão que se notabilizou pelos seus espectáculos polémicos e visualmente poderosos. Fundado em 1979, começou por fazer espectáculos de rua, mas ganhou alguma projecção interna com a peça Lenguaje Furero (1983), que se inseriu num ciclo mais amplo de espectáculos a que apelidaram de Accions. Com estes espectáculos, imprimiram um novo conceito teatral alicerçado na utilização de numerosos recursos cénicos como música, dança, pirotecnia, uso de materiais naturais e interacção com o espectador, criando uma simbiose entre actor e autor, fundindo-se numa mesma criação colectiva. Em 1992, foram convidados para realizar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Os pontos altos da década de 90 foram os seus espectáculos Fausto Version 3.0 (1998) e Ombra (1998) sobre o poeta Federico Garcia Lorca e que foi apresentado com grande adesão do público na Expo 98. (...)



sábado, julho 25, 2009

Henri Fantin-Latour (1836-1904)







De 26/06/2009 a 06/09/2009


Das 10h00 às 18h00


De Terça a Domingo


Galeria de Exposições da Sede






Primeiro em Lisboa, depois em Madrid, esta exposição, organizada em parceria com o Museu Thyssen Bornemisza, apresenta cerca de 60 pinturas e alguns desenhos preparatórios agrupados em várias secções distintas. Seguindo a cronologia de produção do autor, são mostrados: auto-retratos, cópias executadas pelo pintor no Louvre, retratos intimistas, naturezas-mortas da sua fase de juventude, estudos e leituras, retratos de artistas e escritores seus contemporâneos, bouquets de rosas e flores diversas, temas associados à música, retratos austeros e retratos familiares, temas simbolistas e, finalmente, naturezas-mortas da fase de maturidade.






Comissário: Vincent Pomarède (Museu do Louvre)




Entrada: 4€


Museu Calouste Gulbenkian

sexta-feira, julho 24, 2009

Nouvelle Vague


Nouvelle Vague é um colectivo musical francês arranjado por Marc Collin e por Olivier Libaux. O nome deles é um jogo de palavras, referindo-se simultaneamente à "francesidade" deles, ao movimento artístico do cinema francês Nouvelle Vague, dos anos 60, à fonte das suas canções (todas são covers de músicas punk e new wave dos anos 80) e ao uso do estilo Bossa nova, também dos anos 60.

Os Nouvelle Vague apresentam-nos agora o seu mais recente albúm, sucessor de Bande a Part, cujo nome é apenas III